“Quando fores velha”, de W.B. Yeats

 

Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,
Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;

Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;

Inclinada sobre o ferro incandescente,
Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou
E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.

Uma antologia. Tradução de José Agostinho Baptista.
Lisboa, Assírio & Alvim.

8 Comentários

Arquivado em Poesia

8 Respostas para ““Quando fores velha”, de W.B. Yeats

  1. Uma melancolia que rasga por dentro…
    Parabéns ao tradutor!
    A Assírio e Alvim é um oásis!

  2. Clegiane Santos Bezerra Dantas

    Os dias passam e a beleza das vivências ficarão apenas na memória. Assim é a vida.

  3. Rosemeire araujo da silva

    Linda posia,o melhor delas ,é que sempre existirão

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