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“O Lima Barreto que nos olha” – Beatriz Rezende

Extraído do site da revista Serrote, do Instituto Moreira Salles:

O que vemos só vale – só vive – em nossos olhos pelo que nos olha.

GEORGES DIDI-HUBERMAN

Lima Barreto em sua última passagem pelo hospital (1919)

Noite de Natal de 1919. O escritor Lima Barreto (1881 – ­1922) é levado, delirante, ao Hospício Nacional de Alienados, o antigo Hospício Pedro II que mudara de nome com a República. Recebe um uniforme, na verdade um pijama, é iden­tificado e fotografado.

Por uns bons 20 anos procurei por essa foto, mesmo não sabendo se ela realmente existia. Nunca percebi bem o porquê, mas, como parte de minhas pesquisas sobre o autor, parecia ser preciso ver o registro oficial dessa entrada no mundo da loucura, descrita por ele mesmo no grande momento de sua obra que é o Diário do hos­pício. Talvez porque nunca me recuperara completamente da emoção experimentada ao ler, na Biblioteca Nacional, escrito a lápis, no verso das folhas já usadas que conseguira da dire­ção do hospício, o relato dos três meses que o autor passou entre os loucos, desvalidos ou criminosos recolhidos ao edi­fício que mais se assemelhava a um palácio, na praia da Sau­dade, antigo nome da praia Vermelha, naquele tempo em que o prédio ficava bem em frente ao mar. As referências feitas ao recolhimento em A vida de Lima Barreto,1 preciosa biografia de Francisco de Assis Barbosa, não se mostravam suficientes. Ainda faltavam peças.

Em 2004, depois de acabar o trabalho de organização e comentário do conjunto de crônicas do autor, enquanto a edi­tora preparava os dois volumes de Toda crônica,2 tentei mais uma vez encontrar o livro de registros do hospício no Insti­tuto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no campus da praia Vermelha. Deve fazer algum sentido que o prédio do século XIX, construído para ser o Hospício Pedro II, tenha passado a abrigar em meados do século XX a reitoria da Universidade do Brasil e depois parte da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Instituições totais?

Ainda não seria daquela vez que encontraria a prova material do que tinha sido relatado no diário, que me defrontaria com o registro da época, com documentos que se pretendiam, por pertencerem ao mundo da ciência, objeti­vos. Os livros tinham, ao que parece, saído em viagem. Pouco depois, no entanto, uma servidora da biblioteca do Insti­tuto de Psiquiatria, para onde o material tinha sido levado, entrou em contato comigo dizendo que encontrara o que eu procurava. Peças da memória da Psiquiatria, como máquina de eletrochoques, negativos em vidro e os livros de registro começavam a se organizar, ainda bastante precariamente naquele ano, na biblioteca.

Lima Barreto em sua primeira internação, em 1914

Fui correndo, ansiosa, como que atendendo a algum tipo e chamado. E lá estavam, o registro e a foto, que nunca tinham aparecido diante dos olhos de alguém fora da insti­tuição. Por alguma razão, nem mesmo o biógrafo tivera acesso à imagem em suas vastas pesquisas. Em seguida, chamei um fotógrafo, que não só registrou a imagem do interno como, inoculado também pelo que de mágico parecia haver naque­les livros mantidos como secretos, reproduziu outras páginas – incluindo a anamnese feita pelo médico e outros documentos de internação, além da imagem de outros internos, fotos que seriam também importantes para compreendermos o pro­cesso de recolhimento.

Seis anos depois, em setembro de 2010, a pesquisadora Daniela Birman voltou ao mesmo espaço da instituição e con­seguiu encontrar o livro de registro anterior, de 1914, com a documentação da primeira entrada do escritor no Hospício Nacional e a foto dele aos 33 anos.

Completava-se, assim, a parca iconografia de um dos maio­res escritores da literatura brasileira.

NAS OBRAS COMPLETAS, A CONSTRUÇÃO DE UM AUTOR

O reconhecimento em vida da importância do escritor foi, como se sabe, escasso e polêmico. Triste fim de Policarpo Quaresma foi publicado em folhetins do Jornal do Commer­cio entre agosto e outubro de 1911. Em livro só apareceu em 1916, editado pela Revista dos Tribunais, graças à boa vontade e Félix Pacheco e pago pelo próprio autor: “Tomei dinheiro aqui e dali, inclusive do Santos (Noronha Santos), que me emprestou 300 mil-réis, e o Benedito imprimiu-o”.3 Parte do dinheiro fora obtida em empréstimos de agiotas do Ministério da Guerra, onde trabalhava.

Os contos iam sendo publicados em revistas diversas; as crônicas, responsáveis pelo reconhecimento que recebe sobretudo como jornalista, enviadas para jornais diversos. A colaboração no A.B.C., fixa entre 1918 e 1919, foi interrom­pida depois de o semanário publicar um artigo ofensivo aos negros. As crônicas de mais forte teor político frequen­temente eram escritas a convite de editores de publicações menores e efêmeras, como Astrojildo Pereira. Nos últimos anos de vida, manteve uma intensa colaboração para a Careta.

Lima Barreto em 1909, ano de lançamento de “Recordações do escrivão Isaías Caminha”

Afonso Henriques de Lima Barreto só será mesmo incorpo­rado à chamada história da literatura brasileira, ao elenco de escritores brasileiros tidos como dignos de serem estudados e, assim, ao cânone da literatura brasileira, a partir da publicação, em 1956, pela editora Brasiliense, das Obras completas, orga­nizadas por Francisco de Assis Barbosa com a colaboração de Antônio Houaiss e M. Cavalcanti Proença. Em 1952, Assis Barbosa publicara a primeira edição da biografia, realizada após vários anos de pesquisa.

É importante refazer esse percurso por sua relevância, já naquela época, como método de estudo, como abordagem de uma obra na perspectiva multidisciplinar, hoje reconhecida como fundamental. Ao biógrafo de Lima, historiador de origem, juntaram-se filólogos, críticos literários e jornalistas na leitura e preparação dos textos. O conjunto do que, naquele momento, foi considerado “obras completas” – na verdade, pouco se pôde acrescentar a ele entre descobertas e resgates de textos de lá para cá – abarcava romances (inclusive o inacabado Cemitério dos vivos), contos, crônicas (algumas delas sob a forma de resenhas de livros) e editoriais, mas também escritos de origem diversa, como o Diário do hospício, transcrito do original manuscrito, e o Diário íntimo, com­pilado a partir de cadernetas variadas. Os manuscritos foram encontrados na casa do escritor alguns anos após sua morte, sob a guarda amorosa da irmã.

Vale notar, a propósito, a absoluta convicção de Lima Barreto sobre a importância de sua própria obra. Organizara pessoalmente todo o material, incluindo a listagem dos livros de sua biblioteca – nada acanhada para uma pequena casa de subúrbio, com títulos em inglês e francês – e os amarrados de recortes a que chamou “Retalhos” – reunindo material tirado de revistas e jornais, inclusive os que chegavam a Todos os Santos vindos do exterior.

No processo de legitimação do autor de que aqui tratamos, três aspectos merecem destaque e podem ser ativados como formas desejáveis de pesquisa no campo literário. Primeiro, a noção de arquivo, hoje tão importante para os estudos literários. É do arquivo do escritor que parte a pesquisa inicial e se torna possível a edição dos volumes das Obras completas. Por arquivo de escritor, entendemos hoje, além dos textos literários em si, elementos de uma rede tex­tual mais ampla, registros de contextos discursivos que envolvem produção e recepção, acervo privado e documentos de circulação pública. Fazem parte ainda do acervo fotografias e, em certos casos, objetos e pertences diversos.

Em seguida, o cruzamento de saberes e a troca de metodologias discipli­nares que resultaram no deslocamento de um historiador de seu campo ori­ginal e possibilitaram seu encontro com outros especialistas e intelectuais de atuação profissional diversa todos mobilizados em torno de um mesmo obje­tivo, a produção de um autor, aqui resultado desses múltiplos olhares que se voltaram para os textos.

Finalmente, a concepção tão contemporânea da não hierarquização de gêneros e práticas literárias, um conceito aberto para além dos limites que, durante tantos anos, reduziram o conceito de literatura. Apresentava-se ao público, assim, uma obra em que, como afirma Jacques Rancière, “tudo fala”, abolindo-se hierarquias da ordem representativa.

“Não existem temas nobres e temas vulgares, muito menos episódios nar­rativos importantes e episódios descritivos acessórios”, escreve Rancière. “Porque não há coisa alguma que não carregue em si a potên­cia da linguagem. Tudo está em pé de igualdade, tudo é igual­mente importante, igualmente significativo.”4

Essa forma de pensar a arte, que assume a destruição de categorias, fronteiras e hierarquias, constitui um regime esté­tico definido pelo conjunto de relações entre ver, fazer e dizer. É essa transformação que permite combinações inéditas, a partir da ruptura de um certo número de fronteiras como as que separam as artes entre si, as formas de arte, as formas de vida, a arte pura da arte aplicada, a arte da não arte, o narra­tivo do descritivo e do simbólico. Ao crítico literário, ao pes­quisador, cabe, ao que me parece, sobretudo um trabalho de cartografia que atravessa todas essas formas de manifestação, formando um sistema de possíveis.

Para pesquisadores de gerações posteriores, dentre os quais se destacam Nicolau Sevcenko e Antonio Arnoni Prado, ficou logo claro que era impossível conhecer realmente o escritor, perceber sua importância no quadro da literatura brasileira e na formação mesma da República que vivemos, se não relacionássemos sua obra de ficção a seus outros escritos como as crônicas, diários, registros íntimos.

