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Claro Enigma: chamada

As inscrições para o evento Claro Enigma poderão ser realizadas até o dia 2 de novembro.

Claro engima

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A arte da crise: cultura, valor comum

a arte da crise

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06/03/2014 · 23:14

Tem brasileiro na Princeton University

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Ilustre leitor

Extraído do PublishNews:
O SESC Bom Retiro (Alameda Nothmann, 185, Bom Retiro – São Paulo/SP), nova unidade do SESC na capital paulista, irá realizar durante o mês de setembro uma programação especial voltada à literatura. Dentre as atividades previstas está a série de encontros “Ilustre Leitor”, que receberá nomes de referência da música brasileira para uma conversa informal sobre seus livros preferidos. Os títulos citados em cada um dos encontros fazem parte do acervo da biblioteca do SESC, podendo ser consultados após os eventos.
Sob mediação de Márcio Debellian, produtor e co-roteirista do filme “Palavra (EN)cantada” e organizador da antologia Liberdade até agora (Móbile Editorial), o ciclo de encontros inicia-se nesta quarta-feira, dia 31 de agosto, às 20h, com um bate papo com o compositor Zeca Baleiro, que, em 2010, lançou Bala na agulha, seu primeiro livro.
O segundo convidado da série de encontros é José Paes de Lira, o Lirinha. O músico estará no SESC Bom Retiro no dia 6 de setembro. O compositor baiano Tom Zé também está será o convidado do dia 14 de setembro. A cantora Marina Lima é a convidada do dia 21 de setembro. O último encontro da série fica a cargo da cantora Zélia Duncan, no dia 28 de setembro.

Os encontros acontecerão sempre às 20h e o ingresso custa R$ 5 para trabalhadores do SESC, R$ 10 para matriculados no SESC e R$ 20 para os demais participantes.

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Festival Atos de Fala

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Escola Livre da Palavra em 2011

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A palavra toda

A PALAVRA TODA PARA O RIO

O Rio estava com saudade dele mesmo. Aquilo que as circunstâncias separaram, volta organicamente a se juntar. A cultura carioca não pode viver sem ser completa. Fica faltando. O Rio sempre foi uma cidade inclusiva, sede da corte imperial, capital da república até a invenção de Brasília. Uma cidade acima de tudo cosmopolita.

O Rio sempre foi bom alquimista. Do samba-jazz da bossa nova ao samba-rock de Jorge Benjor, ao beat-modernista da poesia marginal, às reuniões de Villa-Lobos, Bandeira, Pixinguinha, Almirante na casa de Tia Ciata. Do rap samba funk de Fernanda Abreu, Fausto Fawcett e Marcelo D2 à incorporação da cultura hip-hop pelos nossos mestres Heloisa Buarque e Hermano Vianna. O Rio não precisou de nenhum manifesto modernista. Já tínhamos Noel Rosa.

Uma cidade que sempre esteve próxima à palavra viva com suas rodas de samba, seu partido alto, à grandeza de Vinícius falando seus poemas na noite de Copacabana, à fala em delírio dos poetas marginais dos anos 70 ao rap de D2, BNegão e Black Alien das Batalhas do Real e do Zoeira Hip-Hop na Lapa dos anos 90. Uma cidade assim pede um festival à altura. A PALAVRA TODA vem suprir esta demanda.

A palavra em seus muitos suportes, em seu mais diverso repertório. Espanando o bolor dos puristas, incorporando outras linguagens com a música, o teatro, o mundo digital, A PALAVRA TODA mistura. Mistura a academia com a rua, as mais diversas gerações, mistura a “alta” e a “baixa” cultura, apresenta as diferenças para que nesse atrito, nessa troca, a cultura da cidade volte a fluir.

A palavra poética se tornou muito estigmatizada nesse tempo audiovisual e assim como a cidade de tempos atrás, se bifurcou entre guetos distintos e coisa de especialistas. Mas inspirado nos novos rumos do Rio, juntamos todas as pontas, convocamos suportes que sempre tiveram forte relação com a palavra como a canção e o teatro e invadimos o Espaço Sesc, em Copacabana. Nos dias 24 e 25 um sem-número de poetas de todas as tribos, dos 70, 90 e 00, do rap ao repente, do hip-hop à academia, enfim um batalhão de gente do verbo, da cena e do ritmo para dar força a um unificado e pacificado Rio de Janeiro, dar sentido a esse verão. Ou não.

