Childe Harold, de Lord Byron

 

Do CANTO III

 

72

Não vivo por mim mesmo. Sou só um
Elo do que me cerca, mas se a altura
Das montanhas enleva-me, o zum-zum
Das cidades humanas me tortura.
A criação só errou na criatura
Presa à carne, onde paro, relutante,
Buscando, libertada a alma pura,
Mesclar-me ao céu, aos montes, ao ondeante
Plaino do oceano, às estrelas, e ir adiante.

 

Do livro Byron e Keats entreversos, com traduções de Augusto de Campos,São Paulo, Editora Unicamp

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