Essa noção de arquivo, para a qual as pesquisas de Georges Didi-Huberman têm sido contribuição provocadora, se impõe, portanto, como proposta de pesquisa evocando novas tarefas, inclusive as de recuperação, ordenação e classificação nada fáceis entre nós, no Brasil de curta memória. Trata-se de “uma história que já podemos dizer fantasmal”, conforme escreve Didi-Huberman sobre Aby Warburg, “no sentido de que nela o arquivo é considerado o vestígio material do rumor dos mortos”.5

 

UMA TRAJETÓRIA PRECARIAMENTE DOCUMENTADA

Ao menos até recentemente, antes da difusão massiva da fo­tografia digital e de sua circulação nas redes sociais, a situação familiar e econômica de um escritor poderia ser avaliada a partir do seu álbum de retratos. As fotobiografias são, por isso, quase sempre reveladoras: nelas temos o autor criança, no co­légio, ao se formar, casando-se, recebendo prêmios. Cerimô­nias e diversos rituais burgueses revelam origem e formação do escritor, e são mais frequentes quando se referem àqueles que foram destinados a encontrar, sem maiores dificuldades, a fama. A falta desse tipo de fotos pode evidenciar pobreza, dificuldades encontradas, escassez de apoios que costumam alavancar uma carreira. No campo da literatura, se quisermos avaliar a posição de um autor no cânone de uma época, nada melhor do que visitar sua fotobiografia.

Órfão de mãe desde muito pequeno, criado por um pai que cedo enlouquece, não há qualquer registro fotográfico da infância ou da juventude de Lima Barreto, personagem que logo deixa a zona sul da cidade onde nascera, muda-se para um bairro que à época era quase um não-lugar, a Ilha do Gover­nador, para finalmente ir viver a maior parte da vida em uma chácara em Todos os Santos, acessível ao centro da cidade uni­camente pelos trens da Central.

A mais agradável das fotos que se conhece é identificada por seu biógrafo como sendo de 1909, ano da edição de Recor­dações do escrivão Isaías Caminha, primeiro romance do autor que vai a público, impresso em Portugal, também à custa do autor. A imagem é de um jovem simpático, sentado com as pernas cruzadas, um meio sorriso no rosto bem escanhoado, vestindo terno completo, com colete, gravata e colarinho engomado. Quase elegante, não fosse um botão do colete que se abre na altura da cintura.

A foto seguinte, publicada em jornal em 1910, o surpreende, atento e devidamente engravatado, como integrante do júri a chamada Primavera de Sangue, conflito entre estudantes e a brigada policial no largo de São Francisco, que resultou na morte de dois jovens assassinados pelo militar conhecido como tenente Wanderley. A mão no queixo e o rosto erguido e desafiante o distinguem dos demais membros do júri. Da par­ticipação neste e em outros júris, o escritor falará em diversas de suas crônicas.

A terceira e última das fotos até há pouco conhecidas, reproduzida ad nauseam, saiu na edição comemorativa de um ano de A Estação Teatral, publicação com a qual contri­buía com certa regularidade. Em texto veiculado na edição e 15 de julho de 1911, com o título “Alguns reparos”, o autor comenta a edição e a foto: “Dessa forma, não foi possível dar-lhes um medíocre artigo; entretanto, viram meu retrato, não foi? Tirei-o de surpresa, senão teria cortado o cabelo e pedido emprestada uma outra pigmentação para que a cousa saísse mais decente.”6

A essas fotos pouco conhecidas juntam-se algumas caricaturas ou desenhos, inclusive um feito pelo irmão, Carlindo. Das realizadas em vida até as mais recen­tes, como a de Cássio Loredano para os volumes de Toda crônica, variam a representação do cabelo, mais ou menos crespo, e a do nariz, que vai de afilado a exagera­damente largo.

As fotos de Lima Barreto não só são poucas como dei­xam de existir justamente a partir do momento em que começa a se impor, ainda que a duras penas, como escri­tor e como jornalista. É como se houvesse uma desistên­cia da imagem, o que vai ser retomado ao lermos as fotos do hospício.

Se as fotos são escassas, as imagens que o escritor cons­trói de si mesmo são frequentes em crônicas, na corres­pondência e nos diários, mas também nas obras de ficção.7 Nas muitas identificações que faz de si próprio, são quatro os temas dominantes, sem que haja exatamente uma hie­rarquia entre eles.

Constante é a discussão de sua identidade de escritor, inclusive a relação conturbada com o meio literário em que vive. Em crônica de 28 de junho de 1911, afirma: “Eu quero ser escritor porque quero e estou disposto a tomar na vida o lugar que colimei. Queimei os meus navios, deixei tudo, por essa coisa de letras.” E, mais adiante, no mesmo texto da Gazeta da Tarde, escreve: “Não quero aqui fazer minha biografia; basta, penso eu, que lhes diga que abandonei todos os caminhos, por esse das letras; e o fiz conscien­temente, superiormente, sem nada de mais forte que me desviasse de qualquer outra ambição”.8

Desde o início do diário até o final da vida, em tex­tos diversos, com repercussões em sua ficção, aparecem a cor e as discriminações por racismo de que é vítima. “Eu, mulato ou negro, como queiram, estou condenado a ser sempre tomado por contínuo”, anota ele no Diário íntimo. “Entretanto, não me agasto, minha vida será sem­pre cheia desse desgosto, e ele far-me-á grande. […] É triste não ser branco.”9

Visto como consequência das dificuldades objeti­vas da vida e do contraste entre os sonhos e a realidade vivida com sofrimentos diversos, o alcoolismo e seu efeito devastador aparecem desde cedo. No mesmo diário, são os retratos mais dolorosos que de si pinta: “Tinha levado todo o mês a beber, sobretudo parati. Bebedeira sobre bebedeira, declarada ou não. Comendo pouco e dormindo sabe Deus como. Andei porco, imundo. […] Se não deixar de beber cachaça, não tenho vergonha.”10

No canto inferior direito da foto, Lima Barreto, com a mão no queixo, participa do júri da chamada Primavera de Sangue, em 1910

À bebida se liga, assim, o tema da loucura. Ainda que lou­cos frequentem sua ficção – e em especial Triste fim de Policarpo Quaresma –, nesses autorretratos a loucura está associada, com razão, ao alcoolismo.

Lima sempre viveu entre loucos, ele mesmo chegou a dizer isso, o que terá certamente inspirado o interesse e a simpa­tia por esses excluídos. Ainda menino, foi viver no entorno o hospício da ilha do Governador, onde o pai, João Henri­ques, trabalhou por anos, até enlouquecer. A família se muda, então, para a casa de Todos os Santos, onde o pai, sempre emente, morre dois dias depois de Lima Barreto. É assim que o hospício da praia Vermelha surgirá em sua obra anos antes da primeira internação.

Triste fim de Policarpo Quaresma foi publicado em 1911, três anos antes, portanto, de Lima ter sido recolhido pela pri­meira vez ao hospício – em agosto de 1914. Toda a narrativa em torno da internação do personagem merece destaque e impressiona a quantos se dedicam ao estudo do autor, por ser dos melhores exemplos de que, por vezes, é a vida que imita a arte.

É minuciosa a descrição do suntuoso prédio construído para abrigar loucos e outros rejeitados pela sociedade. As escadarias, as estátuas que ladeiam a entrada, as colunas, os azulejos do interior, a tristeza dos internos, o terror mesmo que o ambiente infundia nos que entravam no hospício da praia da Saudade, tudo parece familiar ao autor. Mas ainda não era, de fato.

No romance, é tão assustadora aquela casa “meio hos­pital, meio prisão, com seu alto gradil, suas janelas gradea­das, a se estender por uns centos de metros, em face ao mar imenso e verde”, que poucos tinham coragem de visitar o major. Não parecerá menos assustadora quando o autor lá der entrada, levado à força.

Chegamos, então, na primeira internação no hospício. Em 1914, Lima Barreto já publicara Recordações do escrivão Isaías Caminha, editara a revista Floreal, escrevera contos como “A Nova Califórnia” e “O homem que sabia javanês” e tinha o Vida e morte de M.J. Gonzaga de Sá pronto. No jornal A Voz do Trabalhador, defendera publicamente o anarquismo em crônica na qual criticava duramente a política brasileira, vendo nos anarquistas os que falavam “da humanidade para a humanidade, do gênero humano para o gênero humano”. Mas nem a fama nem o reconhecimento da crítica tinham chegado.

A primeira página do livro de “observações clínicas” traz a identificação o interno junto com a foto. Quando estive na biblioteca do Instituto de Psiquiatria pela primeira vez, espantei-me com a sequência de fotos de alta qualidade, material que ainda merece pesquisa e estudo, que podem ren­der muito. Cheguei a pensar que a decisão de fotografar os que davam entrada à casa fosse iniciativa iluminada de Juliano Moreira, que dirigiu o hospício por tantos anos. Juntaria, assim, técnica e ciência. Pode até ser, mas folheando o livro logo constatei que a fotografia era instrumento de identificação quase indispensável, já que muitos não sabiam quem eram, ou se atribuíam outras identidades. A foto servia, então, para o posterior reconhecimento do interno.

No registro de Lima Barreto, logo depois do nome, a identificação que se segue é a cor, revelando a importância perversa que se atribuía a essa infor­mação. E a cor anotada é “branca”. Fica aí evidenciado o quanto a questão da cor é discursiva, construída, mais do que natural. A cor branca lançada parece ser uma espécie de cerimônia ou deferência do médico que o recebe diante da informação seguinte, profissão: empregado público. A idade vem corrigida, de 34 para 33 anos. A anamnese é longa, relatando o protesto do interno contra o “sequestro” que sofrera, a afirmação de que tinha dois livros publicados, os comentários sobre autores de sua preferência, como Chateaubriand – e o médico anota o comentário irônico do depoente – “católico elegante” e outros, como Balzac e Taine.

