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Resultado do Prêmio Camões

Alberto da Costa e Silva, historiador, poeta, memorialista, membro da Academia Brasileira de Letras, foi contemplado com o prêmio máximo da língua portuguesa, o Camões, concedido, em edições anteriores, a Antonio Candido, António Lobo Antunes, João Cabral de Melo Neto, José Saramago, Lygia Fagundes Telles, Mia Couto, entre outros. A jornalista Maria Fernanda Rodrigues, do jornal O Estado de S. Paulo, escreveu a respeito da premiação e do premiado. 

Alberto da Costa e Silva é autor de Imagens da África: da Antiguidade ao século XIXCastro Alves, um poeta sempre jovemDas mãos do oleiro, entre outros.

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“Templo do livro, modelo em xeque”

Artigo de Maria Fernanda Rodrigues publicado no site do Estadão:

Bibliotecários do Reino Unido ficaram em polvorosa com uma recente declaração do escritor inglês Terry Deary. Autor de obras infantis e juvenis, publicadas inclusive no Brasil, ele disse: “As bibliotecas tiveram seu momento. Elas são uma ideia vitoriana e estamos na era digital. Ou mudam e se adaptam ou deverão ser fechadas. Muito da chiadeira atual é sentimentalismo”. A realidade de seu país em crise, onde as bibliotecas sofrem com corte de verba e encerramento de atividades e brigam com editoras pela questão do empréstimo de e-books, é bem diferente da brasileira.

Aqui, a briga é para zerar o déficit de bibliotecas. De acordo com o Censo Nacional de Bibliotecas Municipais, de 2010, 20% das cidades não contam sequer com uma sala de leitura. O dado é ainda mais preocupante nas escolas públicas. O Censo Escolar mostrou que 72,5% ficam devendo esse espaço para seus alunos – existe uma lei que determina que até 2020 essa questão seja resolvida. Outro desafio é a conquista de novos leitores. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 75% dos brasileiros jamais pisaram numa biblioteca. O mesmo levantamento mostrou que 20% dos entrevistados frequentariam uma, se houvesse livros novos. Mas nada convenceria 33% a fazer isso.

“A biblioteca não é um organismo à parte na constituição de uma sociedade: a biblioteca é reflexo dela e responde a ela. Por isso é que temos tão poucas bibliotecas no Brasil”, comenta Maria Antonieta Cunha, especialista no assunto e desde 2012 à frente da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, órgão subordinado à Fundação Biblioteca Nacional. Mas o Brasil é, claro, um país grande e desigual, e também no que diz respeito ao acesso a livros vive, simultaneamente, passado, presente e futuro. Enquanto uns correm para resolver essas questões básicas e urgentes, outros veem o momento em que será possível emprestar um livro digital de uma biblioteca e lê-lo no e-reader, tablet ou celular.

Isso ainda está distante das bibliotecas de obras gerais – algumas oferecerem livros em domínio público para download, mas isso é simples. É, porém, realidade para estudantes da FMU (SP), Universidade de Passo Fundo (RS) e Cândido Mendes (RJ), entre outras, que usam o serviço da Minha Biblioteca, uma plataforma criada por editoras concorrentes, mas que se uniram para desbravar esse mundo novo.

Participam do consórcio quatro das cinco maiores do segmento CTP (Científico, Técnico e Profissional): Saraiva, Atlas, Grupo A e Grupo Gen. São 4 mil títulos e 2 modelos de negócios. No primeiro, a instituição de ensino paga à Minha Biblioteca um valor mensal por aluno para que eles possam ler, quando quiserem e ao mesmo tempo, todos os títulos do acervo. No segundo, disponível a partir de abril, a universidade escolhe quais títulos e quantos exemplares deseja adquirir. Se optar por cinco exemplares de determinado e-book, por exemplo, apenas cinco alunos poderão emprestá-lo simultaneamente, tal qual acontece com o livro físico.

