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Ian McEwan na Flip

Notícia publicada no blog do caderno Prosa & Verso do jornal O Globo:

Uma das principais atrações da Festa Literária Internacional de Paraty de 2004, o escritor britânico Ian McEwan voltará à décima edição da Flip, que será realizada de 4 a 8 de julho de 2012. Ele será um dos convidados da programação comemorativa de uma década do evento, que incluirá autores que já participaram de seus primeiros anos. Com curadoria do jornalista Miguel Conde, a Flip 2012 também terá a publicação de um livro e de uma caixa de seis DVDs, com registros dos grandes momentos de sua história. (Na foto acima, McEwan, à esquerda, participa de uma mesa na Flip 2004 com Martin Amis.)

Veja no blog da Flip um vídeo da participação de McEwan em 2004.

Indicado seis vezes ao Booker Prize, que ganhou com “Amsterdam” (1998), McEwan é autor de dois livros de contos e 11 romances, como “Solar” (2010) e “Na praia” (2007), publicados pela Companhia das Letras (a Rocco publicou seus livros mais antigos no Brasil, como a coletânea de contos “Primeiro amor, último sacramento & Entre lençóis” e o romance “A criança no tempo”). Uma de suas obras mais conhecidas é “Reparação” (2001) que deu origem ao filme “Desejo e reparação”, de Joe Wright, indicado ao Oscar e vencedor do Globo de Ouro de melhor filme de drama, em 2008. 

Outro escritor já confirmado, que participará da Flip pela primeira vez, é o americano Jonathan Franzen, autor de “Correções” (2001) e do aclamado “Liberdade” (2010), ambos da Companhia das Letras.

O livro comemorativo de uma década de Flip terá cada capítulo dedicado a dois anos da festa e escrito por um jornalista convidado. Já estão confirmados Zuenir Ventura, Sergio Augusto e Humberto Werneck. Os DVDs reunirão os destaques da festa, de forma não cronológica, mas dividida por temas, como o processo de criação dos autores e a definição de personagens.

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Notinhas sobre o Fórum de Letras

Reproduzido do blog Biblioteca de Raquel:
As notinhas finais do evento, com um bom atraso. Foi mal, mas a semana não me deixou fazer nada por aqui antes disso.
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Faz uns anos que o Fórum e a Fliporto (PE) são simultâneos, com término no 15 de novembro. Alguém lembrou que, antes, os dois dividiam convidados (alguém até citou esses convidados, mas não guardei). Desta vez, acho que teve só Frei Betto em comum. Houve ainda festas nos arredores mineiros, como em São João del Rey. Como resultado, o Fórum foi menos palpitante que em outros anos. A Fliporto, por sua vez…

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Mas não se pode tirar o mérito do Fórum, bem mais modesto. Segundo a organizadora, Guiomar de Grammont, a captação foi de R$ 500 mil. A Fliporto, organizada por Antônio Campos, irmão do governador de Pernambuco, ficou em R$ 2,7 milhões (2/3 de patrocinadores privados, 1/3 de públicos ou incentivados). Ademais, só Fórum tem aqueles convidativos almofadões entre cadeiras e palco para o povo se espreguiçar.

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Guiomar está de saída do evento para assumir, no MinC, a coordenação da literatura na Diretoria do Livro, Literatura e Leitura (DLLL, que ela chama de delelê, essa coisa fefeleche). Mas, no balanço final, citou ideias para 2012, como apostar mais em pequenos espaços, gerenciados cada um por uma área da Universidade Federal de Ouro Preto. Hoje, há só o Ciclo de Jornalismo, que o curso gerencia com a “Bravo. A ideia seria fazer um ciclo de letras, outro de artes cênicas e por aí vai. É boa a ideia.

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Ia fazer um post sobre isso no Fórum. Findo o evento, fica a nota: numa das mesas, soube que a Guerra Fria garantiu os melhores momentos da literatura brasileira na Alemanha. O tradutor Berthold Zilly explicou: nos anos 60, a Alemanha Oriental publicou Jorge Amado, que por questões ideológicas logo ficou popular por lá. A Ocidental, para não ficar mal na diplomacia, traduziu também. A certa altura, vários títulos tinham duas traduções para o alemão. Com a queda do muro, em 1989, a indústria da Alemanha Oriental colapsou, e a Ocidental perdeu o interesse na gente.

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“Começa hoje a 6ª Balada Literária em São Paulo”, por Ana Rita Martins

Extraído do Estadão:

Começa nesta quarta-feira, 16, uma balada diferente. Não será na Vila Olímpia, nem no Baixo Augusta. Haverá, sim, uma pedra no meio do caminho. E, em vez de apenas dançar e beber, os participantes, sobretudo, lerão, discutirão e respirarão literatura. É a 6ª Balada Literária, que até domingo, trará mesas com escritores e, em menor escala, shows, exposições e peças de teatro nas regiões de Pinheiros, Vila Madalena e Avenida Paulista. Toda a programação será gratuita e, para participar, o público deverá chegar uma hora antes de cada evento e retirar senha. A abertura de hoje, no entanto, já está com os ingressos esgotados (será o show Poemúsica, com Adriana Calcanhotto, às 21h, no Sesc Pinheiros).

