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Biblioteca Nacional Digital

Extraído do blog da Biblioteca Nacional:

Oficialmente lançada em 2006, a BNDigital integra coleções que desde 2001 vinham sendo digitalizadas no contexto de exposições e de projetos temáticos, em parceria com instituições nacionais e internacionais.

A BNDigital está internamente constituída por três segmentos: Captura e armazenagem de acervos digitais, Tratamento técnico e publicação de acervos digitais e Programas e Projetos de digitalização e divulgação. Sua equipe interdisciplinar é composta por bibliotecários, historiadores, arquivistas e digitalizadores.

Hoje a BNDigital recebe mais de 500 mil acessos mensais para consulta dos  mais de 900 mil documentos disponibilizados, que correspondem a mais de 11 milhões de páginas.

São 160 Terabytes de arquivos digitais armazenados e disponibilizados ao público com segurança. Livros, mapas, fotografias, desenhos, gravuras, discos, partituras, revistas, jornais, manuscritos, e outras publicações podem ser acessados de qualquer lugar, sem custo.

A maior parte do acervo digitalizado faz parte da Hemeroteca Digital Brasileira, portal que disponibiliza acesso aos periódicos nacionais e que proporciona ampla consulta ao acervo de jornais, revistas, anuários, boletins  e de publicações seriadas.

 A BNDigital segue padrões internacionais que permitem interoperar com outros sistemas de bibliotecas digitais. São parceiros:

  • Library of Congress e UNESCO – Biblioteca Digital Mundial (WDL) – É membro fundador e participa do Conselho Consultivo;
  • Biblioteca Nacional da França – Projeto França-Brasil;
  • Biblioteca Nacional da Espanha – Biblioteca Digital do Patrimônio Ibero Americano;
  • Biblioteca Nacional de Portugal – Biblioteca Digital Luso Brasileira;
  • Biblioteca Nacional da Argentina – Biblioteca Digital Pedro de Angelis.

Acesse a BNDigital em: http://bndigital.bn.br/
Acesse a Hemeroteca Digital Brasileira em: http://hemerotecadigital.bn.br/
C
onheça o site da Fundação Biblioteca Nacional em: http://www.bn.br/

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“Após anulação, prêmio de poesia da BN vai para Ana Martins Marques”

Extraído do blog Prosa Online:

Depois de anular a decisão de conceder seu prêmio anual de poesia à coletânea de Carlos Drummond de Andrade organizada por Júlio Castañon Guimarães, “Poesia 1930-62” (Cosac Naify), a Fundação Biblioteca Nacional anunciou hoje que o novo vencedor da categoria é o livro “Da arte das armadilhas” (Companhia das Letras), da poeta mineira Ana Martins Marques.

O prêmio para o livro de Drummond foi concedido no dia 21 de dezembro de 2012, mas foi contestado em quatro recursos à Biblioteca Nacional porque o edital previa que a inscrição só poderia ser feita pelo próprio autor ou com sua autorização por escrito. Além disso, o livro não é inédito, reunindo poemas que já foram publicados.

Além da União Brasileira de Escritores e do Coletivo Quatati, grupo de produção e divulgação da literatura, entraram com recursos dois concorrentes ao prêmio de poesia: Renato Suttana, candidato com o livro “Opinionautas – A educação dos cavalos falantes”, e Marcus Fabiano Gonçalves, que concorria ao prêmio de poesia com “Arame falado” (7Letras) e reuniu 250 assinaturas pela anulação.

“Da arte das armadilhas” é o segundo livro de Ana Martins Marques, nascida em 1977 em Belo Horizonte. A obra já havia sido finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura de 2012, na categoria Poesia, vencido por “Junco”, de Nuno Ramos.

