Arquivo da tag: Biblioteca

Biblioteca Britânica

Extraído do site da Folha de S. Paulo [via PublishNews]:

No mês passado, a Biblioteca Britânica (bl.uk), instituição guardiã de boa parte das obras mais raras da história da humanidade, em Londres, anunciou uma parceria com o Google para a digitalização de cerca de 40 milhões de páginas de livros, panfletos e periódicos que datam do período da Revolução Francesa (1789).
A Biblioteca Digital Europeia (europeana.eu), que pretendia digitalizar 10 milhões de objetos até o ano passado, já ultrapassou a cifra e disponibiliza o livro em que Isaac Newton (1643-1727) escreveu suas leis fundamentais da física, os cadernos de desenho de Leonardo Da Vinci (1452-1519) ou ainda objetos relacionados à construção do Muro de Berlim. Também está em curso a digitalização do acervo da Universidade Yale (EUA).
Até recentemente, apenas pesquisadores de ponta teriam acesso a essas obras -e poderiam vivenciar a magia de ter em mãos o objeto venerado de seus estudos.
Hoje, eles estão todos migrando para a internet, o que pode até destruir o fetiche do objeto, mas democratiza o acesso a essas relíquias em nível global.
Dois cliques ou um par de downloads e o computador de casa se torna a nova biblioteca, poupando tempo e dinheiro para encontros presenciais com documentos, livros ou imagens raras.
Mas há quem veja um lado ruim na febre da digitalização. Tristram Hunt, historiador britânico, reclamou no jornal “The Observer” que isso vai “baratear” os estudos.
“Quando tudo pode ser baixado, o mistério da história pode se perder”, escreveu. “Só com o documento real em mãos é que seu significado real se torna aparente.”
Para todo o resto, daqui por diante, haverá o Google.

Deixe um comentário

Arquivado em Biblioteca

Cadernos de Literatura Brasileira do IMS on-line

Reproduzido do blog Prosa Online:

Vendidos nas livrarias de R$ 45 para cima (algumas edições especiais são mais caras), os “Cadernos de literatura brasileira” publicados pelo Instituto Moreira Salles começam agora a ser oferecidos de graça na internet. Quatro já estão diponíveis na íntegra – os dedicados a Carlos Heitor Cony, Clarice Lispector, Erico Verissimo e Millôr Fernandes – e outros serão publicados no site do IMS ao longo dos próximos meses. A série é composta por 25 números, cada um sobre um autor brasileiro, com entrevistas, ensaios, biografias e imagens.

Deixe um comentário

Arquivado em Biblioteca, Notícia

Hemeroteca Google

Após o Google Books, agora é a vez da Hemeroteca: o Google disponibiliza cerca de 3.000 publicações de periódicos dos séculos XIX e XX.

[Via Bibliotecário de Babel]

Deixe um comentário

Arquivado em Biblioteca

Livros raros da British Library

O Blogtailors informa que agora é possível ler livros raros através de novas apps da British Library:

 


Deixe um comentário

Arquivado em Biblioteca

John F. Kennedy Library and Museum

A  John F. Kennedy Library and Museum conta agora com um arquivo digital.

Deixe um comentário

Arquivado em Arquivo, Biblioteca, Museu

São Paulo ganha de volta sua torre literária

Texto de Daniel Piza publicado em seu blog. Felizmente, a Biblioteca Mário de Andrade será reaberta no próximo aniversário de São Paulo, dia 25 de janeiro:

O busto do escritor está atrás, num dos pequenos gramados da praça Dom José Gaspar, quase escondido entre as árvores, quase invisível para desabrigados e transeuntes, com uma pichação indecifrável na lateral da base de pedra – e de costas para a torre art déco de 22 andares da biblioteca que leva seu nome, na esquina da avenida São Luís com a rua da Consolação, poucos metros acima da Ladeira da Memória. Mesmo assim, ele poderia sorrir. Erguida para conservar a memória cultural de São Paulo, a Biblioteca Mário de Andrade será reaberta na íntegra no próximo aniversário da cidade, em 25 de janeiro, depois de passar décadas sofrendo “deterioração crônica”.

A expressão é da atual diretora, Maria Christina Barbosa de Almeida, no cargo desde março de 2009. Ela não está exagerando quando diz que a biblioteca estava “quase morta”, apesar de uma pequena reforma realizada em 1992, durante a gestão de Luiza Erundina. Nos anos seguintes, com prefeitos como Paulo Maluf e Celso Pitta, a instituição parou de adquirir títulos e, pior, não tinha nem sequer condições de manter bem seu acervo, composto de mais de 320 mil livros, dos quais 51 mil classificados como raros. Foi só com o investimento do Banco Interamericano de Desenvolvimento, no total de R$ 23 milhões (R$ 13 milhões para o prédio principal e R$ 10 milhões para o anexo, na rua 7 de abril), que a reforma pôde ser iniciada em 2007.