O escritor homenageado deste ano é Augusto de Campos, que completou 80 anos em fevereiro. Usando recursos visuais como a disposição geométrica das palavras na página e a aplicação de diferentes tipos e cores, Campos foi um dos precursores da poesia concreta no Brasil.

Amanhã, às 17h30, o homenageado e o cantor Caetano Veloso participarão de uma mesa de debate no Centro Cultural B_arco, em Pinheiros. Eles falarão, respectivamente, de concretismo e tropicalismo. Mais cedo, às 14h30, na Livraria da Vila, os interessados na intermediação entre as linguagens da TV, cinema e literatura poderão conferir os escritores Adriana Falcão e Marçal Aquino discorrerem sobre o tema.

Na sexta-feira, os destaques ficam por conta da mesa literária da qual farão parte os escritores Paulo Lins, autor de “Cidade de Deus”, e Índigo. O evento será na Livraria da Vila, às 11h. No mesmo local, às 16h30, será possível assistir também à palestra do britânico Edwin Williamson, biógrafo de Jorge Luis Borges. E, no Instituto Itaú Cultural, às 19h30, o cantor Tom Zé abordará poesia e música. “É bem capaz de ele dar uma palhinha”, diz Marcelino Freire, organizador da Balada Literária.

No sábado, às 11h, o dia começa com a escritora Adriana Lunardi falando de metáforas na Livraria da Vila. Às 14h, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, em Pinheiros, Fabrício Carpinejar conversará com autoras experientes e também com as estreantes Juliana Amato e Lorena Martins.

 Uma boa opção para fechar esse dia é assistir, às 20h, no Instituto Itaú Cultural, à palestra com o escritor gaúcho João Gilberto Noll, ganhador de vários prêmios, entre eles, cinco Jabutis. Após a conversa, Noll atuará na peça de teatro “Solidão Continental”, de sua autoria. E para quem quiser curtir shows e exposições, ficam duas dicas: a mostra “Tempo Suspenso”, de Isabel Santana Terron, em cartaz desde o começo da festa, na Livraria da Vila. E para encerrar o evento, no domingo, às 20h, no Centro Cultural B_arco, show do cantor Aloísio Menezes.

Locais da Balada:

Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Rua Henrique Schaumann, 777, Pinheiros). Tel. (011) 3082-5023.
Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37, Bela Vista). Tel. (011) 3285-6986.Centro Cultural B_arco (Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros). Tel. (011) 3081-6986
Espaço Plínio Marcos (Praça Benedito Calixto).
Goethe Institut (Rua Lisboa, 974, Pinheiros). Tel. (011) 3296-7000.
Itaú Cultural (Av. Paulista, 149, Paraíso). Tel. (011) 2168-1777
Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena). Tel. (011) 3814-5811.
Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195, Pinheiros). Tel. (011) 3095-9400.

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“Fórum das Letras: a sombra de Clarice”, por Raquel Cozer

Extraído d’A Biblioteca de Raquel, da Folha de S. Paulo:
Não lembro onde foi que li que, depois do Dia D, no aniversário de Drummond, era obrigatório criar o Dia C, de Clarice. O que seria por agora: ela faria 91 anos no próximo dia 10. Morreu a um dia de completar 57 anos, não sem despertar paixões numa infinidade de escritores, como, dizem, Fernando Sabino, nem sem demarcar terreno como nenhuma outra mulher e quase nenhum homem na literatura brasileira.

Clarice está entre os autores mais estudados em mestrados e doutorados no país. Isso empiricamente falando, mesmo, ao menos no que diz respeito à maior universidade do Brasil: no ano passado, fiz a conta entre dissertações e teses desde os anos 80 na USP, e ela perdia só para Mário de Andrade, quase empatada com Machado e Guimarães.

Volto a esse assunto porque ontem, no primeiro debate que consegui ver do Fórum das Letras de Ouro Preto, algo sobre pontos de partida e chegada de autores, a certa altura a escritora portuguesa Lídia Jorge pediu a palavra para questionar a brasileira Adriana Lunardi, com quem ela e seu conterrâneo Álamo Oliveira dividiam a mesa, sobre essa onipresença de Clarice no estilo de autoras brasileiras.

Lídia foi delicada na escolha de palavras, mas o recado não poderia ser mais claro: “Não sei se é bom fazer essa divisão entre a literatura escrita por homens e mulheres”, começou, “mas sinto que, sobretudo do ponto de vista das mulheres, existe no Brasil uma espécie de sombra de Clarice. Comparando com escritores e escritoras de Portugal, acho que vocês vivem muito conscientemente e inconscientemente de uma conquista que foi feita por Clarice. Me pergunto se, no seu caso, se você se vê no que estou a dizer ou, pelo contrário, quer combater.”