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“A privataria arruina a Biblioteca Nacional”, de Elio Gaspari

A foto (extraída d'O Globo) é de um funcionário da BN secando páginas de periódicos molhadas durante o vazamento de água do ar-condicionado central

A foto (extraída d’O Globo) é de um funcionário da BN secando páginas de periódicos molhadas durante o vazamento de água do ar-condicionado central

De total acordo com Elio Gaspari, em sua coluna de 2 de setembro, no jornal Folha de S. Paulo. Qualquer consulta a sites de diversas bibliotecas públicas de países latino-americanos, como Argentina e Chile, ou de países europeus, como França e Portugal, comprova o quanto a Fundação Biblioteca Nacional está atrasada, fora os problemas frequentes de alagamento, perda de acervo, entre outros. Ao mesmo tempo, a Biblioteca Nacional preocupa-se com uma série de questões que não são do seu calibre.

Segue a reprodução de parte da coluna:

Biblioteca, como diz o nome, é um lugar onde se guardam livros catalogados, acessíveis ao público.

No caso da Biblioteca Nacional, um transeunte que entra no prédio para sapear o catálogo precisa deixar até os cadernos na portaria. Caneta não entra, só lápis preto.

Se alguém for à página da BN na internet, terá à mão um catálogo de 576 mil obras, apesar de o acervo ser de pelo menos 2 milhões.

Mais, nas palavras do seu Relatório de Gestão: “Para evitar sobrecarga (da rede elétrica), não é permitido aos leitores utilizar carregadores para equipamentos como computadores, gravadores e assemelhados”.

Neste ano, em duas ocasiões, vazamentos do sistema de ar refrigerado inundaram áreas em vários andares, formando poças com até 10 centímetros de profundidade.

Há estantes que dão choque, sua fachada centenária solta pedaços e tapumes protegem os pedestres.

Funcionários da instituição fizeram uma manifestação na sua escadaria celebrando “o aniversário das baratas que infestam o prédio, com destaque para seu ‘berçário’, no quinto andar; das pragas que gostam muito de papel; brocas, traças e cupins” bem como “dos ratos do primeiro andar”.

Nesse cenário de real ruína, ressurge a cantilena: faltam recursos. Coisa nenhuma. O governo da doutora Dilma e a administração do companheiro Galeno Amorim, atual diretor da BN, botam dinheiro da Viúva em coisas que nada têm a ver com a tarefa de guardar, catalogar e tornar acessíveis os livros.

Em 2011, o Orçamento deu à BN R$ 30,1 milhões para gastos sem relação com pessoal e encargos. De outras fontes públicas, para diversas finalidades, recebeu mais R$ 63,4 milhões.

A digitalização dos sacrossantos Anais da BN parou em 1997, mas ela gastou alguns milhões em coedições, no patrocínio de traduções (inclusive para o croata) e na manutenção de um Circuito Nacional de Feiras do Livro. Colocou R$ 16,7 milhões num programa de compra e distribuição de livros populares, ao preço máximo de R$ 10 para distribuí-los pelo país afora. (Quem achou que por R$ 10 compram-se também estoques de livros encalhados ganha uma passagem de ida e volta a Paris.)

A criação de um polo de irradiação editorial pode ser uma boa ideia, mas essa não é a atribuição da Casa. Mercado de livros é coisa privada, biblioteca é coisa pública. Se ela não tivesse ratos no primeiro andar, baratas em todos, estantes que dão choque e um catálogo eletrônico mixuruca, poderia entrar no que quisesse, até mesmo na exploração do pré-sal.

Se Galeno Amorim pode revolucionar o mundo editorial brasileiro, a doutora Dilma deveria criar o Programa do Livro Companheiro, o Prolico. Nomeando-o para lá, deixaria a Biblioteca Nacional para quem pudesse cuidar dela.

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“Ministra Ana de Hollanda critica o estado da pasta de Cultura”

Matéria publicada no site d’O Globo [via Helen Miranda]:

RIO – ‘Esses números colocam em risco a gestão e até mesmo a existência de boas partes das instituições culturais.” A frase é uma referência à atual situação orçamentária do Ministério da Cultura (MinC), sobretudo quanto aos salários de seus servidores. Foi escrita numa carta, enviada no último dia 15 para Miriam Belchior, ministra do Planejamento. O texto da carta, à qual O GLOBO teve acesso, diz ainda que “essa realidade do MinC e de suas entidades vinculadas (…) tem gerado danosas consequências ao governo e à sociedade”.