Quando foi criada, há 18 meses, a Minha Biblioteca já tinha concorrente: a Biblioteca Virtual Universitária, do grupo Pearson que agora conta com a parceria da Artmed, Manole, Contexto, IBPEX, Papirus, Casa do Psicólogo, Ática e Scipione. Lá, são 1.400 títulos. A Companhia das Letras, que pertence ao grupo Pearson, também está no projeto. Mas não oferece seus títulos, e sim obras em domínio público.

O impasse é que, fechando com a Minha Biblioteca ou com a Biblioteca Virtual Universitária, seus estudantes só terão acesso aos livros das editoras participantes, restringindo o uso de uma bibliografia completa e diversificada. Ideal seria que as instituições tivessem as próprias plataformas e unificassem os catálogos das editoras. Mas elas se ocupam hoje de preparar seus e-books para difundir a produção de pesquisadores e alunos. Quem quiser lê-los, basta fazer o download e já ganha o arquivo. Ou seja, uma operação um pouco diversa do empréstimo de um livro. O modelo é incipiente, mas os números da editora Unesp são animadores. Desde março de 2010, quando criou o selo digital Cultura Acadêmica, já publicou 137 títulos exclusivamente em formato digital e registrou mais de 299 mil downloads. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Robert Darnton, diretor da Biblioteca de Harvard, e sua equipe acertam os últimos detalhes da inauguração, em abril, da gigante Biblioteca Pública Digital Americana.

De volta ao Brasil, há ainda universidades e escolas que dão tablets aos alunos – caso da Estácio de Sá. A parceria para conteúdo é da Pasta do Professor, projeto criado pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos para coibir as cópias, e que tem a adesão de várias editoras.

A questão da remuneração é apontada por editores como um dos principais entraves para que o empréstimo de e-book para o público em geral tenha seu início no Brasil. Este é um problema que ainda não foi resolvido nos Estados Unidos e Reino Unido. Quando muito usado, o livro físico é substituído por um novo, comprado da editora. A duração de um e-book é indefinida. Por isso, os preços do produto são mais altos. Um lançamento em e-book pode custar às bibliotecas de US$ 65 a US$ 85, pelo menos quatro vezes mais do que as livrarias vendem ao consumidor.

O imbróglio é acompanhado por casas brasileiras de fora do segmento CTP, e editoras – como a Companhia das Letras, Intrínseca, Leya e as que integram a Distribuidora de Livros Digitais (DLD), entre as quais Record e Objetiva – ainda não se mobilizam pela causa. “Não temos planos imediatos para oferecer serviços de empréstimo, mas sabemos que é uma questão de tempo”, diz Roberto Feith, presidente da Objetiva e do conselho da DLD. Ele conta, porém, que a distribuidora já levantou modelos operacionais e financeiros de negócio desenvolvido pelas principais editoras globais. “Existem modelos bastante diferentes entre si, mas ainda não há um consenso ou modelo predominante. Vamos observar essa evolução para, eventualmente, escolher a melhor solução para nosso mercado”, diz. Ao seu lado nessa investigação está a Pasta do Professor.

Editoras assistem e esperam, e livrarias se agilizam. “Não podemos falar muito agora, mas certamente está no radar da Cultura oferecer serviços desse porte com a Koko. Estamos estudando”, adianta Rodrigo Castro, diretor comercial da Livraria Cultura. É um projeto “para o ano”, e deve incluir o aluguel da obra toda ou de capítulos. Com essa iniciativa, a Cultura dá um passo para o futuro ao mesmo tempo em que retorna às suas origens – foi emprestando livros que Eva Herz começou o negócio da família. A Saraiva, que tem o know-how do aluguel de filmes pela internet, também estuda o caso.