Os tremores constatados, na língua e nas extremidades digitais, confir­mam o diagnóstico lançado na mesma primeira folha: alcoolismo. Consul­tando os diversos livros, constata-se uma recorrência entre a identidade e o diagnóstico. Dentre os recolhidos havia crianças, às vezes tão pequenas que precisavam subir num banco para serem fotografadas. São portadoras de “idiotice”. Os velhos apresentam “demência senil”, as mulheres, quase todas, são histéricas, e os que mais frequentemente recebem o diagnóstico de “alcoolismo” são operários.

Pouco antes da internação, abrindo o diário de 1914 em 20 de abril, Lima anota: “Hoje, pus-me a ler velhos números do Mercure de France. Lembro-me bem que os lia antes de escrever o meu primeiro livro. Publiquei-o em 1909. Até hoje nada adiantei. Não tenho editor, não tenho jornais, não tenho nada. O maior desalento me invade. Tenho sinistros pensamentos. Ponho-me a beber; paro. Voltam eles e também um tédio da minha vida doméstica, do meu viver quotidiano, e bebo. Uma bebedeira puxa outra e lá vem a melancolia. Que círculo vicioso! Despeço-me de um por um dos meus sonhos.”11

Olhemos a foto.

Diante do rosto ainda moço e saudável de Lima Barreto, não sentimos pena. Mesmo chocados – o registro foto­gráfico de uma violência cometida contra alguém choca sempre, mesmo que não seja essa a intenção da foto –, não sentimos comiseração ou dor. É mais provável que partilhemos com o interno de uma raiva surda, impotente. O longo caminho percorrido desde Guaratiba, onde fora recolhido, até a praia Vermelha parece ter curado a bebe­deira. Não há traços de delírio, exceto talvez pelos olhos com dificuldade em se abrir completamente, num olhar sampaco. Mesmo assim, Lima olha firme para a câmera, com os lábios duros. Mais que um paciente, pode parecer um revolucionário diante do pelotão incumbido de fuzilá­-lo. Lembremos do campo semântico que cerca a palavra “câmera”, como mostra Susan Sontag: máquina que aponta e dispara. Mesmo o traje que lhe fora entregue ao recolhe­rem suas roupas tem, na foto, um ar antes de uniforme do que de pijama de hospital.

Na fotografia, o autor que narrara a loucura de Policarpo Quaresma está mais magro e talvez pareça mesmo mais moço do que na imagem divulgada anos antes pela Estação Teatral. Há beleza nesse mulato claro carregado de mágoa contra todos, de raiva pelos que se encontram diante dele. A escura barba por fazer e os cabelos bastante crespos discor­dam da cor branca anotada.

Logo em seguida aos dois meses que passa no hospício, a produção de crônicas sofrerá um intervalo expressivo. Pouco será escrito neste ano, e quando volta a escrever para jornais os temas são especialmente cidade e política nacional. Das humilhações sofridas na ocasião só falará no relato da segunda permanência, feito no diário que man­teve no hospício. Produz, porém, o conto longo, um de seus melhores, “Como o ‘homem’ chegou”, narrativa alegórica de um jovem que tinha a mania de astronomia, trocando a terra pelo céu, passando a se dedicar ao estudo da matemá­tica, dos cálculos, com tal afinco que só podia ser doido. Os homens de juízo decidem que deve ser levado ao hospício. Esse tipo de narrativa, beirando o fantástico, é incomum na obra de Lima.

Outro raro exemplo é o também excelente “Dentes negros e cabelos azuis”. No conto, para transportar o manso Fernando desde Manaus, onde olhava as estrelas, ao hospí­cio da praia da Saudade, no Rio de Janeiro, os “doutores” servem-se de um carro-forte, masmorra de ferro. Por qua­tro anos o carro se arrasta com o homem dentro. Como não havia autorização para abrir a prisão ambulante, o aviso dos urubus é ignorado e o exame do paciente só irá acon­tecer no necrotério.

Na noite de Natal de 1919, Lima Barreto está de volta ao hospício da praia da Saudade. Em 25 de dezembro, os médicos de plantão parecem estar menos disponíveis que os colegas de 1914. O registro é breve e lacônico. A cor é parda e a profissão declarada, “jornalista”. Ser funcio­nário público não adiantara grande coisa na primeira experiência, quem sabe ser jornalista não lhe garanti­ria melhor sorte? De todo modo, em 1918, em razão das sucessivas internações por razões psiquiátricas, fora con­siderado inválido para o serviço público e aposentado. A situação não lhe parecera de todo ruim e, em crônica do início do ano, escreve: “Aposentado como estou, com relações muito tênues com o Estado, sinto-me completa­mente livre e feliz, podendo falar sem rebuços sobre tudo o que julgar contrário aos interesses do país”.12

Olhemos a fotografia colada ao registro, tendo em mente a epígrafe de Georges Didi-Huberman: “Cada coisa a ver, por mais exposta, por mais neutra de aparência que seja, torna-se inelutável, quando uma perda a suporta – ainda que pelo viés de uma simples associação de ideias, as constrangedoras, ou de um jogo de linguagem – e desse ponto nos olha, nos concerne, nos persegue”.13 Persegui­dos e comovidos pela imagem de sofrimento – a imagem nunca é uma realidade simples –, não é difícil imaginar o pote até aqui de mágoas que o interno carregava, e por que vai intitular Marginália ou Bagatelas os livros que deixa organizados reunindo contos e artigos.

O jovem disposto a enfrentar o mundo na internação anterior se fora. É difícil identificar no homem diante do fotógrafo alguém com apenas 38 anos. A roupa de hospital parece mais pobre, indigente. A cabeça se inclina, caída de lado, impedindo o olhar frontal e desafiante de quem resistira ao sequestro policial anos antes. O cabelo está crescido, mos­trando um desleixo anterior ao internamento. Do todo emana um desalento doloroso, abandono, desistência.

Se houvesse uma legenda para a foto, esta seria o regis­tro que faz ao iniciar as anotações do diário do hospício que mantém durante esse período de reclusão, no dia 4 de janeiro, lembrando-se da internação anterior, as duas motivadas pela mesma razão, o delírio causado pelo abuso do álcool: “Estou seguro de que não voltarei a ele pela terceira vez; senão saio dele para o São João Batista, que é próximo”, escreve, refe­rindo-se ao cemitério do bairro carioca de Botafogo.

NO FIM DA VIDA, O OLHAR PARA DENTRO

Difícil ler uma fotografia que nos impacta sem se lembrar de A câmara clara.14 Naquele que seria seu último livro publicado em vida, Roland Barthes ressalta que seu ponto de vista é o de um amador, para quem é impossível tratar da experiência fotográfica “como fotografia-segundo-o-fotográfo”, só dis­pondo de duas experiências: “A do sujeito olhado e a do sujeito que olha”. Nas fotos que analisa, Barthes reco­nhece sempre um punctum, um pormenor que chama a atenção, um objeto parcial. “O punctum de uma fotografia é esse acaso que nela me fere (mas também me mortifica, me apunhala).” E, mais, “o punctum é um suplemento: é aquilo que acrescento à foto e que, no entanto, já está lá”. Na foto de Lima, o punctum é talvez o olhar perdido, recu­sando-se, ao contrário da foto de 1914, a olhar quem o foto­grafa. É para dentro que o interno parece olhar, olha e não vê. É um olhar que não mira adiante, mas olha para dentro, refugiando-se daquela mesma realidade de que obsessiva­mente costumava se ocupar.

O que se vê na foto identificadora é também descrito na curta anamnese: “É um indivíduo precocemente enve­lhecido, de olhar amortecido, fáceis de bebedor, regular­mente nutrido. Perfeitamente orientado no tempo, lugar e meio, confessa desde logo fazer uso, em larga escala, e parati: compreende ser um vício muito prejudicial, porém, apesar de enormes esforços, não consegue deixar a bebida.”15 É dura a observação que se segue: “Indivíduo de cultura intelectual, diz-se escritor, tendo já quatro roman­ces editados, e é atual colaborador da Careta”. A palavra o recolhido ao hospício não merece crédito, e o desco­nhecimento de sua obra pelo médico coloca em dúvida a própria condição revelada de escritor. Em A ordem do dis­curso, Michel Foucault nos lembra que o louco é aquele cujo discurso não pode circular como os outros, não tem verdade nem importância, não pode testemunhar em jus­tiça, embora o pior dos criminosos possa fazê-lo.

Durante suas pesquisas sobre o escritor, Francisco de Assis Barbosa pediu, diversas vezes, informações a quem com ele tivera a oportunidade de conviver. O escritor Ribeiro Couto envia por carta depoimento emocionante sobre Lima Barreto, tão importante que, mesmo longo, merece ser reproduzido.