Trata-se de uma das mais fortes críticas já feitas ao atual estado da Cultura no país, cujo impacto é ainda maior por terem sido escritas pela própria ministra, Ana de Hollanda. Procurada pelo GLOBO, ela não quis comentar a carta.

O documento reverbera uma insatisfação de grande parte dos 2.667 servidores na ativa do MinC. Na semana passada, dois protestos foram realizados no Rio. O primeiro aconteceu na quarta-feira, envolvendo os servidores da Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Sua principal revindicação é sobre as condições estruturais dos prédios — deteriorações constatadas numa visita do GLOBO a seis construções ligadas ao MinC. Desde abril, quando um acidente no sistema de refrigeração afetou o acervo de periódicos na sede da instituição, no Rio, a Biblioteca Nacional está com o ar-condicionado desligado. Há relatos de mal-estar entre os funcionários e reclamações do público.

Um manifesto divulgado pelos servidores da FBN cita vazamentos no telhado, rachaduras nas paredes e instalações elétricas indevidas. “A maior guardiã da memória literária nacional está em estado crítico. Tesouros insubstituíveis como a Bíblia de Mogúncia, a coleção de fotografias de D. Pedro II e muitas outras raridades serão perdidas se atitudes não forem tomadas urgentemente”, diz o manifesto.

Sexta-feira foi a vez de outro ato de servidores, este em frente ao Museu da República. Com dúzias de manifestantes usando pijamas — em alusão à roupa que vestia Getúlio Vargas quando se suicidou, naquele mesmo local e na mesma data (24 de agosto) —, o evento foi chamado de “SOS Cultura!” e priorizou uma antiga reivindicação da categoria: um plano de carreira e melhores salários. Os folhetos distribuídos falam de uma “possível extinção” do ministério e comparam os salários da Cultura aos de outras instituições: “O vencimento do pessoal da Cultura, em final de carreira, corresponde ao salário inicial de vários órgãos do Executivo, como Ibama, IBGE, INPI, Inmetro e DNIT”.

— Já no ano passado, os servidores do MinC nos procuraram, para que ajudássemos a cobrar um acordo salarial feito com a gestão anterior, e sobre o qual houve dificuldade de diálogo com a gestão atual — afirma a deputada federal Jandira Feghali, presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura. — De fato, eles têm uma defasagem salarial. A Cultura não tem sido encarada como prioridade. Seus servidores são vistos como secundários no serviço público.

A própria ministra Ana de Hollanda fez o alerta na carta enviada à sua colega do Planejamento. De acordo com o documento, a taxa de evasão dos funcionários aprovados no último concurso público para o MinC foi de 53% — 55% de funcionários diretamente vinculados ao ministério; 70% no Instituto Brasileiro de Museus, 40% na Funarte; 67% na Fundação Cultural Palmares; 37% na Fundação Biblioteca Nacional e 44% no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ou seja, das 1.029 vagas abertas em 2010, 541 não estão preenchidas. A ministra lembra ainda que o quadro se agrava com a previsão de 772 aposentadorias até 2017.

— Ninguém mais quer ficar no MinC por conta dos salários e também pela falta de diálogo. A gestão atual diz que dá apoio irrestrito aos servidores, mas nunca se sentou conosco para dialogar. A relação é péssima — afirma Sérgio de Andrade Pinto, vice-presidente da Associação de Servidores do Ministério da Cultura.

Por tudo isso, há o medo de uma nova greve. Nos últimos anos, houve pequenas paralisações. A mais duradoura ocorreu em 2007, quando os servidores pararam entre maio e agosto.

Para Eulicia Esteves, vice-presidente da Associação de Servidores da Funarte, se o panorama permanecer, na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016 os equipamentos culturais federais correm o risco de estar com as portas fechadas.

— E não por causa de uma greve. Mas pela falta de pessoal para atender o público e preservar o acervo. É necessário haver uma política permanente para as artes, o que não temos no Brasil — ela diz.

