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“Corpos diversos” – Lançamento

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25/08/2015 · 14:42

O arquivo de Eduardo Lourenço

Publicado no jornal Público, de Lisboa [via Blogtailors]:

Ninguém sabe ainda ao certo quantos documentos integram o arquivo de Eduardo Lourenço adquirido pela Biblioteca Nacional (BN) em Janeiro passado por cem mil euros, mas enchem “102 caixas e 431 dossiers”, precisou ao PÚBLICO a presidente da BN, Inês Cordeiro.

 A informação, divulgada em vários jornais, de que o acervo se comporia de cerca de 11 mil documentos está errada, sendo provável que o equívoco se tenha ficado a dever a uma confusão entre a totalidade dos documentos e a parcela que diz respeito à correspondência do autor.

As cartas conservadas por Lourenço é que já foram inventariadas e ultrapassarão as 11 mil, constituindo um valioso testemunho dos diálogos que o autor de Pessoa Revisitado (1973), O Labirinto da Saudade (1978) ou O Canto do Signo (1994) foi mantendo ao longo de décadas com escritores portugueses de várias gerações, e também com autores estrangeiros.

“No total, poderão ser cem mil ou 120 mil documentos”, arrisca João Nuno Alçada, grande responsável pela vinda para Portugal deste impressionante acervo que Eduardo Lourenço foi acumulando ao longo de décadas na sua casa de Vence, em França. Foi também Alçada que deu início à organização e catalogação do arquivo, um trabalho que começou a ser feito há já alguns anos, com o apoio da Gulbenkian, do Centro Nacional de Cultura e da Fundação EDP, nos vários lugares que foram provisoriamente acolhendo estes papéis: a própria Gulbenkian, a Torre do Tombo e, finalmente, a Biblioteca Nacional.

A directora da BN não tem dúvidas de que este é um dos mais extensos núcleos documentais a integrar o Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea, e observa ainda que a sua “integralidade”, a “garantia de que está ali praticamente tudo”, lhe confere um valor muito particular.

E basta pensar nas Obras Completas de Eduardo Lourenço em curso de publicação pela Gulbenkian – com coordenação científica de João Tiago Pedroso de Lima e Carlos Mendes de Sousa – para se perceber a vantagem que representa para os responsáveis do projecto o acesso ao arquivo integral. A julgar pelos volumes já divulgados, a lógica tem sido a de agregar a cada título originalmente publicado por Lourenço um extenso conjunto de outros textos seus que partilham o mesmo universo temático, um critério que deveria implicar percorrer todo o acervo para garantir que não fica de fora nenhum ensaio ou artigo relevante.

Ainda que esse propósito de exaustividade esteja sempre potencialmente ameaçado pela própria vitalidade intelectual de Lourenço, que aos 91 anos mantém a sua proverbial dificuldade em recusar solicitações para colóquios e afins e continua a escrever ou improvisar oralmente sobre os mais diversos temas e autores.

Mas nem tudo o que está no acervo poderá ser publicado de imediato. Neste momento, o acesso à documentação está aliás limitado à equipa que trabalha na sua inventariação e organização e aos investigadores envolvidos quer no projecto das obras completas em curso de publicação pela Gulbenkian, quer na preparação dos novos títulos de Lourenço que vêm sendo editados pela Gradiva, onde saiu já este ano Do Brasil: Fascínio e Miragem, um livro que compreende textos dispersos e inéditos de diversa natureza e redigidos ao longo de quase 70 anos, entre 1945 e 2012.

No total, e segundo a directora da BN, há apenas 27 pessoas autorizadas por Eduardo Lourenço a consultar esta documentação. Uma restrição habitual em acervos deste tipo, e que é fácil de compreender se pensarmos que a BN conserva agora milhares de cartas que Lourenço trocou com autores como Miguel Torga, Adolfo Casais Monteiro, Vergílio Ferreira, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Eugénio de Andrade, António Ramos Rosa, José Cardoso Pires ou António Lobo Antunes, para citar apenas um pequeno número dos seus correspondentes, que inclui ainda muitos dos mais importantes investigadores estrangeiros da obra de Pessoa.