A Biblioteca Circulante, que tem 42 mil livros para empréstimo e consulta de qualquer cidadão que faça um cadastro, já foi reinaugurada em 21 de julho; desde então foi visitada por mais de 83 mil usuários, que retiraram obras clássicas como Capitães de Areia, de Jorge Amado, e recentes como 1808, de Laurentino Gomes. O setor tem entrada pela avenida São Luís, 235, mas também pode ser acessado por um corredor fechado a vidro que passa defronte da fachada – uma das mudanças feitas pela arquiteta Renata Semin, do escritório Piratininga. A sala de leitura, ainda mais quente do que se esperaria, ganhou também um mezanino com estrutura de ferro e outras melhorias. Todas as mesas e cadeiras passaram por restauro. Dali se vê outra estátua, a de Camões, olhando os carros que descem a Consolação.

A reabertura da torre daqui a menos de um mês, com cerimônia a ser conduzida pelo prefeito Gilberto Kassab, é ainda mais aguardada porque envolve a recuperação do principal acervo de livros da cidade, cuja história começa em 1925, quando foi criada a Biblioteca Municipal. Eram apenas 15 mil volumes num casarão na rua 7 de abril. Dez anos depois, com a chegada de Mário de Andrade (1893-1945), já o consagrado autor de Pauliceia Desvairada e Macunaíma, a coisa acelerou. Acervos foram adquiridos, como o do bibliófilo Félix Pacheco, e em 1939 houve a fusão com a biblioteca estadual, levando o volume total para mais de 100 mil exemplares. Foi então que surgiu o projeto de um novo prédio, que seria capaz de abrigar até dez vezes mais livros, por iniciativa do sucessor de Mário na direção, Rubens Borba de Moraes.

Não sem algum ciúme do escritório do arquiteto mais presente nas obras públicas de São Paulo, Ramos de Azevedo, o projeto foi parar nas mãos de Jacques Pilon (1905-1962), um francês que passou a infância no Rio de Janeiro, estudou na Escola de Belas Artes de Paris e, formado durante o auge do movimento art déco, retornou ao Brasil para seguir carreira. A isso se deve o ar elegante, quase austero, do edifício, com inscrições na característica tipografia (uma delas, justamente a da biblioteca circulante, foi extinta na reforma anterior), e os interiores com madeiras e pilotis. Pilon criou também as mesas e cadeiras, com um design que lembra o do artista John Graz, com quem trabalhou num dos primeiros edifícios de Higienópolis.

Curiosamente, o projeto original previa duas torres, mas houve apenas recursos para a construção de uma. O prédio foi aberto oficialmente em 1942, e no ano seguinte a biblioteca passou a ter como diretor o escritor Sérgio Milliet (1898-1966), que exerceu o cargo até 1959, um ano antes de ela passar a ter o nome de Mário de Andrade. Nesse período, importantes doações foram feitas, a começar pela do precioso acervo particular do diretor; também o de um dos patrocinadores da Semana de 22, Paulo Prado, está aqui. Do grande crítico cultural de origem austríaca Otto Maria Carpeaux (1900-78), por exemplo, há exemplares com dedicatórias como a do poeta Carlos Drummond de Andrade e uma edição alemã de 1925 de O Processo, de Franz Kafka.

Como nunca antes ou depois, nos anos 40 a 60 ela entrou na circulação cultural paulistana: além dos livros, era local para palestras de intelectuais como Roger Bastide e Lourival Gomes Machado; acolheu pesquisadores acadêmicos como Fernando Henrique Cardoso, Bento Prado e Marilena Chauí; fez convênios com a Biblioteca de Paris e com a ONU; publicou revistas de ensaios (ainda publica uma, todo ano); transferiu para a rua Major Sertório (hoje na General Jardim) a Biblioteca Monteiro Lobato (criada por Mário para reunir títulos infanto-juvenis); e até montou coleção com pinturas modernas – de artistas como Tarsila do Amaral, Portinari e Goeldi, entre muitos outros, além dos álbuns da série Jazz de Matisse – que depois seria transferida para a Pinacoteca do Estado.

A reforma não apenas reorganizou esse acervo e adaptou o prédio. Cerca de 250 mil exemplares passaram por desinfestação, num processo que utiliza nitrogênio para eliminar cupins e outros intrusos. Prevista inicialmente para ser concluída no início de 2009, a obra atrasou porque, segundo a diretora, havia ainda problemas sérios como a ausência de um cálculo de peso. Mas ainda há muito o que fazer, além da questão da temperatura da sala de leitura. A conclusão da obra do anexo, onde ficarão os quase 3 milhões de periódicos do acervo (incluindo revistas ilustradas do século 19, principalmente francesas, e muitas publicações científicas), está prevista para julho – mas sem a passagem subterrânea que consta do projeto e a diretora considera fundamental para os deslocamentos operacionais de um prédio a outro.

