IEA debate manifestações nas ruas

Via Juliana Bratfisch:

O IEA, que sempre dedicou parte de seus esforços acadêmicos para a análise das instituições e para o debate de propostas relevantes para o desenvolvimento econômico, social e cultural do país, e em particular no tocante às políticas públicas, não poderia deixar de contribuir na reflexão interdisciplinar sobre o que esse movimento, que tomou as ruas de grandes cidades brasileiras e também de algumas no exterior, significa para o presente e o futuro do Brasil.

É com esse fim que o Instituto realiza, no dia 21 de junho, sexta-feira, às 11 horas, o debate “O Que Está Acontecendo?”, tendo como debatedores pesquisadores vinculados ao Instituto, entre os quais Massimo Canevacci, José Álvaro Moisés, Alfredo Bosi, Sergio Adorno, Bernardo Sorj, José da Rocha Carvalheiro, Dennis de Oliveira, Arlene Clemesha, Nicolas Lechopier, Lucia Maciel Barbosa de Oliveira e Sylvia Dantas. A moderação será de Renato Janine Ribeiro, com relatoria de Alexey Dodsworth Magnavita.

O número de vagas para assistir ao debate é limitado. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail rborsanelli@usp.br. A Sala de Eventos do IEA fica na Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo. Quem não puder comparecer poderá acompanhar o debate pela web em www.iea.usp.br/aovivo.

Contexto

Iniciadas em Porto Alegre e depois expandidas para Natal, São Paulo e Rio de Janeiro, as manifestações contra reajustes das tarifas dos transportes urbanos configuraram no dia 17 de junho um movimento reivindicatório de  abrangência nacional, com manifestações em uma dúzia de capitais e uma pauta que passou a incluir reivindicações por melhoria nos serviços públicos de saúde e educação, protestos contra a mídia, o questionamento dos gastos com estádios para a Copa do Mundo, o fim da corrupção e a recusa da Proposta de Emenda Constitucional 37, que reduz os poderes de investigação do Ministério Público, entre outras demandas.

Os manifestantes são em sua maioria jovens estudantes, articulados principalmente pelas várias ramificações do Movimento Passe Livre (MPL), que defende redução de tarifas ou mesmo eliminação delas do transporte público das cidades. A eles se somaram integrantes de outros movimentos sociais e pessoas comuns.  Os integrantes do MPL dizem-se apartidários, regidos por uma ordem não hierarquizada e usuários das novas tecnologias de comunicação, sobretudo as chamadas redes sociais, como ferramentas de mobilização e divulgação de ideias e acontecimentos. Muitos dizem que o Brasil agora acordou e que querem mudá-lo.

Governantes, parlamentares, analistas políticos e jornalistas tentam interpretar o movimento, sua emergência, objetivos e perspectivas. Os comentários falam de uma “mudança de vento” na política brasileira, reflexos de uma crise de representatividade, consonância com movimentos de outros países, busca de protagonismo além daquele possível nas redes sociais e outras motivações.

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