Já hoje, a situação dos equipamentos de responsabilidade do MinC é grave. Antigas reformas prometidas para o Palácio Gustavo Capanema, no Centro do Rio, não foram feitas. O palácio, tombado desde 1948, é alvo de uma década de reclamações sobre problemas estruturais. Seus elevadores são famosos entre funcionários e frequentadores pelos sucessivos defeitos. Com capacidade para 14 pessoas, eles só transportam oito, para tentar evitar panes. Já no terraço do Capanema, redes de náilon azul estão espalhadas pela fachada há pelo menos dois anos — elas serviriam para conter o cimento que eventualmente poderia se desprender do prédio.

Ainda no Capanema, os funcionários do sétimo andar, ocupado pelo Instituto Brasileiro de Museus, precisam se virar por conta própria para ter água potável. Um comunicado dos servidores à direção, de 16 de abril, dizia que “não foi informado prazo para a solução deste problema”. Desde então, eles compram sua água ou dependem dos colegas de outros setores. Na quinta-feira, servidores do Museu da República doaram dez galões.

No Museu do Folclore, no Catete, há mais problemas. Logo no hall de entrada, onde peças do artista pernambucano Espedito Seleiro estão expostas, há um grande rombo na parede, no lado direito. De acordo com funcionários, uma obra foi iniciada no museu no início do ano e interrompida por falta de verbas. Enquanto isso, no Museu do Açude, no Alto da Boa Vista, a reforma da área que sofreu com um deslizamento do terreno, em 2010, não foi concluída. O museu ficou fechado por dois anos até reabrir em maio, mas a piscina, que abrigava uma instalação de Iole de Freitas, ainda não foi restaurada. A obra foi fixada no novo muro de contenção.

O MinC foi contatado por telefone, recebeu um e-mail com todos os pontos que seriam abordados pela reportagem, mas não se pronunciou.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/ministra-ana-de-hollanda-critica-estado-da-pasta-de-cultura-5902724#ixzz24nnVCQyM
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Traduções suspeitas

Extraído da coluna de Raquel Cozer, da Folha de S. Paulo:

A Martin Claret, que inscreveu traduções suspeitas de plágio para compras por bibliotecas públicas, foi a terceira editora com mais títulos pedidos pelas instituições dentro do programa de aquisição acervos lançado neste ano pela Fundação Biblioteca Nacional. As primeiras, conforme balanço recente da FBN, são a Ciranda Cultural e a Todolivro. No começo do ano, a tradutora Denise Bottmann listou dezenas de casos suspeitos em denúncia ao Ministério Público Federal. Vários desses títulos estão na lista de encomendas feitas à Claret, que no total vendeu 93 mil cópias e teria faturado cerca de R$ 550 mil. Segundo Galeno Amorim, presidente da FBN, o caso está sendo investigado pelo MPF e a editora pode ser processada caso fraudes sejam comprovadas. Os livros já estão sendo distribuídos às bibliotecas.

*

Novas traduções A Martin Claret há meses refaz traduções –18 títulos saem agora na Bienal do Livro. Embora em janeiro tenha prometido descadastrar obras com traduções em andamento, isso não ocorreu. Elisângela Alves, ex-Cátedra Unesco de Leitura da PUC-Rio, acaba de assumir a edição da casa e coordena o novo trabalho.

Novas aquisições O balanço da FBN sobre o programa de aquisição de livros a até R$ 10 foi feito por ocasião do anúncio da segunda fase. Aprimorado, o novo edital corrige falhas. Entre as mudanças, agora as bibliotecas listam títulos e só depois a FBN aciona as editoras. Antes, as editoras cadastravam obras e então as bibliotecas escolhiam.

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Inscrições abertas para curso de preservação

Extraído do site do Ministério da Cultura [via Casa de Rui Barbosa]:

Estão disponíveis 70 vagas aos interessados em se aperfeiçoar de Acervos Bibliográficos e Documentais

Brasília – Estão abertas as inscrições para o 16º curso informativo de Preservação de Acervos Bibliográficos e Documentais, que ocorre entre os dias 27 e 31 de agosto, na Fundação Biblioteca Nacional (FBN), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC).

O curso é um dos poucos do país que orienta tecnicamente profissionais dedicados em preservar e restaurar obras em papel nos acervos em bibliotecas e museus.

