Arquivo da tag: Urbanismo

Entrevista de Oscar Niemeyer no programa Roda Viva

1 comentário

Arquivado em Entrevista

Roberto Burle Marx (1909-1994)

Roberto Burle Marx

1 comentário

Arquivado em Artes plásticas

Entrevista de Paulo Mendes da Rocha

Entrevista do arquiteto Paulo Mendes da Rocha para o programa Roda Viva de 10 de junho de 2013 [via Gustavo Sénéchal]:

Deixe um comentário

Arquivado em Entrevista

As metrópoles brasileiras e a segregação do espaço público

Extraído do site do jornal Estado de S. Paulo. Entrevista de Jotabê Medeiros:

Zaha Hadid, única mulher a ganhar o maior prêmio da arquitetura, o Pritzker, em 2004, e professora da Architectural Association School of Architecture de Londres, é uma das mais festejadas “starchitects” do planeta. Possui 950 projetos em 44 países e ocupa o 69.º lugar entre as 100 Mulheres mais Poderosas do Mundo na lista da Forbes. Zaha chegou esta semana ao Rio para participar do evento Arq. Futuro. Fala na sexta no Espaço Tom Jobim, mas, antes, concedeu esta entrevista ao Estado.

A senhora costuma imaginar como serão os edifícios do futuro? Pensa nisso ao desenhar novos prédios?

Creio que as complexidades e o dinamismo da vida contemporânea não podem ser encaixados dentro dos blocos ortogonais e dos quarteirões da arquitetura industrial do século 20 da era Henry Ford. Ademais, um dos grandes desafios para o urbanismo e a arquitetura contemporâneos é se mover para além da compartimentação do século 20, para adiante de uma arquitetura pós-fordista e para o século 21, uma arquitetura de especialização flexível e que compreenda a complexidade do trabalho e dos processos da vida, a maior fluidez da vida das pessoas, as novas carreiras. E também o grande dinamismo público e as corporações. Nosso próprio trabalho usa novos conceitos, lógicas e métodos que examinam e organizam essas complexidades dos aspectos da vida contemporânea. A repetição e separação que definiram os edifícios no último século têm sido superadas por novas construções que se engajam, se integram e se adaptam. Esses novos sistemas permitem a organização e planejamento da vida com maior mobilidade e assimilam nossos aspectos de trabalho, educação, entretenimento, habitação e transporte. Tal abordagem da arquitetura e urbanismo nos torna habilitados para pedir edifícios complexos de maneira que as pessoas possam apreciar e entender com facilidade. Elementos que perpassam a arquitetura e se juntam para formar um continuum, criando uma ordem, uma lógica, uma “legislação” de diferenciação dos componentes com elegância e coerência.

O governo brasileiro está tentando redefinir o Rio com vistas à Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Qual seria o papel de um novo edifício e de um novo museu nesse tipo de atmosfera, por exemplo, em sua opinião?

Abrigar esses eventos internacionais gigantescos é uma oportunidade para pesquisar, investigar e implementar projetos de infraestrutura sociais e econômicos que possam preparar a cidade para as gerações futuras. Será muito interessante para o Rio. Acho que o jeito que as cidades são usadas hoje em dia é muito diferente do passado, elas não se organizam mais da mesma forma. As cidades de hoje têm ampla diversidade de experiências étnicas e influências, assim como novas agendas de vida urbana. Isso realmente mudou todo o conceito de habitação. Como arquiteta de hoje, eu sei que o cliente de agora é uma gama enorme de pessoas, não mais uma simples entidade, e acho que isso acrescenta à riqueza do espaço. Nas cidades, as pessoas querem estar em espaços públicos com vitalidade e variedade, por isso os edifícios não podem mais ser uma visão de um espaço único, mas uma variedade de diferentes espaços públicos. Acho que é também interessante examinar como as pessoas se encontram com outras pessoas hoje em dia. A hierarquia que estabeleceu o jeito como as pessoas usavam os espaços públicos foi superada.

