Ode I, 11, de Horácio

Indagar, não indagues, Leuconói
qual seja o meu destino, qual o teu;
nem consultes os astros, como sói
o astrólogo caldeu:

não cabe ao homem desvendar arcanos!
Como é melhor sofrer quanto aconteça!
Ou te conceda Jove muitos anos,
ou, agora, os teus últimos enganos,
– prudente, o vinho côa e, muito depressa
a essa longa esperança circunscreve
a tua vida breve.

Só o presente é verdade, o mais, promessa…
O tempo, enquanto discutimos, foge:
colhe o teu dia, – não no percas! – hoje.

[Tradução de Bento Prado de Almeida Ferraz]

2 Comentários

Arquivado em Poesia

2 Respostas para “Ode I, 11, de Horácio

  1. magroski

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  2. Roberto Rocha

    Uma pergunta: a poesia latina tinha rima?

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