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Demarcação já!

 

Extraído do site da Articulação de Povos Indígenas do Brasil – APIB:

Um protesto pacífico de mais de três mil indígenas foi atacado com bombas de efeito moral e gás pela policia na frente do Congresso, na tarde de hoje (25/4). Os manifestantes foram dispersados após tentarem deixar quase 200 caixões no espelho de água do Congresso. Vários manifestantes passaram mal por causa do gás. No protesto, havia centenas de crianças, idosos e mulheres.

Um gigantesco cortejo fúnebre tomou conta da Esplanada dos Ministérios por volta das 15h. Os manifestantes saíram do acampamento onde estão, ao lado do Teatro de Nacional de Brasília, levando os caixões e um banner com a expressão “Demarcação Já”. Eles seguiram tranquilamente até o Congresso.

Os caixões representavam líderes indígenas assassinados por causa dos conflitos de terra em todo país – 54 indígenas foram assassinados em todo o país por causa de conflitos de Terra, só em 2015, segundo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

“São nossos parentes assassinados pelas políticas retrógradas de parlamentares que não respeitam a Constituição Federal”, explica a liderança Sônia Guajajara, da coordenação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Até o fechamento desta notícia, os manifestantes seguiam cantando e dançando em frente ao Congresso. Eles prometem permanecer até um pouco mais tarde no local.

Os indígenas participam da 14ª edição do Acampamento Terra Livre, a maior mobilização indígena dos últimos anos. O evento vai até esta sexta (28/4) e protesta contra a paralisação das demarcações de Terras Indígenas, a nomeação do deputado ruralista Osmar Serraglio (PMDB-PR) com ministro da Justiça, o enfraquecimento da Fundação Nacional do Índio (Funai) e as várias propostas em tramitação no Congresso contra os direitos indígenas.

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Porque nos relacionamos com personagens de ficção – Will Self

Extraído do Blogtailors:

“Embora tenham as suas vidas determinadas pelos escritores, os personagens de ficção são frequentemente retratados como donos do seu destino. Talvez seja por esse motivo que os leitores gostam tanto deles.” O autor Will Self reflete sobre as personagens de ficção e a sua relação com os leitores, aqui.

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Sítio Vale do Cônego

Sítio

Amigos de Nova Friburgo estão vendendo um sítio no vale do Cônego. Já estive lá muitas vezes – e o lugar é de uma beleza e de uma tranquilidade incríveis. A casa é muito agradável, com tudo muito bem cuidado. Criaram um site, Sítio Vale do Cônego, para quem estiver interessado: há dados sobre o terreno, sobre a casa etc. Fora a paisagem, que é deslumbrante, sempre acompanhada por gaviões, no terreno há uma nascente que fornece água para a casa.

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X Seminário do grupo de pesquisa Poesia e contemporaneidade

Janela poética

SEMINÁRIO DO PROJETO DE PESQUISA INTERNACIONAL CAPES /FCT

POESIA, CRÍTICA E CONTEMPORANEIDADE

COORDENAÇÃO E ORGANIZAÇÃO: CELIA PEDROSA E IDA ALVES

 

Dias 09 e 10 de dezembro de 2014

Instituto de Letras, UFF, Campus do Gragoatá, bloco C, sala 218 C

 

dia 9/12

10h – 12h – DIÁLOGOS E QUESTÕES

Sofia Sousa e Silva (UFRJ) – Sobre alguns modos de ler a poesia portuguesa depois de 1960

Marcelo Diniz (UFRJ) – Glauco Mattoso: a quantidade e a desmedida

Italo Moriconi (UERJ) – Que poesia? A poesia e as línguas do Brasil: algumas notas

12h-14h – almoço

 

14h-16h – PESQUISAS EM CURSO

Debatedores – Italo Moriconi e Sofia Sousa e Silva

Olívia Melo Fonseca (Doutoranda-UFF)

A escritura como puzzle: figurações do tempo e do espaço em Marcel Proust, Roland Barthes, Carlos Drummond de Andrade e Armando Freitas Filho

Marleide Anchieta de Lima (Doutoranda –UFF)

Uma câmera no corpo da linguagem: a poética cinematográfica de Manuel Gusmão

Tamy de Macedo Pimenta (Mestranda – UFF)

Deslocamentos errantes na poesia de Rui Pires Cabral

Sérgio Bento (Doutorando – USP)

Sátira e resistência feminina em Angélica Freitas

 

16h – 16h30 – pausa

 

16h30 – 18h30 – PESQUISAS EM CURSO 2

Debatedores: Marcelo Diniz e Masé Lemos

André Cruz (Doutorando- UFF)

A estética da melancolia em Manuel Bandeira e Paul Éluard

Rodrigo Corrêa Machado (Doutorando-UFF)

Vozes insurrectas num mundo em crise: Camões e Jorge de Sena sob uma leitura maneirista

Sérgio Assunção (Pós-Doutorando – UFF)

A poética do sagrado em Jorge de Lima e Murilo Mendes

Paulo Ricardo Braz de Sousa (Doutorando –UFF)

Servidões de Herberto Helder: lírica sacro-profana

Aderaldo Ferreira de Souza Filho (Doutorando-UFF)