Meus contatos com ele foram, sobretudo, na Associação de Im­prensa (em frente ao teatro Lírico), na livraria Schettino e na rua, à porta de outras livrarias ou de um botequim. Isso entre 1918 e 1920. (Na Associação de Imprensa o amigo do Lima era o Noronha Santos.) Eu, com 20 anos, tendo lido o Isaías Caminha, Policarpo Quaresma e o Gonzaga de Sá, não podia compreender como aquele grande escritor, de tão puro estilo, tão natural, pre­cisamente o “antimulato” em matéria de estilo, fosse o mesmo “Lima” – “O Lima, não sabe?” – de barba por fazer, chapéu de palhinha encardida, camisa suja e manchada no peito, roupa coçada, mal cheirosa, com morrinha que não se sabia se era de vômitos da véspera ou suor azedo. Como tanta grandeza e tanta pureza podiam viver sob aquela crosta áspera de mulataço ver­melho? A vermelhidão do Lima impressionava-me também; eu ficava sem saber se era álcool ou febre. E, no andar, uma calma perfeita, como para dominar a tendência do cambaleio. “Então, Lima Barreto, como vai?” Na verdade, ele me dava pouca con­fiança, salvo quando estava bêbedo.16

 

Nessa última foto de sua vida, comparada às ante­riores, Lima Barreto traz mais fortes as marcas atribuí­das ao mulato: o cabelo maior está mais crespo, o nariz mais largo, mas os lábios são finos. É como um pardo que, entre delírios, declara ser escritor que o interno é rece­bido. A essa segunda internação, mais longa, documen­tada no diário escrito no hospício, é frequentemente atri­buída uma recepção melhor. No dia seguinte à entrada, é transferido para a seção Calmeil, enfermaria onde fora criado um sistema de open door, ou seja, os pacientes tinham mais liberdade de circular pela instituição, o que foi importante para Lima no uso da biblioteca. No diário, Lima registra a simpatia do diretor, em quem destaca a doçura, a paciência e a simplicidade. Não menciona, porém, que uma das razões da simpatia poderia estar no fato de Juliano Moreira ser, também ele, mulato de origem pobre. Quanto aos outros médicos, lhe parecem todos de “ciência muito curta”, arrogantes. Mesmo o sofisticado Humberto Gotuzzo, introdutor da psicanálise no Brasil, o fez “arrepiar de medo”.

Dentre a correspondência reunida por Chico Barbosa, consta uma carta datada de 1º de outubro de 1952 do então diretor da Colônia Juliano Moreira, instituição que sucedeu ao Hospício Nacional. O racismo implícito nas observações do diretor, 30 anos depois, ao tratar do “caso Lima Barreto”, mostra bem o que o escritor deve ter vivido em 1919. Diz o dr. Heitor Pérez:

Pode o estudioso chegar a interpretação diversa da sua para explicar o “caso Lima Barreto”, deixando de lado o conceito nitidamente adleriano do sentimento de inferioridade (racial, de cor) que o sr. adota, e seguir a exegese freudiana, buscando na impotência sexual de Lima Barreto o “primum movens” do seu fracasso, da sua toxicomania; a doença, o alcoolismo, assim considerando, seria a “cobertura” para mascarar a sua reali­dade: a sua timidez sexual, a sua incapacidade de amar concre­tamente. O sentimento de “cor”, esse ele o superou através da literatura, onde se desforra de várias maneiras, sentimento que leva mesmo a exibir aquilo que é proibido do mulato – uma atitude paranoide (supervalorização dos seus dotes intelec­tuais, egofilia, autojulgamento megalômano, ressentimento etc.). Assim, a interpretação psicanalítica global definiria o bi­fronte Lima Barreto: alcoolismo como “fuga” da timidez, da incapacidade sexual, amorosa, e, literatura, agressiva, irônica, “brutal”, cheia de “charges”, como superação do sentimento de inferioridade étnico-social.

Ao final da carta, a mesma convicção da inferioridade dos não brancos se estende a Juliano Moreira, apesar da admiração que tinha pelo mestre, quando comenta: “Foi o mesmo Juliano, cuja grandeza de caráter e cuja grandeza de espírito resistiram à pobreza, à inferioridade de cor, à doença e ao ostracismo”.17

Ao sair do hospício, pouco tempo de vida resta ao escri­tor, que morre jovem, aos 41 anos. O trabalho como cro­nista, colaborando regularmente para a Careta, se intensi­fica. A combatividade dos textos tratará dos limites a que a noção de pátria pode levar na percepção de quem afirma: “Não sou nacionalista”. A vida no centro da cidade, as articu­lações políticas, o papel do congresso continuam ocupando sua atenção. De sua própria imagem ocupa-se pouco, mas exibe certo orgulho por seu esbodegado figurino.

O que há de novo neste momento em que o abalo sofrido pela saúde provoca frequente confinamento em Todos os Santos é o surgimento de uma simpatia pela vizinhança suburbana anteriormente pouco tolerada. Até mesmo o carnaval começa a ser visto com alguma simpatia. Os bailes e divertimentos suburbanos merecem sua atenção.

O autor tenta recriar ficcionalmente a experiência que vivera no romance Cemitério dos vivos, que fica, porém, inacabado. Talvez tenha preferido deixá-lo assim. Nenhuma ficção narraria o período de internação como o fizeram as anotações redigidas no próprio espaço da dor.

Ao final da vida quer retomar o que teria sido o grande projeto de vida, o Germinal negro. Contenta-se em finalizar o romance Clara dos Anjos.

A primeira versão de Clara dos Anjos é o conto publicado em Histórias e sonhos, coletânea organizada pelo próprio autor em 1920. O romance só sairá como folhetim após sua morte, de janeiro de 1923 a maio de 1924. A primeira edição em livro é de 1948.

De toda a vasta obra de Lima Barreto, Clara dos Anjos, romance que a cada leitura me agrada mais, me parece ser o que mais equívocos provocou. A forma mais livre, mais moderna, mais coloquial, influenciada talvez pela linguagem do jornalismo que praticava intensamente, foi considerada falha de estilo ou rigor. Foi também a que mais fortemente fez surgir preconceitos, alguns ocultos sob a força da inteligência de críticos que, no entanto, não podiam fugir completamente às ideias de seu tempo em relação não apenas ao tema da raça, mas também ao comportamento de mulheres.

A narrativa passa-se, com exceção de um único capítulo, nos subúrbios do Rio de Janeiro, para além dos limites traçados pela linha férrea dos trens da Central. Algumas são áreas mais próximas do centro da cidade, o Méier e o Engenho de Dentro, onde habita uma classe média próxima ao operariado, formada por funcionários públicos ou pequenos negociantes. Em outras, mais distantes, ficavam as moradias de operários, funcionários ainda mais subalternos ou simplesmente aqueles que a modernização do país introdu­zida pela República tornara pobres. É onde Lima Barreto vai morrer.

O final do romance é o diálogo entre “a jovem mulata de porte elegante e sonhadora” e a mãe, que se encerra com a frase: “– Nós não somos nada nesta vida”. Uma despedida.

Muito poderia ter sido feito, mas a morte precoce o surpreende com um colapso quando, deitado, lia a Revue des Deux Mondes. Também de sua des­pedida não haverá qualquer imagem. As fotos do hospício são realmente as últimas.

Essa carência de registro lembra, por contraste, as diversas fotos do enterro de Machado de Assis, em setembro de 1908. Dessas, a mais impressionante é a que registra a saída do corpo da sede da Academia Brasileira de Letras, fun­dada por ele. À porta do Petit Trianon, os acadêmicos acompanham o caixão, circundados pela multidão. A imagem de Euclides da Cunha, ao fundo, com um olhar perdido em outra direção, é um punctum. Transtornado ou enlou­quecido, parecia preparar-se para buscar a morte no ano seguinte.

Morto, Lima Barreto fará a última viagem de trem, deixando o subúrbio para dirigir-se a Botafogo. O caixão terá que parar na estação da Central e dali ser levado para o cemitério de São João Batista, um dos poucos luxos de sua vida. Consta que o empréstimo feito pelos amigos para cus­tear o enterro foi pago com a venda da biblioteca do escritor.

Se não ficaram fotos, fica, ainda uma vez, uma crônica, a de Eneias Ferraz para O País, publicada em 20 de novem­bro de 1922. Mais um documento precioso do arquivo do escritor, texto que vale, certamente, por uma foto.

Ao longo das ruas suburbanas, de dentro dos jardins modestos, às esquinas, à porta dos bote quins, surgia, a cada momento, toda uma foule anônima e vária que se ia incorporando atrás do seu caixão, silenciosamente. Eram pretos em mangas de camisa, rapazes estudantes, um bando de crianças da vizinhança (mui­tos eram afilhados do escritor), comerciantes do bairro, carre­gadores em tamancos, empregados da estrada, botequineiros e até borrachos, com o rosto lavado em lágrimas, berrando, com o sentimentalismo assustado das crianças, o nome do compa­nheiro de vício e de tantas horas silenciosas, vividas à mesa de todas essas tabernas.18

Voltemos ainda uma vez às duas fotos, por tanto tempo desconhecidas, esquecidas, rejeitadas, guardadas talvez em algum carro-forte destinado a transportar loucos. Estiveram elas realmente perdidas por todo esse tempo ou nós é que não as suportamos olhar?

Beatriz Resende é ensaísta e pesquisadora de vasto espectro de interesses. Professora titular da Faculdade de Letras da uFRJ, é autora de Lima Barreto e o Rio de Janeiro em fragmentos (Autêntica, 2015), Apontamentos de crítica cultural (Aeroplano, 2000) e Contemporâneos – Expressões da literatura brasi­leira no século XXI (Casa da Palavra, 2008). Organizou, dentre outras, as cole­tâneas Cocaína, literatura e outros companheiros de viagem (Casa da Palavra, 2006) e Possibilidades da nova escrita literária no Brasil (Revan, 2014).