Há também a expectativa da aprovação de uma verba de R$ 2 milhões do Ministério da Cultura para recuperar o miolo da biblioteca, não só sua casca: o restauro dos 200 livros mais importantes do acervo. Na sala das raridades, o responsável pelo setor, Rizio Bruno Sant’Ana, mostra algumas dessas obras capazes de abrir o apetite de qualquer rato de biblioteca. Os relatos de viajantes sobre o Brasil são muitos, como o de François Roger sobre a Bahia, de 1698, que traz um desenho de capivara na capa. Há cartas de jesuítas do século 16 como Manuel da Nóbrega e José de Anchieta e mapas aquarelados a mão, como o de Abraham Ortelius, 1695. Há nove incunábulos (livros impressos até 1500) como a Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino. E também itens modernos, como a edição francesa das Flores do Mal, de Baudelaire, que pertenceu a um dos juízes que fizeram proibições ao livro por poemas “imorais”.

Tais iguarias literárias, porém, não podem ser vistas pelo grande público, a não ser aquelas poucas digitalizadas na íntegra (apenas metade do fichário, por sinal, está disponível em computador). Ao vivo, não existe intenção de exibi-las, como se faz em bibliotecas famosas como as de Milão e Paris ou a Morgan, de Nova York, em proteções de vidro, para deleite visual dos visitantes. Com apenas 102 funcionários e quinze estagiários, dos quais onze contratados recentemente, a biblioteca ainda não tem condições de oferecer esse tipo de serviço público. Mas que tenha voltado a cuidar de seu acervo e a adquirir e emprestar títulos, certamente, é algo que a cidade vai comemorar.

Deixe um comentário

Arquivado em Biblioteca

Alberto de Oliveira, Raimundo Correia, Olavo Bilac

Fundamentos modernos das Poesias de Alberto de Oliveira, de Camillo Cavalcanti. Tese de doutorado, Faculdade de Letras/UFRJ, 2008. Orientação de Sérgio Martagão Gesteira.

Da estética da recepção ao imaginário: as multifaces da poesia de Olavo Bilac, de Robson Teles Gomes. Dissertação de mestrado, Faculdade de Letras/UFPE, 2002. Orientação de Lourival Holanda.

Livros de Olavo Bilac no acervo da Brasiliana da USP.

Documentos de Raimundo Correia e Olavo Bilac no Arquivo-Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa. (Fazer a consulta por nome de autor.)

Obras de Olavo Bilac na Biblioteca Nacional Digital.

Obras de Alberto de Oliveira na Biblioteca Nacional Digital.

Deixe um comentário

Arquivado em Arquivo, Biblioteca, Poesia

Robert Darnton e o futuro dos livros

O jornalista Bruno Dorigatti fez uma ótima entrevista com Robert Darnton para o portal Saraiva Conteúdo. O principal assunto da conversa é a cultura digital, sua preservação e a democratização de acervos. Uma entrevista em que essas questões são colocadas na medida certa.

Deixe um comentário

Arquivado em Arquivo, Biblioteca, Entrevista, Vídeo

Biblioteca digital de Fernando Pessoa

Extraído do jornal O Público, hoje, 21 de outubro:

Os livros da Biblioteca Particular de Fernando Pessoa estão disponíveis gratuitamente online desde hoje à tarde no site da Casa Fernando Pessoa. “Mais gente vai ter acesso a este espólio, mais gente vai poder estudá-lo e mais Pessoanos vão nascer”, disse o presidente da câmara, António Costa, na cerimónia de apresentação do projecto em Lisboa.

Depois da digitalização, continuará a ser feito o restauro das obras. Em Novembro será lançada pela Casa Pessoa, a revista Pessoa (substituindo a Tabacaria) e realizar-se-á o segundo congresso dedicado ao escritor no Teatro Aberto, dias 23 a 25.

Até agora, só uma visita à Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, permitia consultar este acervo que é “riquíssimo”, mas com o site, bilingue (português e inglês, e disponível em http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt) em qualquer lugar do mundo, com uma ligação à Internet é possível consultar, página a página, os cerca de 1140 volumes da biblioteca, mais as anotações – incluindo poemas – que Fernando Pessoa foi fazendo nas páginas dos livros. “Manuscritos que muitas vezes se deterioram com o tempo, pois muitos deles foram feitos a lápis”, disse Inês Pedrosa. Por isso já começaram o restauro destas obras. “Alguns já estão restaurados, pedimos um orçamento à Fundação Ricardo Espírito Santo e estamos agora à procura de outra instituição para o pagar”, disse ao PÚBLICO a escritora. Em Novembro, realiza-se o 2º Congresso Internacional Fernando Pessoa e no dia 23 será lançada a revista, trimestral e bilingue, de literatura e ensaio.

Tudo começou em 2008 quando o investigador e estudioso da obra de Fernando Pessoa, Jerónimo Pizarro, propôs à directora da Casa Pessoa, Inês Pedrosa, que se fizesse a digitalização dos livros que pertenceram ao poeta. Estão disponíveis em PDF e JPG e na íntegra. A Fundação Vodafone Portugal apoiou a iniciativa com 77 mil euros e assim foi possível concretizar o sonho de Pizarro: “Tornar Pessoa ainda mais universal e ter a sua biblioteca aberta ao mundo inteiro”, disse o investigador que na cerimónia recebeu a medalha de mérito municipal, atribuída por António Costa.

Deixe um comentário

Arquivado em Biblioteca

Biblioteca Circulante

Deixe um comentário

Arquivado em Biblioteca