As invenções suspeitas de verdade : o niilismo e o real das imagens em Bernardo Soares, F. H. P. Brandão e M. G. Llansol

 

dia 10/12

10h-12h – PESQUISAS EM CURSO 3

Debatedores: Vera Lins e Eduardo Coelho

Celia Pedrosa (Professora – UFF)

Poesia e crítica de poesia: heterogeneidade, crise, expansão

Ida Alves (Professora – UFF)

Entre aceleração e lentidão, a palavra em comum

Franklin Dassie (Professor-UFF)

Cena e política: procedimentos críticos

Luis Maffei (Professor – UFF)

Problemas contemporâneos da poesia de Camões

 

12h-14h – almoço

 

14h-16h – TRAJETOS

Vera Lins (UFRJ)

Entre o risco e a leveza – dois poetas brasileiros contemporâneos

Masé Lemos (UNIRIO)

Andamentos poéticos: a frase, o verso, a prosa

Luciana di Leone (UFRJ)

As coisas são o que são: modulações contemporâneas da poesia de circunstância

 

16h-16h30 – pausa

 

16h30 – 18h30 – PESQUISAS EM CURSO 4

Debatedores: Luciana di Leone e Tatiana Pequeno

Marcelo Reis de Mello (Doutorando- UFF)

A delicadeza como escrita de um apagamento em Arturo Carrera, Haroldo de Campos, Mirtha Dermisache e Mira Schendel

Aline Erthal (Doutoranda-UFF)

Produtividade e excesso da escassez: o deserto em Carlos de Oliveira, António Ramos Rosa e Luis Miguel Nava

Rosimar Araújo (Doutoranda-UFF)

O monstruoso na produção de Paulo Leminski

Julio Cattapan Mestrando- UFF)

Distopia urbana e comunidade dos afetos na poesia de Jorge Gomes Miranda

 

Encerramento : LANÇAMENTO DO LIVRO

Crítica, Poesia e Contemporaneidade no Brasil e em Portugal: Tendências e Questões

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“Dentro de ti, oh cidade!”, palestra de Manuel Gusmão

Intervenção de Manuel Gusmão na Conferência Nacional «Serviço Público e Bem Comum», a 11 de Outubro de 2014, promovida pelo Apelo Em Defesa de um Portugal Soberano e Desenvolvido Grande Auditório do ISCTE, em Lisboa [via Rosa Martelo]:

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“Paisagem da oposição” – Janio de Freitas

Extraído do jornal A Folha de S. Paulo:

Sem Título

Sem Nome 2

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“A longa indigestão” – Luis Fernando Verissimo

Extraído do jornal O Globo:

Quando o Brizola se convenceu de que não chegaria à Presidência da República, consolou-se com uma sentença: a elite brasileira teria que engolir um sapo barbudo em seu lugar. Quem estava vivo e consciente na época se lembra do quase pânico provocado pela perspectiva do Lula no poder. Oitocentos mil empresários fugiriam do país. Ninguém sabia ao certo o destino da sua prataria, nem de suas cabeças. A ideia de engolir um sapo, ainda mais um sapo com uma ameaçadora barba cubana, era revoltante. Mas, fazer o quê? Lula foi eleito legalmente, o sapo foi deglutido e empossado. E o pior não aconteceu. Poucos empresários emigraram e os que ficaram, principalmente do setor financeiro, não se arrependeram. E ninguém foi guilhotinado.

É verdade que o PT tratou de tornar-se mais palatável para ser eleito. Prometeu seguir o modelo econômico vigente, com alguns ajustes na área social para honrar seu passado e seus compromissos de campanha, mas sem fazer loucuras. E o sapo barbudo desceu pela goela da nação com a suavidade possível. Já a sua digestão foi outra coisa. Não se muda de dieta tão radicalmente sem consequências ao menos gástricas. Pela primeira vez o Brasil tinha na presidência um ex-operário, vindo das lutas sindicais, que errava a concordância verbal mas mobilizava a massa. Com todas as suas precavidas concessões ao status historicamente quo, o PT não deixava de representar a “classe perigosa”, como a nobreza francesa chamava os pobres antes da Revolução, no poder, o que também não ajudava o metabolismo. A resistência do patriciado brasileiro ao PT tem várias causas: diferenças ideológicas, interesses contrariados, medo, a própria arrogância do partido no governo e suas quedas na corrupção, e — especialmente inadmissíveis — os seus sucessos: distribuição de renda, políticas sociais, desemprego baixo etc. Mas o ódio ao PT só se explica como má digestão.

Doze anos de indigestão: é compreensível a irritação causada pela eleição de mais quatro anos de PT no governo e a continuação da praga do Brizola. Os que se manifestam contra uma suposta fraude no pleito apertado e pedem o impeachment dos vencedores estão exercendo o direito de todo perdedor, o de espernear. Só achei curioso ver, desfilando numa manifestação na Avenida Paulista, uma faixa que pedia a volta dos militares ao poder. Teoricamente, não é preciso mais de três pessoas para fazer e carregar uma faixa daquelas: uma para pintá-la e duas para segurá-la. Fiquei pensando em quantas pessoas no desfile além das três hipotéticas concordavam que outra ditadura militar é preferível ao PT no governo. Talvez ninguém, talvez a maioria. Nunca se sabe o efeito da má digestão num organismo.

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