NOTAS:

  1. Francisco de Assis Barbosa, A vida de Lima Barreto. 8. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2002.
  2. Lima Barreto, Toda crônica. Organização de Beatriz Rezende e Rachel Valença. Rio de Janeiro: Agir, 2004.
  3. Lima Barreto, Diário íntimo, in: Obras completas, v. xiv. São Paulo: Brasiliense, 1956, p. 181.
  4. Jacques Rancière, O inconsciente estético. São Paulo: Editora 34, 2009, p. 37.
  5. Georges Didi-Huberman, A imagem sobrevivente: história da arte e tempo dos fantasmas segundo Aby Warburg. Rio de Janeiro: Contraponto/MAR, 2013, p. 35.
  6. Lima Barreto, Impressões de leitura, in: Obras completas, op. cit., p. 277.
  7. Ver: Antonio Arnoni Prado, “Autorretrato”, in Lima Barreto: uma autobiografia literária. São Paulo: Editora 34, 2012. Nesse texto, Arnoni faz uso não apenas dos trechos de diários e cartas, mas também de obras de ficção.
  8. Lima Barreto, “Esta minha letra”, in: Lima Barreto, Toda crônica, cit., p. 90.
  9. Idem, Diário íntimo, op. cit., p. 52.
  10. Ibidem, p. 193.
  11. Ibidem, p. 171.
  12. “Quem será afinal”, in: Lima Barreto, Toda crônica, cit., p. 450.
  13. Georges Didi-Huberman, O que vemos, o que nos olha. Trad. Paulo Neves. São Paulo: Editora 34, 2010, p. 33.
  14. Roland Barthes, A câmara clara. Lisboa: Edições 70, 1981.
  15. Lima Barreto, Diário íntimo, op. cit., p. 52.
  16. Coleção Francisco de Assis Barbosa, Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Agradeço a Cristina Antunes pela ajuda gentil e competente na pesquisa e por disponibilizar as cartas aqui citadas.
  17. Documento da Coleção Francisco de Assis Barbosa, Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.
  18. Crônica de Eneias Ferraz que faz parte da coleção Lima Barreto da Fundação Biblioteca Nacional e é citada por Francisco Assis Barbosa em A vida de Lima Barreto, op. cit., p. 359.

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“Elegia a um tucano morto”, de Carlos Drummond de Andrade

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Programação completa do Dia D – Dia Drummond

Programação completa do Dia D – Dia Drummond [via IMS]:

BRASÍLIA

 

Sebinho Livraria café e bistrô

Cln 406, Bloco C, s/n, Lojas 30/34/44/72 – Asa Norte
Telefone: (61) 3447-4444

Dia 31 de outubro

Horários:
Das 9h às 22h – Exibição do vídeo sobre as 4 fases da poesia de Drummond, recitadas pelos funcionários do Sebinho

Das 12h às 23h – No almoço e jantar teremos um cardápio tipicamente mineiro, com direito a petiscos, doces e uma cachacinha mineira.

Às 19h – Exibição do filme “Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade” com a apresentação feita pelo Professor da UnB Alexandre Pilati.

Às 20h – Sarau Declame para Drummond com microfone aberto.

Às 21h – Liberação dos 180 poemas do “Projeto Declame Drummond” em balões de gás-branco-paz para serem encontrados no meio dos caminhos de Brasília. 

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CEARÁ

 

Fortaleza

Instituto da Primeira Infância – Iprede / Universidade Federal do Ceará

Rua Professor Carlos Lobo, 15.

31 de outubro

9h30 – Recepção dos participantes e imersão com áudio e vídeo sobre a obra de Drummond. 

10h – Exibição do DVD Vida e verso de Carlos Drummond, de Andrade, produzido pelo IMS, com roteiro e direção de Eucanaã Ferraz e fotografia de Walter Carvalho. 

10h30 às 12h – Sarau lítero-musical

 

Auditório Associação dos Docentes da UFC – ADUFC

Av. da Universidade, 2346 – Benfica. 

31 de outubro, das 9h às 12h. 

Entrada gratuita e aberta ao público.

Exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade.  

Mesa-redonda: “Drummond: o tempo presente, a vida presente”.

Com participação de professores de Literatura Brasileira da UFC: Marcelo Magalhães, Claudicélio Rodrigues e Suene Honorato. Promoção: Departamento de Literatura da UFC. 

Organização: Fernanda Coutinho, Tyanne Maia e Yuri Poti. Realização: Universidade Federal do Ceará, ADUFC.  

.


 

MINAS GERAIS

 

Poços de Caldas

Casa da Cultura – Instituto Moreira Salles

Rua Teresópolis, 90 – Jardim dos Estados.

31 de outubro, às 19h.

Aberto ao público com limite de 150 participantes. Entrada gratuita. 

O Educativo de Poços de Caldas realizará no Dia D um sarau com a participação de membros da academia de letras de Poços de Caldas. Antes do sarau, às 19h, será exibido o DVD Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade

Para informações, entrar em contato com o setor educativo pelo telefone (035) 3722-2776, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.

 

Belo Horizonte

Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade

Rua José Galding, 21, Letícia, Belo Horizonte

Dia D – Guerra e esperança nos versos de Drummond

25 de outubro

8h – Concentração na EMCDA

Exposição de trabalhos e intervenções poéticas.

9h – Lanche

9h30 – Caminhada em favor da paz rumo ao auditório da Escola de Ensino Especial (Rua Carlos Torrezani) com participação especial dos Arautos da Poesia (Sabará/MG)

10h – Chegada ao Ensino Especial

10h15 – Apresentação do Grupo Aprendizes de Drummond: poemas encenados das obras Sentimento do mundo, José e A rosa do povo.

Às 11h – Show Poemas musicados com Ana Cristina e Sarau Trio 

31 de outubro, às 19h

Noite de Sarau com Aprendizes de Drummond e Grupo Semearte de teatro.
Eventos abertos à comunidade.

 

Livraria Mineiriana 

Rua Paraíba, 1419 – Savassi- Tel.: 31 3223-8092.

31 de outubro

Das 9h às 22h – Exibição em looping do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade 

19h30 – bate-papo com escritores mineiros sobre a obra do Drummond e leitura de poemas do poeta.

Com: Ana Martins, Kiko Ferreira, Laura Cohen, Jovino Machado, Ana Elisa, Maria Ester Maciel, Sérgio de Mattos, Carlos de Britto, Leo Moraes, Teodoro Rennó, Guilherme Hargreaves, Patrícia Mães, Kaio Carmona, Jacyntho Lins Brandão, Simone Andrade e Mário Alex Rosa.

 

Tiradentes – MG

Sesi Tiradentes – Centro Cultural Yves Alves 

Sistema Fiemg – Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais
Rua Direita, 168 – Centro – Tiradentes – MG.

O Sesi Tiradentes – Centro Cultural Yves Alves, em parceria com o Museu da Liturgia e Instituto Cultural Biblioteca do Ó, convida para a exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade e sarau de poesias. 

7 de novembro  

19h – Sarau de poesias 

20h – Exibição do filme 

 

Viçosa – MG

Casa Arthur Bernardes

Praça Silviano Brandão, no 69 – Centro.

8 de novembro

18h – Leitura de poemas; Microfone aberto.

19h30 – Exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade.

Entrada gratuita. Limitado a 100 lugares (estudantes universitários, professores e demais membros da comunidade interessados)

Organização – Luciana Beatriz Ávila (UFV); Elisa Lopes (UFV); Renata Sant’Ana (FDV)
PIBID – Departamento de Letras Artes da Universidade Federal de Viçosa.
Projeto Língua Portuguesa/Literatura.
Faculdade de Viçosa (FDV)

Apoio de DAC e PEC (UFV)

 

Itabira – MG 

Galeria de Arte da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro.

6 a 24 de outubro – Entrada gratuita.

Horário: de terça a sexta-feira, das 8h às 18h; sábado e domingo, das 10h às 16h. 

Exposição itinerante Carlos Drummond de Andrade – Hoje tem festa no meio do caminho.

Por meio da parceria entre a Fundação Cultural e a Superintendência de Bibliotecas Públicas de Minas Gerais, Itabira recebe mais uma vez a exposição literária itinerante que homenageia o poeta maior. Em Hoje tem festa no meio do caminho, 22 painéis coloridos e ilustrados narram a vida e a obra de Drummond. 

Agendamento de visitas guiadas: Biblioteca Pública Luiz Camillo de Oliveira Netto

Telefone: (31) 3835-2102

E-mail: bibliotecapublica.itabira@fccda.mg.gov.br

 

Casa de Drummond 

Praça do Centenário, 116 – Centro.

Todas as terças-feiras, às 14h – Entrada gratuita.

Projeto “Tecitura” 

Ler, bordar, compartilhar ideias entre linhas coloridas, bastidores, dedais e poesia. Esses são os objetivos do projeto “Tecitura”. Em encontros semanais, no jardim interno da Casa de Drummond, um grupo de bordadeiras se reúne para pesquisar e difundir a obra de Carlos Drummond de Andrade e vários outros poetas brasileiros. 

Informações: Os trabalhos do grupo já estão acontecendo e os interessados podem entrar em contato na Casa de Drummond. Telefone: (31) 3835-3894

 

Extensão cultural – Circuito Bairros – Praia

Rua Guarani – Bairro Praia

19 de outubro, às 14h – Entrada gratuita.

Dando sequência ao projeto de descentralização cultural, o Circuito Bairros leva suas atrações ao bairro Praia. A programação começa com a contação de histórias musicais com a trupe belo-horizontina Maria Farinha e, logo após, atividades circenses. Além disso, a Biblioteca Pública Luiz Camillo de Oliveira Netto, por meio do projeto “BibliotecaMinha”, promove atividades de incentivo à leitura. E encerrando o dia, o show “Itabiranos em Cena” reúne os artistas Sérgio Diaz, Banda DR80 e Banda Jurassic Metals.

 

Galeria da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro.

21 a 24 de outubro – Entrada gratuita.

