Um soneto de Marcelo Diniz

Incomoda-me o quanto ainda exista
no mundo um moralista incomodado
e que, em nome de quem já foi pregado,
pregue na cruz, com credos de exorcista,

o modo que do próprio modo dista,
de ter prazer, amar e ser amado,
culpando os pederastas do pecado
que de Sodoma a Roma deixa pista;

no púlpito ele grita contra o demo
que para ele é homo e fundamenta
na bíblia seu embuste de blasfemo;

como o prazer do outro não me atenta
e como é só Cupido o deus que eu temo
Feliciano não me representa!

[Via Marcelo Diniz]

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