O Rio tem uma riquíssima tradição no uso da palavra. Seja ela cantada, entoada, falada ou escrita. Aqui nasceram e viveram nossos grandes poetas, músicos e compositores. Do samba à bossa nova, do modernismo à poesia marginal, do neoconcretismo ao tropicalismo, de Nelson Rodrigues ao Asdrúbal Trouxe o Trombone, todos se inspiraram nessa topologia única de montanhas que deságuam no mar.

O Rio sempre foi uma cidade festiva e festeira, de muitos e brilhantes festivais. Durante o verão então, entre turistas de todo lugar, a cidade regurgita sua cultura e natureza nas praias, nas noitadas da Lapa e ensaios das escolas de samba. Rio 40º. Se o Rio comemora a possibilidade de vir a ser uma cidade una, com o direito de ir e vir e de circular por sua imensa geografia cultural, a palavra não pode ficar de fora. Agora que a cidade segue em nova direção, a palavra, padroeira do sentido, instrumento maior de expressão e comunicação, quer estar junto. Agora o Espaço Sesc abre sua gloriosa arena e foyer para um esperado festival de poesia.

 

A PALAVRA TODA é o festival de poesia que faltava para a cidade. O Rio é poesia, o Rio é A PALAVRA TODA.

Chacal

 

 

PROGRAMAÇÃO

Nos dia 24 e 25 de janeiro, segunda e terça-feira, o Espaço Sesc, em Copacabana, vai soletrar em alto e bom som o que há de mais vivo no Rio de Janeiro em se falando da arte da palavra. Com curadoria de Chacal e Heloisa Buarque de Hollanda, a festa começa às 18h com o VJ Christiano Menezes embalando o público com seus mashups, suas colagens digitais, trazendo a palavra daqui e de fora.


Na segunda, às 18h30, começa “A palavra em cena”, bloco em que o poema se vale da cena para melhor se fruir. E ainda teremos trechos da peça “Um navio no espaço” com textos de Ana Cristina César interpretados pelo ator Paulo José e pela atriz Ana Kutner. Na terça, Carla Tausz faz um trecho de “Jozú, o encantador de ratos”, de Hilda Hilst.

 

Na sequência, a poesia e o ritmo em “O rapto da palavra”. No primeiro dia o rap ganha força na voz e na rima de MC Nike e Re.Fem. Na terça, Nissin Instantâneo, Ricardinho, Babu, Bidi Dubois e Durango Kid fazem uma roda de rima, que se alastra pelas praças do Rio e Niterói.

Às 19h30 é a vez de “Agora é hora”, em que os poetas da última geração mostram como são atinados com a palavra escrita. Poetas do CEP 20.000, poetas da PUC, poetas que se iniciam por escrito ou na internet. Poetas contemporâneos. Na segunda, Alice Sant´Anna, Augusto Guimarães Cavalcanti, Pedro Rocha, Mariano Marovatto, Ismar Tirelli Neto e Gregório Duvivier. Na terça, o trem parte com Ramon Mello, Maria Rezende, Marília Garcia, Omar Salomão, Vitor Paiva e Ericson Pires.


Em seguida entra “A palavra contada” com seus repentes, a tradicional e popular poesia falada brasileira. Numa Ciro, a imensa performance, e o escritor Marcus Vinícius Faustini, na segunda, e Aderaldo Cangaceiro, o grito do agreste, na terça.


“Noves fora tudo” é a poesia dos anos 90, apurada, refinada, depurada. Na segunda, Viviane Mosé, pilar do CEP 20.000 e sua dança entre poesia e filosofia. Ainda nesse dia, o grupo: Carlito Azevedo, Felipe Nepomuceno, Valeska de Aguirre, Heitor Ferraz trabalharão palavras e imagens. Na terça, o bicho pega, o couro come com Paulo Henriques Britto, Francisco Bosco, Antonia Pellegrino, Alberto Pucheu, Carmen Molinari e Masé Lemos. Um mix de gêneros e genialidades.

 

A sequência é feita pelo bloco “Coletivos”. Na segunda, o Coletivo Cachalote, com Gabriela Marcondes (poesia), Nana Carneiro da Cunha (cello), Elisa Pessoa (fotos). Na terça, Madame Kaos com as poetas Beatriz Provasi, Marcela Gianninni e Arnaldo Brandão (baixo). A poesia e o espetáculo, roda de poetas.