Durante a crise financeira de 2008, famosos arquitetos foram, de certa forma, atacados por fazerem uma arquitetura de fausto, de luxo. A senhora acredita que o arquiteto tem um papel social?

A verdadeira arquitetura não segue moda, política ou ciclos econômicos, segue uma inerente lógica de ciclos de inovação gerados pelo desenvolvimento social e tecnológico. Como disse Mies van der Rohe: “Arquitetura é o desejo de uma época, viva, em busca do novo”. Nesses períodos de incertezas, sinto que é ainda mais importante desenvolver o domínio público. Há uma sensação de que a atual situação econômica na Europa e nos Estados Unidos vai pôr um fim na exuberância arquitetônica, mas não acho que será o caso. O Rockefeller Center de Nova York, uma das cidades mais bem-sucedidas do mundo em espaços públicos; o Centro Pompidou em Paris e outros grandes edifícios públicos e espaços ao redor do mundo foram comissionados no passado durante recessões econômicas. Esses projetos realmente fizeram avançar o ambiente público nessas cidades. Por intermédio de nossos projetos, sempre tentamos interpretar os propósitos de uma instituição, não só a forma de um edifício que nos interessa, mas também a pesquisa do novo e as melhores formas pelas quais as pessoas poderão usar o novo edifício. Cada um dos nossos desenhos responde a essa demanda e a contextualiza de um jeito único. Não há nunca uma tentativa imediata de criar uma forma particular, há sempre uma lógica subjacente ao desenho que nós tentamos projetar aos mais elevados patamares. Se o desenho completo se torna como uma escultura, é expressão da essência e da qualidade do projeto em si, e não porque o desenho quis representar algo mais. 

O Rio de Janeiro é uma cidade com problemas graves de criminalidade e pobreza. Que tipo de mudança a sua arquitetura proporia para o Rio?

Ultimamente, toda a arquitetura trata do bem-estar, da criação do prazer e de elementos de estimulação para todos os aspectos da vida, mas também é importante assegurar que cada projeto providencie experiências elevadas que possam unir e inspirar. Acho que muitos arquitetos estão interessados na cidade só de um jeito indireto, e isso cresceu nos últimos anos. Talvez seja uma reação contra os impactos negativos dos planos de zoneamento e regulação que estão distorcendo muitas paisagens das grandes cidades. Nós devemos tentar sair desses conceitos ultrapassados de zoneamento, você vive aqui, trabalha ali e diverte-se acolá. E planejar uma forma de oferecer tudo isso junto, na mesma zona, o que muda o jeito de se ver as cidades. Espaços cívicos e programas ajudam a reunir todas essas coisas. Uma casa de óperas, um centro de artes e uma escola de dança ou coisas do tipo podem ser projetos ativados ao nível da rua, e pela natureza da importância cultural ou cívica, tornarem-se acessíveis a todos. O que elimina a segregação típica do uso privado desenvolvido nas urbes do século 20. Em muitas cidades ao redor do mundo, e não apenas no Rio, houve nos últimos anos uma tendência à construção de muros, de espaços privados. Mas há 300 anos nós tentamos, de certa maneira, liberar a cidade, abri-la, torná-la mais porosa, mais acessível, criando parques e espaços públicos que todos podiam usar. Ao fazer essas fortalezas privadas, como cidades muradas dentro da cidade, demos um passo para trás. Creio que já há resposta a isso, porque é um jeito muito arcaico de se viver. O urbanismo contemporâneo deve conectar as pessoas, não dividi-las.

Aqui, vivemos em cidades marcadas por uma fragmentação caótica, estilos se sobrepondo uns aos outros ao longo dos anos. Há solução arquitetônica para harmonizar isso?