As aulas serão ministradas em duas fases: a primeira será composta por uma série de palestras técnicas com especialistas.

A segunda etapa consiste de visitas aos museus, galerias e centros culturais do Rio de Janeiro e de estudos de casos no Centro de Conservação e Encadernação (CCE) e no Laboratório de Restauração da Coordenadoria de Preservação.

Dentre os palestrantes confirmados estão o coordenador de preservação na Biblioteca Nacional, Jayme Spinelli, o diretor da Escola de Museologia da UNIRIO, Ivan Coelho de Sá, e o professor Joaquim de Andrade, pesquisador da divisão de Iconografia da FBN.

A taxa de inscrição é de R$ 350,00, inclusos o material de estudo e certificado de participação. As inscrições continuam abertas até completar 70 confirmações.

Confira a programação do curso.

Acesse a ficha de inscrição.

Leia mais.

(Texto: Pablo Rodrigo, Ascom/MinC)

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Coleção Nelson Werneck Sodré on-line

Extraído do blog da Fundação Biblioteca Nacional:

A Fundação Biblioteca Nacional assinou hoje o acordo que vai permitir a divulgação da Coleção Nelson Werneck Sodré através do projeto BN Digital. Doado à BN em 1995 pelo próprio intelectual, o material estará disponível na íntegra para consulta e inaugura “Legado” – área de destaque do site reunindo o acervo e documentos ligados a ele. A iniciativa representa um passo importante, por se tratar do 1º conjunto documental com direito autoral vigente a ter sua disponibilização na internet autorizada.

Olga Sodré, filha do intelectual brasileiro, assinou o termo na presença de Galeno Amorim (presidente da FBN), Mônica Rizzo (Diretora do Centro de Referência e Difusão da Fundação Biblioteca Nacional), Liana Gomes Amadeo (Diretora do Centro de Processos Técnicos da Fundação Biblioteca Nacional), Maria José Fernandes (Coordenadora de Acervo Especial da Fundação Biblioteca Nacional), Vera Faillace (Chefe da Divisão de Manuscritos da Fundação Biblioteca Nacional), Vinicius Martins (Representante da Biblioteca Nacional Digital) e seu advogado, Eduardo Magrani. Com o ato, ela permitiu que mais brasileiros tivessem acesso ao importante acervo, que conta parte da história do país.

Além da obra bibliográfica completa do autor, compõem o material liberado fotos de familiares e pessoas públicas, cartas enviadas a políticos e intelectuais de sua época, artigos publicados, programas de cursos, recortes de jornais e revistas, documentos pessoais, trabalhos e registro audiovisual da vida de Nelson Werneck Sodré. Nascido em 27 de abril de 1911, o militar é um nome relevante na trajetória da intelectualidade brasileira.

Em 1924, Nelson ingressou no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Posteriormente, estudou na Escola Militar de Realengo e em 1937, passou a fazer parte das rodas intelectuais da Livraria José Olympio, no Centro do Rio. Lá, conheceu grandes escritores como José Lins do Rego e Graciliano Ramos, formando-se na Escola de Comando e Estado Maior do Exército em 1946. Fez parte da chapa vencedora nas eleições do Clube Militar em 1950, que defendia o monopólio do petróleo e a maior independência brasileira na relação diplomática com os EUA. Nessa ocasião, assumiu a direção do Departamento Cultural da instituição, que editava a “Revista do Clube Militar”.

Desde 1954, Nelson esteve em contato com o movimento de pensadores liderado por Hélio Jaguaribe – o chamado Grupo de Itatiaia. Quando a sucessão presidencial esteve em risco, o intelectual apoiou o general Henrique Teixeira Lott, em favor da posse de Juscelino Kubitscheck em 1955. De 1962 em diante, dedicou-se ao trabalho intelectual. Nelson Werneck Sodré morreu em 1999. Além do acervo disponibilizado, um texto sobre sua vida e obra inaugura o espaço “Pensamento Brasileiro” na Rede da Memória Virtual Brasileira.

