Arquivo da categoria: Música

“Lamento sertanejo” – Gilberto Gil

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Ohad Naharin e Caetano Veloso

Trecho do documentário biográfico de Tomer Heymann sobre o coreógrafo Israelense Ohad Naharin, que teve grande influência na dança moderna com o seu próprio movimento, intitulado GAGA. Música: Caetano Veloso – “It’s a Long Way”, do álbum Transa [via Lula Arraes]:

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“O Superman”, de Laurie Anderson

O Superman. O judge. O Mom and Dad. Mom and Dad.
O Superman. O judge. O Mom and Dad. Mom and Dad.
Hi. I’m not home right now. But if you want to leave a
message, just start talking at the sound of the tone.
Hello? This is your Mother. Are you there? Are you
coming home?

Hello? Is anybody home? Well, you don’t know me,
but I know you.
And I’ve got a message to give to you.
Here come the planes.

So you better get ready. Ready to go. You can come
as you are, but pay as you go. Pay as you go.
And I said: OK. Who is this really? And the voice said:
This is the hand, the hand that takes. This is the
hand, the hand that takes.
This is the hand, the hand that takes.
Here come the planes.
They’re American planes. Made in America.
Smoking or non-smoking?

And the voice said: Neither snow nor rain nor gloom
of night shall stay these couriers from the swift
completion of their appointed rounds.

‘Cause when love is gone, there’s always justice.
And when justive is gone, there’s always force.
And when force is gone, there’s always Mom. Hi Mom!

So hold me, Mom, in your long arms.
So hold me, Mom, in your long arms.
In your automatic arms. Your electronic arms.
In your arms.
So hold me, Mom, in your long arms.
Your petrochemical arms. Your military arms.
In your electronic arms.

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“O maior verso de abertura da música brasileira”, de Paulo da Costa

Artigo de Paulo da Costa publicado na revista Piauí:

Há pouco tempo topei com o cantor e compositor Leo Tomassini no bairro da Gávea. Foi num início de tarde de um dia comum. Leo é daqueles que estão sempre com uma canção na cabeça, ruminando um verso melódico, examinando seus significados. Naquela tarde ele usava um chapéu que lhe realçava ainda mais o aspecto andarilho. Sorria. Certamente cantarolava algo quando nos encontramos. Assim que nos cumprimentamos, logo começamos a falar de música. Foi então que ele me contou que andava pensando na estranha beleza do verso “Quando piso em folhas secas”. Enquanto o ouvia falar, eu resgatava da memória minha impressão mais profunda da obra-prima de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.

É incrível como o que nos é familiar, aquilo que é mais óbvio, frequentemente nos passa despercebido. Eu jamais havia atentado para a grandeza desse verso de abertura. Ele é tão poderoso que imanta toda a canção – ela desabrocha a partir dele, e ao final parece a ele retornar. A metáfora é concreta, sinestésica: tem um apelo tátil, visual e até mesmo sonoro, uma vez que é impossível dissociar o “pisar em folhas secas” do ruído que decorre do gesto. A canção  se tinge de sépia. A imagem, que também possui um aspecto muscular, pois que associada a uma ação, ao ato de caminhar, põe o homem em relação com o mundo natural. O estalar de folhas secas desencadeia uma reflexão sobre a condição humana.

Da materialidade prosaica do sensível somos lançados ao plano das ideias. A natureza é o espelho no qual vemos refletida, em símbolo, a condição dos homens. Há uma aproximação recíproca: homens são como folhas, possuem um vínculo misterioso com o reino vegetal; ao mesmo tempo, folhas são como homens, possuem um vínculo misterioso com o reino humano. Essa relação já havia sido percebida há milênios, na primeira obra da literatura ocidental. Numa famosa passagem do canto VI da Ilíada, Homero ressoa Nelson e Guilherme: “Assim como a linhagem das folhas, assim é a dos homens. Às folhas, atira-as o vento ao chão; mas a floresta no seu viço faz nascer outras, quando sobrevem a estação da primavera: assim nasce uma geração de homens; e outra deixa de existir.”

A convergência entre Nelson Cavaquinho e a Grécia antiga foi notada num ensaio do escritor e artista plástico Nuno Ramos a respeito do sambista. Na música noturna de Nelson, ele diz, sentimos com nitidez a voz coletiva e anônima que emana do coro dionisíaco – a voz que revela a implacável tragédia humana: a consciência da morte, o doloroso sentimento da vida que declina na experiência do envelhecimento, ou, nas palavras de Cavaquinho e Brito, o aviso do tempo, a lembrança de que não podemos mais ficar. Nunca, nem antes nem depois, a canção brasileira se abriu tanto para a figuração da morte e do que há de sombrio na existência. Tudo em Nelson evoca o ethos da tragédia – até a luz pode ser negra. Suas músicas, encenadas em palcos sob luzes dramáticas, não raro aludem a palhaços desencantados. Sua voz soa farsesca, antes feita de falhas do que propriamente de sons, como se emitida através de uma máscara grega – o próprio rosto do sambista lembra uma máscara. Ele, Nelson, um Sileno dos morros cariocas, o preceptor e companheiro de Dioniso que anunciava verdades terríveis.

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“Jenny Wren”, de Paul McCartney

Do álbum Chaos and Criation in the Backyard, de 2005:

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“Mania de você” – Rita Lee & Milton Nascimento

Deusas e deuses existem:

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Música no museu

Sem Título

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22/04/2014 · 9:43