Devemos escapar dessas ideias bidimensionais e começar a pensar no uso do espaço inteiro. Sedimentar um sistema organizacional para uma cidade que pode se tornar complexa ao longo do tempo. Esse princípio pode ser um novo jeito de fazer a leitura e intervir na cidade contemporânea. No Rio, a topografia magnífica e as paisagens variadas podem ajudar a organizar a cidade em ambientes que podem culminar em um tremendo grau de densidade, complexidade e porosidade. Os novos desenvolvimentos do Rio devem tirar vantagem da topografia natural da cidade. Em nosso trabalho, aprendemos a aplicar nossas novas técnicas de arquitetura e urbanismo. Como nossos edifícios, nos quais os elementos de juntam para formar algo contínuo; isso pode ser aplicado à cidade como um todo. Podemos desenvolver um campo novo de edifícios, cada um com uma lógica diferente, mas conectados ao edifício seguinte; um campo orgânico, mas conectado e em constante mudança, edifícios em alta correlação. Com essas técnicas, podemos propor algo radicalmente diferente do que o urbanismo do começo do século 20 industrial propôs, onde os edifícios estavam orientados em um caos desconexo.

E como absorver os aspectos da vida pedestre, o mundo natural e cotidiano da vida na cidade?

Em nosso trabalho, primeiro investigamos e pesquisamos a paisagem, a topografia e a circulação da região. Então, desenhamos linhas de conexão visual com o ambiente local e linhas de movimento que se tornem evidentes para essas investigações, e trazemos essas linhas para o local, utilizando-as para orientar nossos projetos. Isso “embute” no design a vizinhança, para que cada projeto tenha forte relação com esse único ambiente urbano, como se os elementos e forças do entorno urbano tivessem gerado o desenho.

A questão dos materiais, das novas fontes de energia e das novas tecnologias também estarão presentes nesses seus novos projetos?

Nosso trabalho pesquisa as relações internas e do contexto dos edifícios, permitindo que nossos prédios possam ser inovadores e bem adaptados a esses novos desafios. Obviamente, também estamos conscientes das questões ambientais e pesquisamos uma forma para reorganizar edifícios e cidades com significado, e na qual cada um possa contribuir para uma sociedade sustentável ecologicamente. Temos colaborado com engenheiros no desenvolvimento de novos materiais e em técnicas manufaturadas, assim como em sofisticados métodos de design, buscando desenvolver um equilíbrio ecológico do edifício. No fim, essas diferentes ferramentas de desenvolvimento, que envolvem sustentabilidade e a aplicação de novos materiais, atuam juntas e trazem soluções para vários problemas. Engenheiros da indústria da construção nos ajudam a desenvolver os mais avançados materiais, e a indústria está sempre muito antenada com o que estamos fazendo. 

MOSTRA TEM OUTRO ‘STARCHITECT’:SHIGERU BAN

O evento Arq. Futuro, quinta e sexta, no MAM-RJ (Av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo) e no Espaço Tom Jobim (R. Jardim Botânico, 1.008, Jardim Botânico), reúne para debater arquitetura, além de Zaha Hadid, o japonês Shigeru Ban, da Universidade de Kioto; os economistas Edward Glaeser, de Harvard, e José Alexandre Scheinkman, de Princeton; os urbanistas brasileiros Augusto Ivan Pinheiro e Sérgio Magalhães; o crítico de arquitetura André Corrêa do Lago e a escritora e consultora de arquitetura Karen Stein. As palestras de Zaha Hadid e Shigeru Ban serão na sexta, às 18 h, no Espaço Tom Jobim. O Arq.Futuro terá fóruns de discussão, palestras, aulas magnas e workshops. O conteúdo será registrado e reapresentado em material audiovisual, com imagens e vídeos exclusivos e um livro digital para tablets. Mais informações e inscrições: www.arqfuturo.com.br.