Enquanto isso não se realiza, a Nuvem de Livros, criada pela Gol Mobile em 2011, segue como a única biblioteca virtual para leitores que querem acompanhar as novidades literárias. O problema é que ela se restringe a clientes da Vivo ou de alguns outros parceiros da empresa. Para ter acesso a cerca de 7 mil conteúdos – livros representam 80% do acervo -, o assinante paga em média R$ 4,99 por mês. Hoje, são 400 mil usuários, mas Roberto Bahiense, diretor de Relações Institucionais, acredita que até o fim do semestre a biblioteca terá 1 milhão de associados. Até lá, a rede de ensino de duas cidades brasileiras terá aderido ao projeto e dará senhas a seus alunos.

Quem também se beneficia de bibliotecas virtuais são as pessoas com deficiência, já que apenas 9% das bibliotecas do País têm livros acessíveis a elas. “Nossas quase mil teleaulas já estão em libras e o próximo passo é adotar o formato Daisy para livros”, conta o diretor da Nuvem de Livros. ???Adotado pelo MEC, o Daisy é um modelo internacional em que o livro vem em CD com duas funcionalidades principais: a visualização em diferentes tamanhos e a narração do texto. “A popularização do e-book beneficia pessoas cegas e com baixa visão”, comenta Susi Maluf, gerente-geral da Fundação Dorina Nowill.

Outro futuro

Nem só de tecnologia é feita a biblioteca do futuro. Uma grande discussão sobre seu papel e a função do bibliotecário e dos mediadores de leitura ganha espaço no Brasil, que emprestou da Colômbia o modelo de biblioteca parque, espaço comunitário de convivência em torno do livro. A pioneira no País é a de Manguinhos, aberta em 2010. Depois vieram a de Niterói e a da Rocinha, que estava agitada na sexta-feira véspera de carnaval: crianças corriam cantando pelos cinco andares do prédio, faziam fila para usar a internet, se esparramavam nos sofás para ver um filme. Enquanto isso, José Cleyton, de 15 anos, tímido, chegava para devolver os cinco livros que tinha emprestado e para escolher mais alguns. Ele é leitor novo – descobriu o mundo da literatura há seis meses, quando a biblioteca foi inaugurada e foi conferir a novidade com o irmão.

Apesar da insistência da mãe para que lesse mais e dos conselhos de um professor, que dizia que a leitura tornava as pessoas mais inteligentes, Cleyton, assim como muitos garotos de sua idade, achava chato ler. “Quando vi esse monte de livro pela primeira vez, fiquei muito impressionado. É tudo muito bonito. Se não fosse isso, ia ficar em casa e nunca ia saber que ler era tão bom”, diz o garoto que vai descobrindo, a seu tempo, os títulos nas coloridas prateleiras. “Primeiro olho a capa para ver se o livro tem personalidade. Aí começo a ler o texto e o livro me personaliza”, conta, encantado. Suas preferências? “Gosto de ler comédia e ação”.

A falta de familiaridade de Cleyton com termos literários causaria estranheza a bibliotecários tradicionalistas, mas dá pistas de quem é – ou de quem poderia ser – a nova geração de frequentadores de biblioteca. Reflete também a filosofia do espaço que ele frequenta. “Nossas bibliotecas têm o livro como ponto de referência de conhecimento. Nelas, os usuários têm a possibilidade de ler um roteiro, participar de uma oficina de narrativas cênicas e de assistir ao filme. O desenvolvimento cultural fica mais fácil assim”, explica Vera Saboya, superintendente da Leitura e do Conhecimento da Secretaria de Cultura do Estado do Rio. O modelo continua dando cria. Será inaugurada ainda este ano um outro exemplar no Morro do Alemão. E já está quase pronta a reforma da Biblioteca Pública do Estado, que reabre logo mais com essa nova filosofia. A ideia é ter ainda bibliotecas parque nas principais regiões fluminenses.

