“XXI – Repete”, de Elizabeth Barrett Browning

 

Diz outra vez, e outra vez ainda,
Que de mim gostas. Seja, muito embora,
Como o cantar do cuco – ainda agora
O disseste -, repete; a frase é linda.

Cantando, o cuco apregoa a vinda
Da Primavera. Eu ouço, sedutora,
A sua voz. Que seja enganadora
Receio. Repetida, é-me bem-vinda.

Quem pode achar que, no céu cristalino,
São demais as estrelas? Que num prado
Fresco e viçoso, as flores muitas são?

Diz: amo, amo, amo – como o sino
Repete o mesmo som -. Mas, tem cuidado
De amar-me sempre, Amor, co’o coração.

Sonetos ingleses. Tradução de Manuel Corrêa de Barros

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