Tendo em conta as características do meio literário português, que não serão muito diferentes das de qualquer outro, e o presumível grau de intimidade que Lourenço manteria com alguns destes seus correspondentes, não é difícil imaginar-se a trapalhada que adviria da divulgação imediata e irrestrita de todas estas cartas. Numa entrevista publicada esta semana no Jornal de Letras, João Nuno Alçada conta que Eduardo Lourenço permitiu, por exemplo, o estudo e posterior publicação da correspondência com Casais Monteiro ou José-Augusto França, mas interditou a consulta do seu diálogo epistolar com Vergílio Ferreira e foi avisando que há alguns textos que “nem daqui a 30 anos” poderão ser publicados.

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Curso – Elaboração de resumos sobre documentos de arquivo

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Nara Leão (1942-1989) – site oficial

Em comemoração aos 70 anos de nascimento de Nara Leão, encontra-se na web seu site oficial, com cronologia, fotografias, discografia (com todas as músicas disponíveis) e documentos. Um site generoso com pesquisadores e interessandos pela música popular brasileira.

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“O apelo patético de Anna a Euclydes da Cunha” – Pedro Corrêa do Lago

Pedro Corrêa do Lago escreve, no site da revista Piauí, a respeito de um manuscrito de Euclides da Cunha anotado por Ana, sua mulher:

“Euclydes,

Que quer dizer o Snr. com estes artigos versos? Diga lá.

Não seria melhor que o Snr. estivesse em casa junto de sua querida Anninha?

Anninha”

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Servicio Nacional de Inventarios de Patrimonio

Para os interessados em cultura argentina, há uma ótima notícia: inaugurado em setembro de 2011, o Servicio Nacional de Inventarios de Patrimonio se propõe a reunir, em um único portal, todas as coleções de museus e de arquivos. Um tipo de trabalho que falta no Brasil, onde, para se fazer uma pesquisa em inventários online, é necessário às vezes entrar em até dez sites diferentes. Marcelo Mazzeo escreveu, para a Revista Ñ, uma matéria a respeito da criação dessa ferramenta de pesquisa:

En el Museo Histórico Nacional, a fines del siglo XIX se creó el primer inventario de patrimonio cultural argentino. Allí, de puño y letra se anotaba cada una de las obras de arte, los objetos y documentos que formarían parte del relato nacional. Pasaron los años, se sumaron bienes culturales y las técnicas de registro de lo que hay fueron también evolucionando. En ese mismo edificio de Parque Lezama, en septiembre de 2011 se presentó el Servicio Nacional de Inventarios de Patrimonio (SeNIP), un portal de Internet que aspira a reunir –con software nacional y criterios internacionales– toda la información de bienes culturales argentinos.

Aunque la informatización del patrimonio ya existía (incluso antes de Internet), era frecuente que cada museo tuviera sus propias bases de datos, no compatibles unas con otras, y sólo accesibles a investigadores a través de un engorroso ejercicio de burocracia en diferentes organismos para dar quizás con la fecha de creación de una pintura o el fondo documental de un personaje histórico. La propuesta es que través del SeNIP, y desde cualquier lugar, se pueda consultar en detalle el patrimonio cultural argentino. “Las colecciones son públicas y este proyecto tiene como objetivo final hacerlas accesibles a todo el mundo, manteniendo niveles de seguridad y confiabilidad”, definió Claudia Cabouli, coordinadora general de la Dirección Nacional de Patrimonio y Museos de la Secretaría de Cultura de la Nación.

Desde su escritorio, Cabouli relata la historia detrás del proyecto SeNIP. Una historia que comenzó hace cinco años atrás, con el análisis del modo en que otros países trataban sus bienes culturales a la hora de inventariarlos. Así, analizaron el Smithsonian de Estados Unidos, los museos públicos de varios países de Europa y Latinoamérica y en principio tomaron el ejemplo de Chile. Decidieron que desarrollarían un software propio (de producción nacional), y en el camino advirtieron que no todos los bienes podían ser tratados de la misma manera. Así nacieron las dos primeras bases que conforman el SeNIP: CONar, para la gestión y el registro de colecciones de museos; y MEMORar, que alberga los fondos documentales históricos de museos en diferentes soportes, ya sea fotografías, textos, audiovisuales, etc.

CONar es más visual y atractivo. Con un solo clic se pueden ver fotos de las piezas que conforman las colecciones de los museos –incluso aquellas que el museo no exhibe de forma permanente, como la del Palais de Glace–, con información amigable de la obra: una auténtica visita virtual. Paula Zingoni es la responsable del equipo de trabajo que para la fecha de lanzamiento había cargado 7000 piezas de las colecciones a la base de datos y antes del brindis de fin de año ya había llegado a las 69 mil. “Lo que el usuario ve es sólo parte de la información que manejan los museos, que va desde el número de flete si salió a una exposición temporaria o un aviso a Interpol si la obra fue sustraída”, explica Zingoni la utilidad extra del proyecto. Porque además de un fuente de información es un software de gestión documental, una herramienta que reúne toda la información en una sola base y con solo ejecutar el comando “imprimir” le permite al personal de museos tener un informe de inventario o un catálogo.

