“O grito da erva”, de Konstantin Skvortsov

 

Para todas
As pessoas habituadas a boa casa.
O vento canta
Curvado no meu ombro.
Até de madrugada
Só me despertam gritos distantes,
Talvez a pedir socorro.
Mas não me movo!
Fico alarmado
Junto da janela aberta.

E o guarda-florestal
Chegando a barba à lareira quente,
Murmura:
“Dorme, meu filho,
A aurora vem longe,
É a erva da estepe
Que grita.”

 

De Antologia da poesia soviética, Lisboa, Editorial Futura, tradução de Manuel de Seabra

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