“Poema azul”, de Italo Diblasi

eu reconheço a distância
calada de um coração

essa distância-oceano
que é a distância dos anos,
dos autos, dos atos de fé

do labirinto tecido
à fina seda do sonho
que sonda o poente

eu reconheço a distância
forçada do exílio

do suicídio coroado
nas laudas do tempo,
do vento, do corpo que amei

eu atravessei o grito
dos seus olhos quando até
a palavra tempo cessou
e o relâmpago profetizou,
na escuridão, o retorno

e você diz que eu fiquei mais azul

 

Do livro O limite da navalha (2016)

1 comentário

Arquivado em Poesia

Uma resposta para ““Poema azul”, de Italo Diblasi

  1. Li o poema, é de uma singeleza inspiradora, gosto de escrever, que bom ler esses poemas,continue a escrever o poema é a voz da alma, quem não faz poesia, não tem coração, pois a vida já é uma poesia.

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