 

Deixe um comentário

Arquivado em Arquitetura

Olhares sobre o moderno

Trecho da entrevista de Italo Campofiorito publicada no livro Italo Campofiorito: olhares sobre o moderno  – arquitetura, patrimônio e cidade, organizado por Eduardo Jardim, Luiz Camillo Osorio e Otavio Leonídio e publicado pela Casa da Palavra:

Não achava que eu tinha capacidade para fazer uma arquitetura a meu gosto. Então fiz um primeiro momento arquitetura e depois não fiz mais. Urbanismo eu gostei muito e me apaixonei. Mas aí era impraticável, as cidades são péssimas, são frias, a Baixada Fluminense é o pior possível. Aspásia Camargo diz sempre: “Italo, o que fazer para que a Baixada não seja feia?” Eu digo para ela: “O que tem que fazer é gostar dela, pois quem ama o feio, bonito lhe parece.” Bonita igual ao Champs Elysée é muito difícil de ficar, é pouco provável. A nossa Biblioteca Nacional é um dos prédios mais monstruosos que eu conheço no mundo, mas eu me bateria para que não a tirassem de lá. Ela faz parte da minha vida. No Centro do Rio, o Teatro Municipal é gracioso; a Escola de Belas Artes é nobre; o Tribunal de Justiça é um horror e a Biblioteca é um desastre. É feia, uma fortaleza verde-oliva, mas eu amo. Por esta razão, acho que é preciso levar à Baixada, levar às zonas pobres do mundo, que vão ser incontáveis por incontáveis séculos, uma maneira de fazer corredores culturais. E aprender a gostar dos lugares, de tal modo que eles pareçam bonitos para quem ama. Assim, já estou falando de patrimônio. Quer dizer, o urbanismo que é impraticável leva ao patrimônio.

Deixe um comentário

Arquivado em Arquitetura

Ainda cá, crônica de Caetano Veloso

Muito boa a crônica de Caetano Veloso, reproduzida no blog Conteúdo Livre [via André Vallias]:

“A Bahia está viva ainda lá”, mandava dizer a Adalgisa do samba de Caymmi. Estou em Salvador desde a véspera de Natal e tenho a irresponsável sensação de que a Bahia ainda está viva aqui. A arquitetura feia e caótica que tomou conta das cidades brasileiras domina; o Pelourinho parece que virou uma cracolândia; o Porto da Barra não é tratado como uma joia, como deveria, mas como um depósito de lixo; as praias que dão para o mar aberto se livraram das barracas fixas, mas, sem um planejamento que acompanhasse a decisão do errático prefeito, os vendedores não ambulantes vão se ajeitando devagar e sem método, o que deixa os visitantes entre o desconforto e o medo de invasões mais perigosas; os vereadores votaram lei que permite a subida do gabarito para as construções na região em até 50%, assegurando sombra de prédio na areia antes das dez da manhã e depois das duas da tarde; enfim, o mundo acabou.

No entanto, comi acarajé da Cira à brisa da tarde no largo da Mariquita, fui à missa do Rosário dos Pretos (que continua sendo celebrada na igreja do Carmo, já que a da Irmandade do Rosário dos Pretos — aquela azul que domina a vista do Largo do Pelourinho — continua com a restauração inacabada, uns dizem que por causa das chuvas grandes que houve antes do verão, outros, que por causa de brigas entre Iphan e Ipac, sei lá), simplesmente olhei o mar azulmarinho cercando a cidade como um muro muito concreto e sobrenatural.

