Notícia recebida via Jorge Fernandes da Silveira. Por mais que a Porto seja uma editora competente e séria, a notícia é recebida com lamento por quem há anos é leitor da Assírio & Alvim e de seus tantos autores inquestionáveis. Foi o jornal El País quem noticiou o caso. Tal como a velha José Olympio, no Brasil, a Assírio & Alvim parecia a “Casa”:
Ao cabo de meses de negociações, o grupo Porto Editora comprou a Assírio & Alvim. Em linguagem politicamente correcta, foi estabelecido «um acordo de parceria estratégica para as áreas de edição e distribuição.» O negócio não difere do que foi efectuado com a Sextante e a Quetzal, impedindo o fecho da editora de Pessoa, Cesariny, O’Neill, Llansol, Herberto, Pina e outros. Manuel Rosa afasta-se da direcção editorial da Assírio, cujo staff se transfere para o edifício de Santa Cruz de Benfica. Neste caso, a mão dos homens foi mais rápida que a de Deus.
