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Convergência Lusíada n. 30

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03/03/2015 · 15:29

ESC:ALA #4

Editorial extraído do site da revista ESC:ALA [via Rosa Martelo]:

O quarto número da revista conta, novamente, com um vasto conjunto de autores cujas colaborações vão do ensaio (Catarina Simão, José Capela, Paula Januário, Pedro Boléo Rodrigues e Rita Novas Miranda) à fotografia (Henrique Bento, José Carlos Duarte, nuno ventura barbosa e Teresa Carvalho de Sousa), passando pelo vídeo (Luca Argel, Mathilde Ferreira Neves, Renata Sancho e Sofia Marques Ferreira), o formato videomusical (Joana Matos Frias e Nuno Morão), a prosa (Diogo Bento), os GIFs (João Pedro da Costa), o argumento cinematográfico (Mathilde Ferreira Neves) e a poesia (Evelyn Blaut-Fernandes e Manuel Gusmão).

No seu conjunto, os diversos contributos não apenas abordam ou evocam a obra de uma vasta galeria de criadores e pensadores (Adília Lopes, Anne-Marie Miéville, Herberto Helder, Jacques Derrida, Jean-Luc Godard, José Tolentino Mendonça, Man Ray, Maria Velho da Costa, Paul Virilio, Peter Sloterdijk, Rimbaud, Samuel Beckett, Solveig Nordlund, Walter Benjamin e William Blake entre outros) e temas como o feminismo, a guerra colonial, o 25 de Abril, a censura, o exorcismo, o erotismo e a música popular, como problematizam questões como o papel da música na estética cinematográfica, as interfaces gráficas, a relação entre política e estética, a importância da interdisciplinaridade na criação artística, os limites dos recursos dramatúrgicos e as práticas intertextuais.

A ESC:ALA está, como sempre, extremamente grata a todos os que possibilitaram a existência do seu quarto número.

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Revista Flaubert

FlaubertJD Lucas e Mariel Reis estão editando uma revista de contos, Flaubert, que conta com autores contemporâneos de todo o Brasil. A revista é distribuída gratuitamente em pdf, com um projeto gráfico bem sóbrio de Alessandro Garcia.

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Chamada para artigos – Revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea

Chamada para artigos – Revista 44 (2º/2014)
CALL FOR PAPERS
Revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea
 
Seção temática:
Literatura e Estudos Culturais
 
A revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea está recebendo artigos e resenhas para a edição de julho-dezembro de 2014. Publicada pelo Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília, a revista tem o compromisso de fomentar o debate crítico sobre a literatura contemporânea produzida no Brasil, em suas diferentes manifestações, a partir dos mais diversos enfoques teóricos e metodológicos, com abertura para o diálogo com outras literaturas, em especial da América Latina.
 
O número 44 trará uma seção temática sobre Literatura e Estudos Culturais
 
O campo dos estudos culturais: genealogia, evoluções, temas, pressupostos teóricos e práticas relacionadas à crítica literária. O lugar das áreas e da interdisciplinaridade nos estudos culturais. Os estudos culturais e o local de enunciação: políticas acadêmicas hegemônicas e periféricas. As relações entre os estudos culturais, o feminismo, os estudos étnico-raciais e os estudos da (pós)colonialidade. O questionamento do cânone pelos estudos culturais. Diferentes abordagens da literatura brasileira contemporânea a partir dos estudos culturais.

Dossiê proposto por Alfredo Cordiviola (UFPE) e Claudia Junqueira de Lima Costa (UFSC).

A revista conta também com uma seção de tema livre, onde são publicados artigos de diversas abordagens sobre a literatura brasileira contemporânea. Há ainda espaço para resenhas de obras de ficção, poesia, crítica literária e teoria literária publicadas nos últimos 24 meses.
 
O prazo final para o envio de artigos para a seção temática é 30 de maio de 2014.
As colaborações para as demais seções são recebidas em fluxo contínuo.
 
