
A matéria do jornalista Marcelo Bortoloti foi publicada em novembro do ano passado, na revista Veja. Ela trata do lançamento de um livro de poemas inéditos de Carlos Drummond de Andrade, escritos nos anos 1920. Estes originais revelam um trajeto tortuoso até chegar às mãos do bibliófilo e professor de literatura brasileira da UFRJ Antonio Carlos Secchin, também da Academia Brasileira de Letras.
Há quem diga que a tortuosidade vai se completar com a publicação do livro, rejeitado por Carlos Drummond e de baixíssima qualidade. Outros se revelam entusiasmados pela oportunidade de encontrar, nesses inéditos, a possibilidade de desdobramentos de estudos de crítica genética. É o que afirma Bortoloti: “Os primeiros poemas, ainda crus, de um Drummond afrancesado, já seriam uma preciosidade somente por mostrar o princípio da trajetória do maior poeta brasileiro.”
Com a publicação do livro, o debate deve ganhar força.
