David Copperfield, de Charles Dickens

Trecho do prefácio à edição de 1867 de David Copperfield, de Charles Dickens (edição Cosac & Naify, com tradução de José Rubens Siqueira):

Pouco interessaria ao leitor, talvez, saber como senti pena de deixar a caneta de lado ao encerrar uma tarefa imaginativa de dois anos; ou como um autor se sente ao lançar uma parte de si mesmo no mundo de sombras quando uma multidão de criaturas de sua cabeça sai dele para sempre. No entanto, eu nada mais tinha a dizer; a menos, de fato, que fosse confessar (o que pode ser ainda menos importante) que ninguém jamais poderá acreditar nesta narrativa, ao lê-la, mais do que eu acreditei ao escrevê-la.

Tão verdadeiros são esses sentimentos no presente que agora só posso fazer ao leitor mais uma confidência. De todos os meus livros, este é o de que gosto mais. É fácil acreditar que sou pai afetuoso de todos os filhos de minha fantasia, e que ninguém jamais amará essa família mais do que eu. Mas, assim como muitos pais afetuosos, tenho no fundo do meu coração um filho predileto. E seu nome é DAVID COPPERFIELD.

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