As normas para publicação estão disponíveis em: http://goo.gl/pESlS6
 
Os artigos e resenhas devem ser enviados para: revistaestudos@gmail.com

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Chamada para publicação – Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea

O Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro está preparando a 11a edição da revista virtual Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea, publicada pelo setor de Literatura Brasileira e pelo Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas dessa universidade. Serão aceitos trabalhos de 10 a 25 laudas dedicados à poesia e à prosa nacionais do nosso tempo. Os escritos poderão ser enviados até 30 de abril de 2014. Para conhecer as normas de apresentação, visite o site.

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“[Há uma espécie de asma mental, em que sufoco]”, de Luís Miguel Nava

Trecho de “[Há uma espécie de asma mental, em que sufoco]”, de Luís Miguel Nava, publicado na revista Relâmpago n. 1, de 1997:

A razão por que um ruído longínquo ouvido durante a noite, tal como o dum camião, o dum comboio, dum barco ou uma motorizada, ou mesmo o ladrar dum cão – qualquer deles conferindo à lisa superfície do escuro uma terceira dimensão -, a razão por que eles, na nitidez com que se recortam no silêncio (que faz corpo com a escuridão), nos fazem estremecer, é que, havendo uma equivalência entre o espaço e o tempo, na lonjura de que vêm parecem desprender-se de tempos imemoriais e fazer-nos tomar consciência duma distância interior, duma profundidade, que não espera senão por sinais disso para se revelar.

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Uma canção terrena

Na edição de novembro de 2012 da revista portuguesa Ler, Carlos Vaz Marques fez uma de suas melhores entrevistas, com Alberto Manguel. Transcrevo aqui um trecho dessa conversa:

O seu ioga matinal – como dizia aqui há tempos – continua a ser a leitura de Dante?

Para mim, a leitura de Dante é essencial como uma espécie de lavagem mental, para começar o dia.

[…]

D’A divina comédia lê principalmente o “Inferno”, o “Purgatório” ou o “Paraíso”?

Tudo. As pessoas detêm-se geralmente no “Inferno” mas o “Purgatório” e o “Paraíso” continuam essa aventura extraordinária. Por exemplo, no princípio do “Purgatório”, Dante e Virgílio chegam à praia do Monte Purgatório, estão a tentar perceber o que vão fazer, como vão poder subir, encontram-se com Catão – o censor, o filósofo, que é o guardião do Purgatório – e acontecem várias coisas muito divertidas. O momento mais emocionante, para mim, é justamente no início do “Purgatório”, quando chega uma barca das almas – chegam constantemente como uma espécie de ferry, de meia em meia hora, com o seu carregamento de almas, como os ferries com o seu carregamento de turistas. Entre as almas que chegam, Dante reconhece a do seu amigo Casella, o músico. Quer abraçá-lo mas, claro, não pode porque ele é apenas uma sombra. O que também tem algo de muito comovente: encontrar-se com um amigo a quem não pode abraçar. Então, em memória dessa amizade que tiveram, Dante pede a Casella que cante. Imagine a situação: estão à beira do Purgatório, vão subir, sabem que é o momento da salvação e Casella põe-se a cantar, ali, na praia. E canta de uma forma tão bela – e ainda por cima um verso de Dante, ou seja Dante está a citar-se a si próprio – que todas as almas se reúnem, inclusive Virgílio, e escutam embevecidas o que Casella está a cantar. Aí, chega Catão e pergunta: “Mas o que é que vocês estão aqui a fazer?” No momento mais importante das suas vidas, que é o da salvação das suas almas, já com a salvação prometida porque quem vai para o Purgatório já não pode pecar, quando têm de passar por essa purga para chegarem ao Éden e para poderem subir ao Paraíso, estão ali a ouvir alguém a cantar uma canção terrena. O que é que se passa ali? Dante sabe que mesmo dentro do dogma cristão, rígido, sob o qual ele está a trabalhar, a arte continua a ser importante, que ele continua a ser um ser humano; que mesmo depois da morte, a arte, a criação literária, a poesia, o canto continuam a ser essenciais. E diz-nos que mesmo no momento mais importante das nossas vidas ela continua a contar. Como é que uma pessoa pode não se emocionar com esta passagem?

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