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Trabalho sério e de alta qualidade

Rendo aqui minhas homenagens ao trabalho que tem sido desenvolvido no blog da Fundação Bibilioteca Nacional. Um blog de utilidade pública, que traz aos leitores uma série de informações relevantes acerca do precioso acervo dessa casa. Acabo de ter a seguinte surpresa, acompanhada de link para download da primeira edição do clássico de Hans Staden, com as excepcionais xilogravuras que acompanham o texto. Enquanto há manifestações contrárias à nova administração da Fundação Biblioteca Nacional, só tenho encontrado melhorias em todos os sentidos. A biblioteca digital da Fundação Biblioteca Nacional é, sem dúvida alguma, das melhores do Brasil. Trabalho sério e de alta qualidade. Há muito o que melhorar, mas a Biblioteca Nacional ficou largada às moscar por mais de uma década.

 

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Olhares sobre o moderno

Trecho da entrevista de Italo Campofiorito publicada no livro Italo Campofiorito: olhares sobre o moderno  – arquitetura, patrimônio e cidade, organizado por Eduardo Jardim, Luiz Camillo Osorio e Otavio Leonídio e publicado pela Casa da Palavra:

Não achava que eu tinha capacidade para fazer uma arquitetura a meu gosto. Então fiz um primeiro momento arquitetura e depois não fiz mais. Urbanismo eu gostei muito e me apaixonei. Mas aí era impraticável, as cidades são péssimas, são frias, a Baixada Fluminense é o pior possível. Aspásia Camargo diz sempre: “Italo, o que fazer para que a Baixada não seja feia?” Eu digo para ela: “O que tem que fazer é gostar dela, pois quem ama o feio, bonito lhe parece.” Bonita igual ao Champs Elysée é muito difícil de ficar, é pouco provável. A nossa Biblioteca Nacional é um dos prédios mais monstruosos que eu conheço no mundo, mas eu me bateria para que não a tirassem de lá. Ela faz parte da minha vida. No Centro do Rio, o Teatro Municipal é gracioso; a Escola de Belas Artes é nobre; o Tribunal de Justiça é um horror e a Biblioteca é um desastre. É feia, uma fortaleza verde-oliva, mas eu amo. Por esta razão, acho que é preciso levar à Baixada, levar às zonas pobres do mundo, que vão ser incontáveis por incontáveis séculos, uma maneira de fazer corredores culturais. E aprender a gostar dos lugares, de tal modo que eles pareçam bonitos para quem ama. Assim, já estou falando de patrimônio. Quer dizer, o urbanismo que é impraticável leva ao patrimônio.

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O Jornal das Senhoras

Extraído do blog da Fundação Biblioteca Nacional [via Fundação Casa de Rui Barbosa]:

A Biblioteca Nacional tem 156 edições digitalizadas do periódico O Jornal das Senhoras, para download. O primeiro número da publicação data de 1º de janeiro de 1852, trazendo “Modas, Litteratura, Bellas-Artes, Theatros e Critica” a suas leitoras. Já na primeira edição, contestava a hegemonia masculina na direção dos veículos de imprensa: “Ora pois, uma Senhora a testa da redação de um jornal! que bicho de sete cabeças será?”

Clique aqui para conferir os exemplares

“Os dois principais centros da produção periodística feminina no Brasil se concentraram em Recife e Rio de Janeiro, desta cidade, saiu o primeiro jornal dirigido por uma mulher, O Jornal das Senhoras.

Fundado pela feminista argentina Juana Manso, O Jornal das Senhoras tinha como objetivo tratar de temas como belas-artes, literatura, moda, além de tentar despertar a consciência feminina para que estas reivindicassem melhores condições educacionais e acesso ao mercado de trabalho.

A partir daí vários jornais dirigidos por mulheres passam a circular pelo Rio de Janeiro, tais como O Bello Sexo, O Espelho, Jornal das Moças, Jornal das Famílias.

[trecho da pesquisa Josefina Álvares de Azevedo: a voz feminina no século XIX através das páginas do jornal A Família, de Karine da Rocha Oliveira, do Programa Nacional de Apoio à Pesquisa da Fundação Biblioteca Nacional].

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