Construída onde antes era o presídio do Carandiru, a moderna Biblioteca de São Paulo completou esta semana três anos e já pensa em ampliar seus espaços para ter, por exemplo, mais salas de cursos. Lá, os visitantes podem usar os e-readers da instituição, mas a oferta de e-books é restrita à obras de domínio público. “Os e-readers não têm tanta procura como imaginávamos”, conta Adriana Cybele Ferrari, coordenadora da Unidade de Bibliotecas e Leitura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. “Muitos associam o futuro das bibliotecas com o livro eletrônico, mas o futuro é elas acontecerem de verdade como espaços de pessoas, de difusão, de reunião, de conhecimento”, avalia.

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“Mercado editorial brasileiro cresce pouco e preço do livro diminui”

Matéria de Maria Fernanda Rodrigues publicada no site do Estadão em 11 de julho de 2012:

Estimado em R$ 4,8 bilhões, o mercado editorial brasileiro está produzindo mais e imprimindo mais. Em termos de faturamento, no entanto, o crescimento de 2011 comparado ao de 2010 foi mínimo, de apenas 0,81% – já descontada a inflação e somadas as vendas das editoras para livrarias e leitor final e também para o Governo. Se excluídas dessa conta as expressivas compras do Governo, sobretudo o Federal, que sustentam muitas editoras, o que se registrou, no último ano, foi queda real de 3,27%. As informações são da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro 2011, revelada nesta quarta-feira, 11, em São Paulo.

Feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por encomenda da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional de Editores (Snel), a pesquisa ouviu 178 editoras, uma amostra considerada por Leda Paulani, da Fipe, como suficiente estatisticamente. São cerca de 500 as editoras ativas no País.

Para Karine Pansa, presidente da CBL, 2011 foi um ano ruim para todos os setores da economia se comparado ao anterior. “Livro não é produto de primeira necessidade, como o arroz e o feijão, e vai ser o primeiro item a deixar de ser comprado.” Mas ela ressalta que o mercado está seguro. “Estamos vivendo um momento de estabilidade com tranquilidade por saber que o mercado está estruturado para se manter mesmo em momentos difíceis”, comenta Pansa.

E está sendo um momento difícil especialmente para o segmento de obras gerais, que registrou queda de 11,07% no faturamento – caindo de pouco mais de R$ 1 bilhão em 2010 para R$ 903 milhões em 2011. Essa queda tem sido contínua. Em 2010, o faturamento já tinha ficado 6,38% menor do que o do ano anterior.

Também ganhou-se menos dinheiro com os livros religiosos – R$ 464 milhões em 2011 contra R$ 494 milhões em 2010. Aqui, vale lembrar que a edição anterior da pesquisa mostrava que o setor era o que mais crescia. Se agora a queda é de 6%, em 2010 o crescimento foi de 24%.

Quem cresceu mesmo em 2011 foi o segmento de livros científicos, técnicos e profissionais (CTP). Ele faturou R$ 910 milhões contra os R$ 739 milhões de 2010. O aumento, de 23,10%, pode ser relacionado ao boom da educação superior, expresso no aumento de estudantes universitários e numa maior demanda por livros técnicos, apontou Leda.

Os didáticos ainda são responsáveis pela maior fatia deste mercado e o setor teve um crescimento de 7,87% em relação a 2010, quando o faturamento foi de R$ 1,1 bilhão. O setor fechou 2011 com R$ 1,18 bilhão.

Produção. Foram produzidos, no total, 58.192 títulos em 2011 – em 2010 o número era 54.754. Desse total, 20.405 foram feitos em primeira edição e 37.787 se referem a reimpressões; 4.686 são títulos traduzidos e 53.506 de autores brasileiros. Em exemplares produzidos, o número foi parecido: 492.579.094 (2010) e 499.796.286 (2011).

Outro dado que chama a atenção refere-se às tiragens das obras em primeira edição, que ficaram 33,39% menores em 2011, totalizando 90.112.709 exemplares impressos. A Fipe diz que uma mudança na nomenclatura da questão na pesquisa pode ter influenciado na conta, mas há outros fatores.

