Os alunos detidos da Unifesp

Um grupo de alunos da Unifesp se mobilizou para exigir melhorias no campus de Guarulhos e organizou a paralisação das aulas antes mesmo da greve dos professores, o que é um gesto legítimo de descontentamento em relação à falta de investimentos na infraestrutura da Universidade. No dia 14 de junho, após uma assembleia, protestaram na reitoria, o que também é altamente legítimo. Contudo, o que se manifestava legitimamente veio a se tornar um ato de vandalismo contra o patrimônio público: alunos picharam o campus, quebraram vidros, destruíram móveis e computadores. Se não bastasse, ainda intimidaram funcionários técnico-administrativos e  professores, o que mais faz lembrar os métodos da repressão política.

Defendem que reagiram ao chamado da polícia e à detenção de uma aluna. Não parece ser o caso, como demonstra a ligação da funcionária que solicitou apoio policial para conter a depredação do campus. Mas caso levemos em consideração que os alunos apenas reagiam desse modo contra a ação da polícia, há nesse ato um sintoma do equívoco e da falta de consciência do corpo estudantil organizador das manifestações: os mesmos alunos que organizam uma greve para exigir melhorias no campus vão em seguida destruí-lo?

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