“Sobre o ombro esquerdo”, de Jorge Fernandes da Silveira

A partir da leitura de “É”, poema de Eucanaã Ferraz, Jorge Fernandes da Silveira escreveu os versos de “Sobre o ombro esquerdo”, também dialogando com Carlos Drummond de Andrade e Carlos de Oliveira:

Da vida dos livros
há muito ele nos vê.
Fita-nos com o olhar maravilhado e fatal
qual o Gigante mira.
Descolado
tem a medida justa dos olhos em que a humanidade cabe
em cena. Metamorfoses.
E porque insiste nele
o desejo absurdo de Ocidente não tem idade.
Está onde estiver.
Calado é nave homem cavalo ângelus ân
fora. Vozes. Pedra de lida (lida delida deslida) de lira.
Dadivoso da sestra mão sobre o ombro esquerdo funda
Davi tenro e novo ramo florescente o mundo.

19 de março de 2016

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