Essa imagem do mar como um muro me ocorreu quando me mudei para Salvador, em 1960. A essa altura eu conhecia melhor o Rio do que Salvador: tinha morado o ano de 1956 todo em Guadalupe — e ia ao Centro toda semana, a Niterói de vez em quando (para tomar banho de mar no Saco de São Francisco) e, com menor frequência ainda, à Praia Vermelha. Leblon, Ipanema, Arpoador, Copacabana — nessa ordem —, visitei algumas vezes, quando meu primo Carlos Alexandre, escrivão de polícia, resolvia fazer um passeio que ia, passando por Realengo, Bangu e Jacarepaguá, até o Recreio dos Bandeirantes, onde nos banhávamos, e voltava pelos bairros da Zona Sul. Eu e todos os meus parentes baianos que viviam no Rio achávamos o mar do Rio menos azul do que o da Bahia. Não era exatamente isso: era a névoa permanente da Guanabara que deixa os horizontes embaçados, o céu com uma cor menos precisa e as pedras que rodeiam a Baía — e as que encaram o mar aberto — parecendo montanhas distantes. Em suma: há menos nitidez no Rio. Fui ao Arizona e vi que há menos nitidez na Bahia do que no Arizona. Pois bem: há menos nitidez nas paisagens vivas do Rio do que nas de Salvador. Isso se expõe de forma marcante na linha dura do horizonte marinho soteropolitano. Na primeira metade dos anos 1960, estudando e namorando em Salvador, eu me surpreendia com um sólido muro azul que de repente aparecia entre duas casas de uma ladeira: o mar. Escrevi uma canção para Gal, encomendada por Arto Lindsay para o belo disco que ele produziu para ela, “O sorriso de gato de Alice”, chamada “Bahia, minha preta”, em que essa imagem do muro aparece em verso e melodia. Pois hoje à tarde, olhando da varanda de minha casa no Rio Vermelho, Catarina, a namorada de meu filho, me disse que, ao acordar e sair para o pátio, achou que o mar fosse um muro azul. Quer dizer: viva ainda.

Por que um prefeito não toma o Porto da Barra como assunto de grande importância? Por que nenhum dos que passaram pelo cargo adotou essa praia? Uma pequena enseada entre os fortes de Santa Maria e de São Diogo, em perfeito anfiteatro mirando o pôr-do-sol, com águas de temperatura fria mas não gelada e de teimosa limpidez, o Porto tem sido a praia do povo da Cidade da Bahia. Um trecho tão pequeno e tão privilegiado deveria ser tratado como uma preciosidade. Claro, viriam os idiotas da objetividade chiar porque estarse-ia dando atenção especial a um local da cidade, gastando nele (em limpeza, iluminação, policiamento e mesmo facilitações para negociantes) o que deveria ser poupado para resolver as carências de áreas mais necessitadas. Não sou idiota, nem mesmo da objetividade, portanto não penso assim. Amei o filme “Trampolim do Forte”, em que os meninos que saltam do mini quebra-mar de Santa Maria aparecem no ar, sob a água, na superfície — e a praia do Porto tem sua crônica e seu retrato emocionado. Nesse filme, na cidade vista do mar, até os prédios que oprimem o Corredor da Vitória fazem de Salvador um lugar tão lindo quanto Istambul — ou como a Salvador do filme inacabado de Orson Welles. O filme de João Rodrigo Matos é poderoso em sua revelação do quanto pode a Cidade do Salvador. Tudo nele tem a força que sinto aqui. Força teimosa que está na resposta dada a Glauber pelo profeta Edgar Santos quando este, reitor da UFBA, sabedor de que Glauber fazia campanha contra Martim Gonçalves, o diretor da Escola de Teatro, ouviu do futuro cineasta um pedido de contribuição para não sei que projeto: “Você não entende nada de teatro, mas passe aqui amanhã para pegar o dinheiro”. Isso está no livro de Nelson Motta (é a grande cena do livro). O resto é história: o Cinema Novo, os atores da Escola e seus descendentes Lázaros e Wagners, a sede do Olodum construída por Lina Bardi, Daniela, Ivete e Magary Lord. Rumpilezz, Cascadura, Neojibá, Sanbone. Apesar da fase sombria (com muito sol) e de ter tanto a deplorar, não tenho outro jeito senão mandar dizer que a Bahia está viva ainda.

1 comentário

Arquivado em Crônica