“Eco e o descorajado”, de Mário de Andrade

 

Neste lugar solitário
Onde nem canta o sem-fim,
Choro. E um eco me responde
Ao choro que choro em vão.
Eco, responda bem certo,
Meus amigos me amarão?…
E o eco me responde: – Sim.

 

Pois então, eco bondoso,
Você que sabe a razão
Porque deixando o tumulto
De Pauliceia, aqui vim:
Eco, responda bem certo,
Maria gosta de mim?…
E o eco me responde: – Não!

 

Antes morrer!… Eu me sinto
Tão vazio com este amor…
Não aguento mais meu peito!
Morrer! seja como for!
Eco, responda bem certo,
Morrerei hoje, amanhã?…
E o eco me responde: – Nhãam…

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