Para responder, Lunardi fez um balaio maior. Pôs Clarice com Machado e Guimarães num incontornável cânone brasileiro, saído das minorias: “Nada que importe na nossa literatura foi produzido por gente que tenha origem, digamos assim. Talvez por isso eles sejam a nossa origem e por muito tempo tenhamos de conviver com essa sombra: porque ela é nossa. Não temos isso com Portugal, com Eça, que poderia ocupar um lugar importante, mas que teve um rival entre nós que foi o Machado, para o qual sempre nos voltamos. Clarice é muito amada e, quando a gente ama, não abre mão. Talvez essa contaminação seja uma luta, não exatamente imitação, mas uma luta bem lutada – uma luta do bem.”

Não posso dizer que compartilhe desse amor rasgado, embora esteja mais perto disso que de ocupar o único outro assento que costuma estar disponível nesse debate, daqueles que amam odiar Clarice. E tenho tanta preguiça da ideia de literatura por gênero que nunca parei para avaliar o quanto de Clarice há nas autoras brasileiras que vieram depois. Mas, até aí, nunca parei para pensar no quanto dela há nos autores brasileiros que se seguiram, embora o professor da USP Jaime Ginzburg tenha até me apontado uma lista de herdeiros certa vez: nela estavam Marçal Aquino, Bernardo Carvalho, João Gilberto Noll e Silviano Santiago.

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Balada Literária

A Balada Literária vai começar no dia 16 de novembro, com homenagens a Augusto de Campos. Vale a pena conferir a programação, melhor que a da Flip 2011, por exemplo.

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Augusto de Campos e Caetano Veloso na Balada Literária

O caderno Ilustrada do jornal A Folha de S. Paulo noticia a participação de Caetano Veloso na Balada Literária deste ano, a realizar-se entre os dias 16 e 20 de novembro. Embora o título da matéria seja “Caetano Veloso divide mesa com Haroldo de Campos na Balada Literária”, o correto é Augusto de Campos. Haroldo, seu irmão, infelizmente já faleceu, em 2003.

Foi divulgada a programação da 6ª edição da Balada Literária, que acontece em São Paulo, de 16 a 20 de novembro, com entrada gratuita.

O homenageado será o poeta concreto Augusto de Campos.

Dentre as atrações, destaca-se a mesa intitulada “O Pulsar – Concretismo e Tropicalismo”, que será dividida por Caetano Veloso e pelo poeta e crítico literário Haroldo de Campos, irmão de Augusto. A intermediação ficará a cargo do jornalista e produtor cultural Claudiney Ferreira. A mesa acontece no dia 17, às 17h30, no centro cultural b_arco.

Nos mesmos dia e local, às 20h, o cartunista Laerte e a socióloga Ivana Arruda e Leite falam sobre “Arte e Maturidade. Mais cedo, às 14h30, na Livraria da Vila, os escritores e roteiristas Marçal Aquino e Adriana Falcão participam da mesa “Tudo Está Dito – TV, Cinema e Literatura”, com.mediação de Cristiane Costa.

A sexta Balada Literária ainda contará com presenças de Tom Zé, Jorge Mautner, Walcyr Carrasco, André Sant’anna, João Gilberto Noll, Daniel Galera, Fabrício Carpinejar, Edwin Williamson e Lourenço Mutarelli (este, já na Ressaca Literária, que acontece nos dias 23 e 27/11), entre outros.

O homenageado, Augusto de Campos, participa da mesa “Linguaviagem – A Palavra do Poeta”, evento que marca o lançamento do seu livro, “Paul Valéry: a Serpente e o Pensar” (editora Ficções)

BALADA LITERÁRIA 2011
ONDE Sesc Pinheiros, Livraria da Vila, centro cultural b_arca e outros endereços
QUANDO de 16 a 20 de novembro (Ressaca Literária nos dias 23 e 27)
MAIS INFORMAÇÕES baladaliteraria.zip.net

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Balanço da Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo

O balanço de Passo Fundo extraído do site PublishNews:

A professora Tania Rösing tem uma lista de “amigos abnegados”. Juntos, e de forma voluntária, são responsáveis pela façanha de preparar adultos e crianças durante todo o ano para que na semana da Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, que esse mesmo grupo organiza, eles aproveitem melhor o momento do encontro com os escritores e pesquisadores. Assim, perguntas não faltam nas lonas de circo – e é bonito ver os participantes mais jovens da Jornadinha, entre seus 6 e 7 anos, fazendo fila com a questão na ponta da língua. Entre os dias 22 e 26 de julho, a 30ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo recebeu mais de 25.500 pessoas, entre as quais nada menos do que 20 mil crianças e adolescentes da região. Nesse período, foram vendidos 14 mil livros na Livraria do Maneco e o Banrisul financiou cerca de 100 tablets Samsung Galaxy. Os convidados vieram de diversos países. E de todos os debates, só um terminou em bate-boca. Para a matéria completa, clique no “Leia Mais”.

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