Os poemas inéditos de Caio Fernando Abreu

Da coluna de Raquel Cozer deste sábado, 1 de agosto:

Versos inéditos de Caio

Caio Fernando Abreu nunca publicou um livro de poemas, mas dedicou-se aos versos dos anos 1960 aos 1990. O material foi doado em 2005 por Luciano Alabarse, amigo do escritor, à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e organizado pela professora Márcia Ivana de Lima e Silva. Após anos de espera, deve sair pela Record em outubro. Segundo Márcia, foi recusado antes pela Agir (do grupo Ediouro, que detém a prosa de Caio e acaba de publicar crônicas dele pela Nova Fronteira), sob a alegação de que “poesia não vende”. São 116 poemas. No mais recente, “Stone Song”, Caio diz, duas semanas antes de morrer: “Eu quero ser como as pedras e nunca sair daqui”.

Versos inéditos de Caio 2

Márcia diz ter ficado surpresa não por Caio escrever poemas, já que publicou alguns em vida (um deles aparece como letra de música em “Onde Andará Dulce Veiga?”), mas com a quantidade de poemas que produziu, alguns com até cinco versões.
A pesquisadora pretendia publicar volume fac-similar, mas isso terá de ficar para uma próxima edição. A que sai em outubro terá orelha do poeta Ramon Mello e organização com ajuda de Letícia da Costa Chaplin, que, sob orientação de Márcia, apresentou tese de doutorado a partir dos poemas inéditos.

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