 

Depois entram os veteranos dos anos 70, o bloco “Às margens plácidas”. A poesia que trouxe a fala e o corpo para o meio da roda. Na segunda, Chico Alvim, Charles Peixoto, Ronaldo Santos, Antonio Cicero e momento cassete com Zuca Sardana (áudio). Na terça, Geraldinho Carneiro, Chacal, Pedro Lage, Salgado Maranhão e momento cassete com Armando Freitas Filho (áudio).

 

Enfim, como em toda festa, o corpo também quer balançar, A PALAVRA TODA fecha com “A palavra cantada”. Na segunda, Letuce, de Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos e na terça, fechando os trabalhos, invocando deuses e diabos de Copacabana 40º, o seu cantor, Fausto Fawcett e companhia.

 

A PALAVRA TODA serão dois dias que formarão um grande painel da palavra no Brasil das últimas décadas do último milênio até agora nos dias que voam. Quem souber ouvir, vai viajar.

 

 

DATAS E HORÁRIOS

 

Serviço: Espaço Sesc

Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana

Tel.: (21) 2547-0156

 

Dia 24 de janeiro – Espaço Sesc, Copacabana

18h – VJ Christiano Menezes
18h30 – ‘A palavra em cena’ – Paulo José e Ana Kutner
19h – ‘O rapto da palavra’ – MC Nike e Re.Fem
19h30 – ‘Agora é hora’ – Alice Sant´Anna, Augusto Guimaraens Cavalcanti, Pedro
Rocha, Mariano Marovatto, Ismar Tirelli Neto e Gregório Duvivier
20h10 – ‘A palavra contada’ – Numa Ciro e Marcus Vinícius Faustini
20h30 – ‘Noves fora tudo’ – Viviane Mosé, Carlito Azevedo, Felipe Nepomuceno, Valeska de Aguirre e Heitor Ferraz
21h – ‘Coletivos’ – Cachalote (Gabriela Marcondes, Elisa Pessoa, Ana Costa e Andrea Capella)
21h30 – ‘Às margens plácidas’ – Chico Alvim, Charles Peixoto, Ronaldo
Santos, Antonio Cicero e momento K7 com
Zuca Sardana
22h – ‘A palavra cantada’ – Letuce (Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos)

Dia 25 de janeiro – Espaço Sesc, Copacabana

18h – VJ Christiano Menezes
18h30 – ‘A palavra em cena’ – Carla Tausz
19h – ‘O rapto da palavra’ – REP (Ritmo e Poesia): Nissin Instantâneo, Ricardinho, Babu, Bidi Dubois e Durango Kid
19h30 – ‘Agora é hora’ – Ramon Mello, Maria Rezende, Marília Garcia, Omar Salomão, Vitor Paiva e Ericson Pires
20h10 – ‘A palavra contada’ – Aderaldo Luciano
20h30 – ‘Noves fora tudo’ – Paulo Henriques Britto, Alberto Pucheu, Carmen Molinari e Masé Lemos
21h – ‘Coletivos’ – Madame Kaos (Beatriz Provasi, Marcela Gianninni, Juliana Hollanda e Arnaldo Brandão)
21h30 – ‘Às margens plácidas’ – Geraldinho Carneiro, Chacal, Pedro Lage, Salgado Maranhão e momento K7 com Armando Freitas Filho
22h – ‘A palavra cantada’ – Fausto Fawcett

 

Mostra paralela – A poesia toda
Fotos, vídeos e outros objetos poéticos

Alberto Saraiva // Arnaldo Antunes // Alex Hamburguer // André Vallias
Chacal // Christian Caselli // Gabriela Marcondes // GrupoUM
Gustavo Peres // João Bandeira // Lenora de Barros // Márcio-André
Marcelo Sahea // Paulo de Toledo // Renato Rezende // Zuca Sardana

 

FICHA TÉCNICA

Curadoria
Chacal e Heloisa Buarque de Hollanda

Organização
Ramon Mello

Coordenação Geral
Elisa Ventura

Produção
Camilla Savoia
Luiz Cesar Pintoni
Nanda Miranda

Direção de Arte
Retina 78

Realização
Sesc Rio

Idealização e produção
Aeroplano Editora

Apoio
Blooks Livraria
Retina 78

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