Terça a sexta-feira, das 8h às 18h; sábado e domingo, das 10h às 16h30.

Exposição Drummond: Memórias da terra natal 

Esta exposição reúne trabalhos confeccionados por alunos da rede municipal de ensino de Itabira. A ideia é evidenciar a forte presença da terra natal na obra drummondiana, já que Itabira é retratada como espaço de destaque nas lembranças que permeiam a criação do autor.

 

Escola Livre de Música 

Rua Guarda-Mor Custódio, 156 – Centro.

22 de outubro, às 19h – Entrada gratuita.

Música: Recital de piano com os alunos do professor Felipe Magalhães e apresentação da Orquestra de Teclados da Escola Livre de Música de Itabira. 

Os alunos do professor Felipe Magalhães abrem a noite apresentando-se em um belo recital de piano. Em seguida, com arranjos exclusivos para esta atividade, a Orquestra de Teclados reúne vários alunos de piano com níveis diferentes para fazer música juntos. Este será o primeiro recital temático, com o repertório dos Beatles.

 

Galeria da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro.

27 a 31 de outubro.

Segunda a sexta-feira, das 9h às 20h – Entrada gratuita. 

Feira literária

A Fundação Cultural recebe uma feira literária que reúne importantes editoras brasileiras, dá acesso aos principais sucessos literários nacionais e apresenta as novidades do mercado internacional.

 

Memorial Carlos Drummond de Andrade 

Pico do Amor, s/n°- Bairro Campestre.

27 a 31 de outubro, ao longo do dia – Entrada gratuita.

Literatura – Escambo literário

“Escambo” significa “troca direta de bens sem pagamento financeiro”.

A Fundação Cultural relembra esse antigo costume, incentivando as pessoas a trocar seus livros, em bom estado de conservação. Além disso, essa é uma boa oportunidade para trocar experiências e casos.

 

Casa de Drummond 

Praça do Centenário, 116 Centro.

27 a 31 de outubro, ao longo do dia 

Intervenção: Pintura mural com Laz Muniz

O artista plástico Laz Muniz se inspira na poética drummondiana para reproduzir “em traços” um pouco das características presentes na obra do escritor e transformar  o muro da Casa de Drummond num grande painel em homenagem ao itabirano ilustre.

 

Museu de Itabira 

Praça do Centenário, 116 – Centro.

27 a 29 de outubro

Horário: das 14h às 20h – Inscrição gratuita

Público alvo: a partir de 16 anos

Vagas: 20 

Oficina: “Casas, quintais e memórias: Uma incursão ao espaço do vivido e da diversidade”

Ministrante: José Márcio Barros e Lívia Espírito Santo. 

Inscrições: Av. Carlos Drummond de Andrade, 666 – 3835-2102.

Por meio do registro fotográfico e sonoro do interior das casas e das lembranças de seus habitantes, a oficina explora os modos de tecer memórias e a importância do patrimônio material e imaterial.

 

Galeria da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro

27 de outubro

Horário: das 8h às 9h30 – Entrada gratuita 

Contação de histórias e sarau poético Contos e encantos: Drummond em prosa e verso.

Por meio de contação de histórias e sarau, crianças do ensino público são envolvidos em uma atmosfera de leveza e musicalidade e se aproximam do universo lúdico do autor. Essa é uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação.

 

Casa de Drummond 

Praça do Centenário, 137 Centro

27 de outubro

Horário: das 18h às 20h30 – Inscrições gratuitas

Público alvo: acima de 16 anos | Vagas: 18

Turma 1 

OFICINA: “A sacralidade da vida em Drummond”. Ministrante: Leda Carvalho 

Inscrições: Casa de Drummond, telefone (31) 3835-3894

 

Escola Estadual Mestre Zeca Amâncio

Rua Irmãos D’caux, 1 – Centro

Turma 2 

28 de outubro, das 19h às 21h30 – Inscrição gratuita

Público alvo: alunos do curso de Magistério | Vagas: 20 

Por meio de uma roda de leitura, Leda Carvalho promove uma imersão nos poemas e nas crônicas do autor ligados ao tema. Além disso, intercalando música, pesquisa de imagens, dinâmicas de entrosamento será possível diminuir o distanciamento entre autor e leitor.

 

Galeria da FCCDA

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro

27 de outubro, às 18h – Entrada gratuita 

Música + literatura – Apresentação da Orquestra de Câmara e Drummonzinhos

A Orquestra de Câmara se apresenta com a série “música brasileira”, levando ao público um repertório que abrange clássicos da MPB e música brasileira instrumental.  E interagindo com os músicos, os Drummonzinhos interpretam pílulas literárias do poeta itabirano.

 

Galeria da FCCDA

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro

27 de outubro, às 18h30 – Entrada gratuita 

Palestra: Humberto Werneck em “O mestre aprendiz”.

Humberto Werneck é jornalista e começou na profissão sob  o comando de Murilo Rubião. Ainda como jornalista, trabalhou em importantes veículos como o Jornal da Tarde (correspondente em Paris nos anos 1970), revistas Veja e IstoÉ e Jornal do Brasil. Além disso, é cronista do Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo. A convite da editora Companhia das Letras, está preparando uma biografia de Carlos Drummond de Andrade. Entre seus livros lançados estão “O desatino da rapaziada – Jornalistas e escritores em Minas Gerais”, “O santo sujo — A vida de Jayme Ovalle” (prêmios APCA e Jabuti de biografia) e “Chico Buarque — Tantas palavras” (reportagem biográfica). Nessa palestra, fala sobre os anos de formação de Drummond – dos 17 (quando fez sua estreia na imprensa de Belo Horizonte) aos 32 (quando deixa Minas Gerais para sempre) – e discorre sobre as 133 crônicas que, oito décadas depois, ainda são privilégio de poucos leitores.

 

Teatro da FCCDA

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro

27 de outubro, às 20h

Ingressos: R$ 5

Peça de teatro: O Palco em Resíduo Drummond 

A partir de muitos anos de estudo e aproximação da obra de Carlos Drummond de Andrade, o ator e professor de literatura Maurício Soares Filho, em parceria com a diretora Luciana Garcia, concebeu o monólogo Resíduo Drummond. Com texto composto por 19 poemas e prosas de Drummond, usando como suporte a figura de um homem com o qual todos conseguem se identificar, o espetáculo acaba sendo um belo convite ao universo poético.

 

Galeria da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro

28 de outubro

Horário: sessão 1: às 9h30, sessão 2: às 14h  – Entrada gratuita 

Trupe Maria Farinha em No meio do caminho – Drummond para crianças.

Nessas apresentações, a Trupe Maria Farinha selecionou histórias e poesias que narram e cantam a obra do Menino Carlito Drummond. Aqui, a palavra além de informar, esclarecer e iluminar,  tem a fun- ção de produzir literatura.  A contação é comandada por Babu Xavier e Sandra Bittencourt  e eles tem a intenção de compartilhar  com a criançada livros, histórias e boas músicas.

 

Galeria da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro

28 de outubro, às 18h – Entrada gratuita 

Palestra e mesa redonda “Diário de bordo das experiências pedagógicas com textos drummondianos”.

Trabalhar o texto drummondiano ainda é um desafio  para  os professores da rede municipal de ensino em Itabira. Para compartilhar experiências bem sucedidas e incentivar educadores a buscarem novas alternativas no estudo da obra do escritor, a Secretaria Municipal de Educação promove uma mesa redonda com a participação de Márcia Aparecida Martins, Maria Lúcia Azevedo de Oliveira e Fabiana Aparecida Fonseca. A mediação será feita por Conceição Ribeiro de Araújo.

 

Teatro da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro

28 de outubro, às 20h – Entrada gratuita

Distribuição de ingressos uma hora antes do evento, sujeito à lotação 

Música – Makely Ka em “Cavalo motor”.

A inspiração desse show foi o percurso do personagem Riobaldo, protagonista de Grande sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. A bordo de sua bicicleta, o músico pedalou por quase 1.800 km registrando áudios, vídeos e fotos de sua aventura.

 

Galeria da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro

29 de outubro, das 8h às 9h.

Público alvo: alunos da Escola Municipal Marina Bragança de Mendonça.

Ministrante: Integrantes do Programa Biblioteca Escolar 

Oficina – Confecção de origami

A arte de dobradura chinesa ganha novos contornos quando inspirada na obra de Drummond. Assim, a oficina oferecerá técnicas de construção de origami, inspiradas na obra de Carlos Drummond de Andrade.

 

Galeria da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666

29 de outubro, das 10 às 12h 

Bate-papo e lançamento do livro infantil Benedito, com Josias Marinho.

O educador e ilustrador Josias Marinho lança o livro infantil Benedito, que conta a história de uma criança que se encanta pela batida do tambor do Congado, instrumento que guarda memórias ancestrais de um povo.

 

Galeria da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666

29 de outubro, às 14h – Entrada gratuita 

Laz Muniz e Alexsandra Teixeira em Pim! Pam! Pum… Fedeu!

Enquanto Alexsandra conta suas histórias, Laz Muniz faz suas ilustrações simultaneamente. Assim, eles levam o público infantil a momentos de lazer, interatividade, diversão e cultura literária.

 

Galeria da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666

29 de outubro, das 16h às 18h – Entrada gratuita

Público alvo: a partir de 10 anos | Vagas: 20

Inscrições: Av. Carlos Drummond de Andrade, 666 | 38358-2102

Bate-papo e oficina “Desenhando ao som de chocalhos”

Vencedor de importantes prêmios internacionais de literatura, Josias Marinho recebe o público para conversar sobre a literatura afro-brasileira. Em seguida, comanda uma oficina em que os participantes usam chocalhos nos tornozelos, além de uma espécie de sapatos-carimbo, e produzem não só sons, como arte.