Los que ingresan a MEMORar no van a ver fotos y, sin embargo, pueden llevarse grandes sorpresas. Porque toda la información que el sitio recopila, por razones de conservación y seguridad, no estaba disponible al público. “Hay muy pocos documentos exhibidos, no cualquiera puede tener acceso y a través de MEMORar el usuario va a poder leer las cartas de San Martín, Mitre o Urquiza”, explica Malvina Porto, responsable del equipo que tiene la faraónica tarea de hacer el inventario, la gestión y el control de los fondos documentales. “Siempre pongo el ejemplo de Borges: si querés saber por qué en el 50 escribió un libro en el que estaba melancólico y triste, que no era la característica de su producción literaria, buscando documentación de Borges del 45 al 50 te va a permitir hacer una historiografía de qué le pasó. Ese es el criterio de los fondos documentales: se respeta el orden originario y el orden de producción, siempre por el productor, siempre de acuerdo a normas archivísticas internacionales”.

A pesar de los números, el proyecto atraviesa una primera etapa en la que los bienes culturales informatizados provienen de los organismos nacionales que dependen de la Secretaría de Cultura, que son alrededor de 20, cuando en el país hay más de 1000 museos y reparticiones que dependen de otras jurisdicciones y a los que, en una segunda etapa que se inicia en 2012, invitan a participar. Como el SeNIP tiene la propiedad del software, está habilitado para cederlo a otras instituciones de manera gratuita, a lo que se suma la capacitación del personal y el seguimiento durante el período de informatización de los bienes de cada institución, para así acrecentar el caudal de información.

“Nosotros tenemos la responsabilidad de hacer el registro de los bienes culturales que están dentro de la Secretaría de Cultura y además fijar políticas para el resto del país”, explica Claudia Cabouli, que ya vislumbra para el futuro sumar a SeNIP el registro de fondos bibliográficos históricos y otro de patrimonio inmaterial. Pero los próximos pasos en concreto son expandir el modelo a todo el país. “Es voluntario y ya hemos recibido pedidos de universidades y museos de otras jurisdicciones, pero nos gusta ser cautelosos porque el que se adhiere también se compromete a brindar información de calidad, a completar la tarea, a no utilizar la información con fines comerciales, porque el objetivo es el acceso público”.

Abierto y dinámico, el proyecto habilita en su etapa actual varias alternativas. Además del acceso público –a través de la Web, que es de fácil navegación– y la gestión de los bienes, permite el cruce de información en un ejercicio que propone un paraíso para los historiadores, curadores de arte y cualquier investigador que esté en la búsqueda de generar conocimiento. “El registro de inventarios es un trabajo que no para, muchos preguntan: ‘¿Y cuánto terminan?’ –revela Cabouli. Esto es ideológico y forma parte de la lógica del inventario: no se termina nunca, es un trabajo permanente. Porque el objetivo final es que todo lo que haya de patrimonio cultural que esté dentro de SeNIP”-.

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Lamentável!

Reproduzo texto do site da revista Cult:

Segundo o jornal português O Público, o Egito perdeu, no último domingo (18), uma coleção de cerca de 170 mil livros ora abrigados em sua Biblioteca do Instituto Científico Egípcio, no Cairo.

Entre os documentos e mapas históricos danificados, alguns com mais de 200 anos, está a cópia original de Description de L’Egypte, coleção de 24 volumes feita por 160 investigadores sob encomenda de Napoleão durante expedição ao país entre 1798 e 1801.

A obra reunia uma descrição detalhada do Egito, analisando desde sua fauna e flora, passando pela identificação de seus monumentos, até os hábitos, agricultura e comércio de seus habitantes.

O incêndio foi causado por confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes anti-Exército. Segundo o canal televisivo norte-americano CNN, a calamidade teria sido causado por umcoquetel molotov atirado pelos manifestantes.

O ministro egípcio da Cultural, Abdel Hamid, declarou que pretende formar um comitê de especialistas para providenciar o restauro das obras.

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