Coleção Nelson Werneck Sodré on-line

Extraído do blog da Fundação Biblioteca Nacional:

A Fundação Biblioteca Nacional assinou hoje o acordo que vai permitir a divulgação da Coleção Nelson Werneck Sodré através do projeto BN Digital. Doado à BN em 1995 pelo próprio intelectual, o material estará disponível na íntegra para consulta e inaugura “Legado” – área de destaque do site reunindo o acervo e documentos ligados a ele. A iniciativa representa um passo importante, por se tratar do 1º conjunto documental com direito autoral vigente a ter sua disponibilização na internet autorizada.

Olga Sodré, filha do intelectual brasileiro, assinou o termo na presença de Galeno Amorim (presidente da FBN), Mônica Rizzo (Diretora do Centro de Referência e Difusão da Fundação Biblioteca Nacional), Liana Gomes Amadeo (Diretora do Centro de Processos Técnicos da Fundação Biblioteca Nacional), Maria José Fernandes (Coordenadora de Acervo Especial da Fundação Biblioteca Nacional), Vera Faillace (Chefe da Divisão de Manuscritos da Fundação Biblioteca Nacional), Vinicius Martins (Representante da Biblioteca Nacional Digital) e seu advogado, Eduardo Magrani. Com o ato, ela permitiu que mais brasileiros tivessem acesso ao importante acervo, que conta parte da história do país.

Além da obra bibliográfica completa do autor, compõem o material liberado fotos de familiares e pessoas públicas, cartas enviadas a políticos e intelectuais de sua época, artigos publicados, programas de cursos, recortes de jornais e revistas, documentos pessoais, trabalhos e registro audiovisual da vida de Nelson Werneck Sodré. Nascido em 27 de abril de 1911, o militar é um nome relevante na trajetória da intelectualidade brasileira.

Em 1924, Nelson ingressou no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Posteriormente, estudou na Escola Militar de Realengo e em 1937, passou a fazer parte das rodas intelectuais da Livraria José Olympio, no Centro do Rio. Lá, conheceu grandes escritores como José Lins do Rego e Graciliano Ramos, formando-se na Escola de Comando e Estado Maior do Exército em 1946. Fez parte da chapa vencedora nas eleições do Clube Militar em 1950, que defendia o monopólio do petróleo e a maior independência brasileira na relação diplomática com os EUA. Nessa ocasião, assumiu a direção do Departamento Cultural da instituição, que editava a “Revista do Clube Militar”.

Desde 1954, Nelson esteve em contato com o movimento de pensadores liderado por Hélio Jaguaribe – o chamado Grupo de Itatiaia. Quando a sucessão presidencial esteve em risco, o intelectual apoiou o general Henrique Teixeira Lott, em favor da posse de Juscelino Kubitscheck em 1955. De 1962 em diante, dedicou-se ao trabalho intelectual. Nelson Werneck Sodré morreu em 1999. Além do acervo disponibilizado, um texto sobre sua vida e obra inaugura o espaço “Pensamento Brasileiro” na Rede da Memória Virtual Brasileira.

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