 

Galeria da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666

29 de outubro, às 19h – Entrada gratuita 

Apresentação do Coral da FCCDA

Regido pelo maestro Felipe Magalhães, com nova formação, o Coral se apresenta com um repertório que abrange um conjunto de cânones, cantados em diferentes estilos, lugares e línguas.

Divulgação

 

Teatro da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666

29 de outubro, às 20h

Ingresso: R$ 5 

Palestra: Gabriel O Pensador em “Incentivo à Leitura” 

Com suas letras de cunho contestador, Gabriel O Pensador marcou posto no rap nacional, tanto por sua origem na classe média carioca quanto pela irreverência com que aborda alguns temas e estereótipos. Além de cantor e compositor, ele vem se destacando na literatura brasileira. Autor de duas publicações, “Um menino chamado Rorbeto” (infantil) e “Diário Noturno” (adulto), ele vem a Itabira falar sobre a importância da literatura em sua carreira.

 

Galeria da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro

30 de outubro, às 19h – Entrada gratuita 

Roda de conversa “Amor na poesia de Drummond” 

Mediadas por Solange Alvarenga, as professoras itabiranas Joana D’Arc, Terezinha Bretas e Leda Carvalho abordam uma temática recorrente na obra de Carlos Drummond de Andrade: as várias facetas do amor.

 

Concha Acústica 

Encosta Leste do Pico do Amor, s/n

Dia: 30 de outubro, às 21h – Evento gratuito 

SHOW COM GABRIEL O PENSADOR 

Um dos maiores nomes do rap brasileiro, Gabriel O Pensador se destaca no cenário musical pelas letras carregadas de crítica social e política. Autor de sucessos como “Lôraburra” e “Retrato de um Playboy”, se acostumou a provocar polêmica com sua música. Em Itabira, canta grandes sucessos da carreira como “Cachimbo da Paz”, “Até Quando”, “Festa da Música” e “2345meia78” e apresenta as músicas do novo disco “Sem crise”.

 

Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro

31 de outubro, ao longo do dia 

EXTENSÃO CULTURAL | DIA D – DIA DRUMMOND 

Em uma parceria com o Instituto Moreira Sales, a Fundação Cultural realiza exibições do longa-metragem “Vida e verso de Carlos Drum- mond de Andrade”, com roteiro e direção de Eucanaã Ferraz e foto- grafia de Walter Carvalho.  Baseado na leitura criada para o palco, em 2013, o filme reúne quatro importantes escritores contemporâneos: Joca Reiners Terron, Antonio Cicero, Alberto Martins e Afonso Henriques  Neto. Do nascimento à morte, Drummond aparece no filme de corpo e alma, com humor, ironia e emoção.

 

Fazenda do Pontal 

Rua Maria Julieta, s/n°. – Campestre

31 de outubro, às 14h – Entrada gratuita 

LEITURAS DRUMMONDIANAS 

Para homenagear os vinte anos da morte de Drummond, a professora da UnB, Elizabeth Hazin, escreveu a peça “Viagem na família”. A estudiosa se baseou em três palavras que, para ela, são uma constante no texto drummondiano: tempo, memória e morte. Assim, um grupo de atores itabiranos realiza a leitura da peça de Elizabeth.

 

Fazenda do Pontal 

Rua Maria Julieta, s/n°. – Campestre

Dia: 31 de outubro, às 16h – Entrada gratuita 

PALESTRA | IVAN DOMINGUES EM “PROJETOS LITERÁRIOS NA LEI ROUANET” 

Ivan Domingues das Neves é o Secretário de Fomento e Incentivo do Ministério da Cultura e responsável pela supervisão e aplicação dos projetos da Lei Rouanet e do benefício do Vale-Cultura. À frente da secretaria, vem trabalhando para implementar e incrementar as ações e políticas voltadas para o fortalecimento da riqueza cultural do país. Nessa palestra, discorre sobre as dificuldades que projetos literários tem para ser aprovados na Lei Rouanet e que empresas tem para atrelar sua marca a projetos como esses.

 

Memorial Carlos Drummond de Andrade 

Pico do Amor, s/n° – Campestre

31 de outubro, às 19h – Entrada gratuita 

LANÇAMENTO DA REVISTA “EM FOCO. A BELEZA DE ITABIRA ESTÁ EM SEU OLHAR – PERMANÊNCIA E RUPTURA” 

Os alunos do 3º Ano do Ensino Médio da EEMZA elaboraram uma revista que volta as atenções para a obra de Drummond e como ela influencia na conservação de bens materiais e imateriais.

 

Fachada da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro

31 de outubro, às 18h –  Gratuito 

VIDEO MAPPING | PROJEÇÃO MAPEADA 

Este é um espetáculo interativo sobre o trabalho literário  de Drummond e sua ligação com a cidade de Itabira. Apresenta projeções e trilha sonora ao vivo em um show de imagens e luzes, transformando a Fundação Cultural em uma grande tela das narrativas do autor.

 

Teatro da FCCDA 

Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro

31 de outubro, às 20h

Ingresso: R$ 5 

CIA LUNA LUNERA EM “PRAZER” 

O ponto de partida desse espetáculo foi um fragmento do livro “Uma aprendizagem ou o Livro dos Prazeres” de Clarice Lispector, em que um dos personagens diz que “uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de”. No palco, quatro amigos se encontram em um país estrangeiro e tentam superar as inquietações e angústias do cotidiano apoiados na confiança de que ainda existe alegria no mundo.

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PARAÍBA

 

Guarabira

Associação dos moradores do bairro do Cordeiro

Rua Cônego Matias Freire, 247 – Bairro do Cordeiro.

24 de outubro, às 19h30.

Exibição para crianças e jovens do projeto social do Bairro do Cordeiro. 

31 de outubro, às 19h30.

Exibição para sócios e moradores do Bairro do Cordeiro. 

Exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade.

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PERNAMBUCO

 

Recife – PE

CIS – Centro Integrado de Saúde – Sala de leitura da Comunidade Roda de Fogo Recife

Rua Lindolfo Collor, 65. 

30 de outubro, das 8h às 10h30 e das 14h às 16h30.

Exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade e recital de poemas de Drummond escolhidos pelos alunos. 

 

Colégio de Aplicação da UFPE

Avenida da Arquitetura s/nº – Cidade Universitária. 

31 de outubro, das 9h20 às 11h e das 11h às 12h40.

Exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade e recital de poemas de Drummond escolhidos pelos alunos. 

Somente para convidados. 

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RIO DE JANEIRO

 

Rio de Janeiro 

Instituto Moreira Salles

Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea.

Exibição no cinema de Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade

 

31 de outubro, às 20h.

O filme, produzido pelo IMS, com roteiro e direção de Eucanaã Ferraz e fotografia de Walter Carvalho, reune quatro escritores contemporâneos para apresentar a vida e a obra de Carlos Drummond Andrade. Um narrador – Joca Reiners Terron – conta a vida do poeta, enquanto Antonio Cicero, Alberto Martins e Afonso Henriques Neto pontuam a cronologia com leituras de poemas, trechos de cartas, diários, crônicas e ensaios críticos.

Entrada franca. Senhas serão distribuídas antes da sessão. O cinema tem 113 lugares.

Programação infanto-juvenil – Atividade com poesia de Drummond pelos jardins do IMS

31 de outubro, 11h às 12h ou 14h às 15h
Faixa etária: 9 a 15 anos 
Local: Jardins do IMS RJ

A partir do poema “No meio do caminho” os participantes serão convidados a realizar um jogo de caça às palavras pelos jardins de Roberto Burle Marx e criar uma nova poesia.

 

Biblioteca Parque do Rio de Janeiro

Av. Presidente Vargas, 1261- Centro

31 de outubro

13h – Exibição do filme Consideração do poema, no auditório

14h30 – Exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade, no auditório.

Após a sessão, o público será convidado a recitar, interpretar, poesias de Drummond, no palco, que terá microfone aberto aos interessados. 

Do lado de fora do auditório, no espaço do café literário, haverá livros de Drummond, do nosso acervo. As pessoas poderão consultar ou levá-los ao palco para apresentação.

 

Parque das Ruínas

Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa

4 de outubro, às 10h30

Leitura do roteiro Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade, organizado por Eucanaã Ferraz. Curadoria de Ninfa Parreiras e produção de Luciana Peralva, Miriam Ribeiro e Rachel Facó.

Biblioteca Central da PUC-Rio
Rua Marquês de São Vicente, 225
Edifício da Amizade – Ala Frings – 3° andar – Gávea

Dia 31 de outubro, às 10h e às 16h
Exibição do Filme: Vida e Verso de Carlos Drummond de Andrade. Local: Sala de treinamento.

Exposição de livros do Drummond que fazem parte do acervo da Biblioteca. Local: próximo ao balcão de empréstimo.

Casa da Leitura/BN/MINC

Rua Pereira da Silva, 86, Laranjeiras

Telefone: 2557-7437

Entrada gratuita

27 de outubro, às 19h.

Cine-Literatura apresenta no projeto Drummond – Dia D: Vida e Verso de Carlos Drummond de Andrade. Direção e roteiro de Eucanaã Ferraz 

29 de outubro, às 19h

Sala Clarice Lispector   

Drummond – Sarau cênico de poemas e crônicas do escritor Carlos Drummond de Andrade. 

Concepção de Delson Antunes, com a participação de dez atores.

 

Centro Educacional Anísio Teixeira – CEAT

Rua Almirante Alexandrino, 4098 – Santa Teresa

27, 28 e 30 de outubro, às 8h

Exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade.