Para Karine Pansa, existe hoje a necessidade de ter mais e mais títulos em primeira edição para garantir maior espaço de exposição nas livrarias. Sonia Jardim, presidente do Snel, concorda: “Com a competição, a estratégia das editoras muda. Elas ampliam a oferta de lançamentos e diminuem a tiragem, e rezam para alguma coisa funcionar. Se funciona, você entra então na reimpressão.” Foram reimpressos 409.683.577 exemplares, 14,66% a mais do que no ano passado.

Venda. Dos R$ 4,8 bilhões que o mercado editorial fatura, R$ 3,4 bilhões são de venda para livrarias e outros canais de distribuição e R$ 1,3 bilhão para o Governo – e esse valor depende sempre dos programas de compra vigentes naquele ano.

As livrarias ainda são o lugar preferido dos brasileiros para comprar livros. Elas são responsáveis por 44% dos exemplares vendidos e por 60% do que se fatura com livro no País. Em termos de faturamento, aparecem na sequência distribuidores (20,5%), porta a porta (4,97%), escolas (2,8%), igrejas e templos (1,74%). Supermercado, banca de jornal e internet são alguns dos outros canais de venda.

O segmento de venda porta a porta, que tinha 16,6% do mercado em 2009 em número de exemplares comercializados, saltou para 21,6% em 2010 e fechou 2011 com 9,07%. A crise da Avon, responsável por boa parte dessas vendas, e o aumento da participação de igrejas e templos na venda de livros (4,03% em 2011 contra 1,47% em 2010) podem ter sido alguns dos fatores deste desempenho. O faturamento desse canal, apesar de menor que os outros, também teve um bom crescimento – de R$ 18 milhões em 2010 para R$ 60 milhões no ano passado.

Foram vendidos, em 2011, 469.468.841 exemplares – dos quais 283.984.382 para o mercado e 185.484.459 para o Governo.

Preço. O livro está ligeiramente mais barato e hoje custa, em média, R$ 12,15. Em 2010, o valor era R$ 12,94. O valor pago pelo governo, no entanto, ficou em R$ 7,48. Esses números não são comparáveis, já que por comprarem em quantidades altíssimas, os órgãos responsáveis por essas negociações fazem o preço. Por outro lado, esse valor mais baixo do livro para o consumidor final pode estar relacionado ao aumento da oferta de obras mais econômicas, como as em formato de bolso.

O preço do livro tem ficado mais barato a cada ano e o setor se preocupa. “A competição entre as editoras é alta e chega uma hora que isso tem que ter um limite. Olhamos com preocupação para o futuro. Quando vemos que o crescimento está abaixo da inflação e do PIB temos que estar atentos. Daqui a pouco vamos pagar para comprarem nossos livros e isso é impossível”, diz Sonia Jardim.

Digital. Pela primeira vez, a pesquisa da Fipe incluiu os e-books. “Estamos na fase de investimento. Como o número é pequeno, qualquer crescimento é geométrico, mas o número é inexpressivo”, comenta Sonia. Foram vendidos, no total, 5.235 itens digitais – de arquivos em PDF a aplicativos. O faturamento ficou em R$ 868 mil.

A chegada da Amazon também esteve em pauta na apresentação da pesquisa. “Esperamos que a Amazon venha aumentar o mercado, não acabar com nenhum elo da cadeia e nem assombrar nenhum editor. Esperamos, então, que ela venha complementar a oferta de títulos e aumentar a possibilidade de distribuição de uma maneira mais igualitária dentro do nosso país, já que não temos livrarias em todos os municípios”, comenta Karine Pansa.

“Olhamos com algum temor para o que aconteceu no mercado americano. A segunda maior cadeia de livrarias ter quebrado lá é uma preocupação. Esperamos que a entrada de um player desses, com um poder de fogo enorme, não venha dar uma chacoalhada no nosso mercado e que todos consigam conviver em paz e harmonia. Que a Amazon venha para fazer crescer o mercado, e não para desestabilizá-lo”, avalia Sonia Jardim.

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