“O sono do Iphan”

Qualquer frequentador do parque do Flamengo sabe do absurdo de mudanças lançadas nos últimos anos sobre o projeto dos jardins de Burle Marx. Por exemplo: uma parte do traçado do parque foi alterada. Elio Gaspari, na coluna deste domingo, na Folha de S. Paulo, alerta:

“Graças ao repórter Luiz Ernesto Magalhães, descobriu-se que a privataria do aterro do Flamengo produziu um estacionamento para mil automóveis. Onde? Nos jardins de Burle Marx.

Uma das empresas, a Time For Fun, assinou um termo de responsabilidade com o Instituto do Patrimônio Histórico, comprometendo-se a respeitar as áreas tombadas. Onde o Iphan viu espaço para o estacionamento dos frequentadores do Cirque du Soleil numa área integralmente tombada, não se sabe.

Que a privataria queira tomar o parque, entende-se. O que não se entende é a sonolência do Iphan.”

Quem quiser saber mais sobre o assunto, recomendo a leitura do texto muito esclarecedor de Cláudia Girão: “Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, Brasil: o caso da marina”, publicado na Vitruvius.

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