Leitura do roteiro elaborado pelo Eucanaã Ferraz com a participação dos alunos e professores. Curadoria de Ninfa Parreiras.

Para alunos de Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio

 

Estação das Letras

Rua Marquês de Abrantes, 177 – Flamengo

28 de outubro, às 19h

Exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade.

Após a exibição do vídeo, haverá um debate sobre a atualidade da Poesia de Drummond. Curadoria de Ninfa Parreiras.

 

Biblioteca da Faculdade de Letras – UFRJ

Av. Horácio Macedo, 2151 – Térreo – Cidade Universitária (Ilha do Fundão). Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 20h.

De 15 a 31 de outubro

Exposição de livros sobre o poeta Carlos Drummond de Andrade que compõem o acervo da biblioteca. Disponível para empréstimo para os usuários da biblioteca e consulta para o público externo. Consulte nosso catálogo online.

Auditório G-2

Dia 31 de outubro

Às 18h – Comunicações
O mover do tempo na poesia de A rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade – Bruna Oliveira
“Imenso e imortal”: Carlitos em cena no modernismo brasileiro – Tatiana Corrêa da Silva
O sentimento de culpa na poesia de Carlos Drummond de Andrade – Wendel Carlos de Sousa

Às 19h – Exibição do filme “Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade”, direção de Eucanaã Ferraz

 

Campos dos Goytacazes – RJ

Universidade Salgado de Oliveira
Av. Osvaldo Cardoso de Melo (Antiga Av. 28 de Março), 856 – Parque Dom Bosco. Local: auditório.
Telefones: (22) 3054 9974 / (22) 3054 9976

Dia 31 de outubro, às 19h
Entrada gratuita e aberta ao público
Capacidade: 120 lugares

Exibição do filme “Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade”. Com a participação das turmas da universidade com a Professora Sylvia Paes (Academia Campista de Letras)

 

Rio das Ostras – RJ

Espaço Jequitibá

Rua Jequitibá, 198 – Bosque da Praia

31 de outubro, das 18h às 20h.

Sarau de poesia e lançamento do livro Deuses e fadas, de Sonia Branco.

Leitura do roteiro Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade por: Ana Lúcia Teixeira Dias de Oliveira, José de Oliveira Neto, José Prado, Leticia Cristina Dias Teixeira, Naja Botelho Thomé, Rosemarie Teixeira, Simone Mota e Sonia Branco.

1 de novembro, das 11h às 12h.

Exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade. Roteiro e direção de Eucanaã Ferraz e fotografia de Walter Carvalho.

Curadoria: José Prado e Ana Lúcia Teixeira Dias de Oliveira. Espaço Jequitibá: Rosemarie Teixeira e Leticia Cristina Dias Teixeira.

 

Duque de Caxias – RJ

Museu Ciência e Vida – auditório.

Rua Ailton da Costa, s/n.

31 de outubro, às 14h.

Exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade

 

Laje do Muriaé – RJ 

Centro Cultural Maria Beatriz

Rua Ferreira César 269 – Bairro Pindoba

Para mais informações: acefe-bce-centroculturalmariabeatriz@hotmail.com ou celular operadora vivo (22) 999155602

No meio do caminho tem o Drummond 

27 a 30 de Outubro, às 11h e 15h. 

Oficinas de poesias e desenhos em salas de aula.

31 de Outubro, às 9h, 14h, 18h. 

Cineclube no CIEP 343 Professora Emíla Diniz Ligiéro – Exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade, que será exibido em três turnos (Manhã 8h, tarde 14h e noite 18h) para alunos, professores, funcionários e convidados.

31 de outubro, às 19h. 

A professora Eliane Decottignies fará uma pequena fala sobre Drummond, seguido da abertura da exposição do Projeto No meio do caminho tem o Drummond, com trabalhos dos alunos realizados durante a semana. Evento aberta para o púbico.

31 de outubro, às 20h. 

Dramatização com a participação dos alunos do projeto No meio do caminho tem o Drummond, apresentando poemas escritos por eles durante a semana e poemas de Drummond. Programação aberta para o público. 

O projeto iniciará em salas de aula no dia 27 de outubro com participação dos alunos das turmas 601 e 801, com culminância no dia 31 de outubro no Centro Cultural Maria Beatriz e Cineclube Pindoba no CIEP 343 Professora Emília Diniz Ligiéro. 

Realização local: Equipe do Centro Cultural Maria Beatriz

Idealizadora do Projeto: Professora Eliane Decottignies

Parceiros: Sepe (Sindicato Estadual dos profissionais de Educação) e CIEP 343 Professora Emília Diniz Ligiéro

Valença – RJ

Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca
Rua Voluntários da Pátria, nº 30, Bairro Belo Horizonte
Dia: 5 de novembro, a partir das 18h30
Auditório do CEFET-RJ Valença
– Sarau de poesias com membros da Academia Valenciana de Letras
– Curta peça teatral da Cia. Amor e Arte
– Exibição do Filme: Vida e Verso de Carlos Drummond de Andrade
– Exibição de obras literárias com a Cia. do Livro
– Leitura de poesias com microfone livre

Organizadores: André Fonseca, Maria Luiza Freitas e Alexandre Drumond

 

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SANTA CATARINA

Criciúma – SC

Casa de Arte e Cultura Colher de Chá

Rua Joaquim Nabuco, 1062 – Bairro Michel.

31 de outubro, às 20h.

Exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade.

Organização: Coletivo 100Palavras. Responsáveis pelo evento: Escritoras Beatriz Leal Vieira e Cristiane Fassicolo.

 

Imbituba – SC 

Biblioteca Pública Municipal Cônego Itamar Luiz da Costa

Rua Nereu Ramos, 276 – Centro 

31 de outubro, às 10h, 15h e 19h 

Exibição do filme “Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade”.

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SÃO PAULO

 

São Paulo

Instituto Moreira Salles

Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis.

31 de outubro, das 18h30 às 21h. 

Aberto ao público e com limite de 40 participantes. Entrada gratuita, mediante confirmação pelo telefone.

Dia D – Dia de Drummond com Alcides Villaça. 

18h30 – O professor da FFLCH – USP Alcides Vilaça fará uma pequena fala sobre Drummond, de 30 a 40 minutos. Em seguida, será exibido o filme do DVD Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade 

Para informações, entrar em contato com o setor educativo pelo telefone (11) 3825-2560, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h. 

 

Livraria Cultura – Loja de Artes

Avenida Paulista, 2073, Loja 151, Conjunto Nacional.

31 de outubro, das 9h às 22h. 

Exibição permanente do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade.

 

Livraria Cultura e Companhia das Letras

Local Livraria Cultura – Conjunto Nacional

Avenida Paulista, 2073 – Teatro Eva Herz

31 de outubro, às 21h.

Leituras de poemas de Drummond

Paixão/Sexo/Amor

Com Ana Cecília Costa, Daniel Maia, Elias Andreato, Tuna Dwek e convidados. Roteiro e direção de Andre Acioli.

As senhas serão distribuídas uma hora antes do evento na entrada do teatro. Sujeito à lotação.

 

Companhia das Letras e Livraria Martins Fontes Paulista 

Av. Paulista, 509 – Telefone: 2167-9900

31 de outubro 

Aula dia D, com a professora Ivone Dare 

Em comemoração ao dia D, a Companhia das Letras preparou uma aula-aberta sobre o livro O sentimento do mundo com a professora Ivone Dare + exibição do longa-metragem Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade 

18h – Exibição do longa Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade.

19h – Aula “O sentimento do mundo” – Professora Ivone Dare

Para participar, basta enviar nome completo para o e-mail auditorio@martinsfontespaulista.com.br – vagas limitadas. Participem. Comemore o nascimento do grande poeta brasileiro.

 

Guarulhos – SP

Universidade Federal de São Paulo – Unifesp 

Av. Monteiro Lobato, 679 – Sala 420 – Bairro Macedo (Campus Provisório). 

31 de outubro

Exibição do filme Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade às 13h e às 17h30.

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Dia D – Dia Drummond

Dia D 2014 divulgação

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27/10/2014 · 16:10

Poéticas do menos – Curso no Instituto Moreira Salles

Sem Título

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11/09/2014 · 20:29

De Paulo para Thereza

Extraído do site do Instituto Moreira Salles:

Há exatos 50 anos a mocinha de 18 anos Thereza de Oliveira da Silva ganhava o primeiro lugar do concurso “Realize seu sonho”, promovido pela revista Claudia. Pedia uma festa de casamento com garçom e bufê, mas principalmente com a presença do cronista de sua predileção: Paulo Mendes Campos. Ao pé do altar e acompanhado da mulher, Joan Mendes Campos, ele apadrinhou o casal e, na festa de realização do sonho da noiva, leu a crônica “Para Thereza”, em substituição ao costumeiro discurso.

Ao longo da vida, a afilhada concretizou o desejo do cronista, que lhe escrevera: “Nenhum dinheiro do mundo pode comprar este generoso sentimento do milagre que é viver, sonhar”. Leia a crônica e veja o depoimento de Thereza hoje, viúva de José Francisco de Sousa Leite, com quem teve três filhos. Ela conserva o hábito de sonhar e viver com esperança, a despeito da dureza com que a vida tem lhe tratado.

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“A matéria Clarice”, por José Miguel Wisnik

No site do Instituto Moreira Salles, está disponível uma aula do professor José Miguel Wisnik a respeito de Clarice Lispector. A aula tem duração de 1h30m e faz considerações excelentes sobre a obra dessa autora e sua recepção crítica.

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